Iodo, um mineral fundamental

· 24 de novembro de 2018
Antes de aumentar o consumo de iodo é importante consultar um médico, já que o excesso dele pode ser tão prejudicial quanto o déficit. Um nível equilibrado nos ajuda a queimar gordura e prevenir problemas de tireóide.

O iodo é fundamental para o nosso corpo, pois, de acordo com muitos estudos, é o mineral que mais faz falta na população mundial.

Visto que nosso corpo não o sintetiza e deve provir diretamente das nossas refeições.

O problema se dá também pelo fato de ter pouco teor nos alimentos, a menos que as grandes industrias o incluem em seus produtos (como, por exemplo, o sal iodado); mas, geralmente, a maior parte do mineral está no oceano, particularmente, nas algas marinhas.

Este mineral essencial  é absorvido no trato intestinal e transportado para a corrente sanguínea até as tiroides, onde é armazenado para produzir hormônios.

Um bom nível de iodo pode ajudar a queimar gorduras e a prevenir, por exemplo, o bócio, bem como problemas nas tireoides.

Benefícios do iodo

  • É imprescindível dispor de um bom nível de iodo para equilibrar o hormônio tiroide ou tiroxina; isso previne, por exemplo, o bócio e o hipertiroidismo.
  • Permite o bom funcionamento do metabolismo.
  • Ajuda no crescimento normal das crianças e no bom funcionamento do sistema nervoso.
  • É imprescindível para sintetizar os carboidratos e o colesterol.
  • Fornece energia e é fundamental para a saúde das células.
  • Queima o excesso de gordura.
  • As unhas, cabelos e dentes mantêm-se fortes e saudáveis.
  • Seu uso externo é comum para desinfectar feridas; assim como é normal adicioná-lo na água por meio de purificadores de água.

Sintomas da ausência de iodo

Apresentar baixo nível de iodo no organismo pode produzir os seguintes sintomas:

  • Hipertireoidismo
  • Hipotiroidismo
  • Tendência a sentir frio
  • Cansaço, dores nas articulações
  • Insônia
  • Pele e cabelos secos
  • Prisão de ventre
  • Cretinismo: doença que acomete as crianças, culminando no atraso físico e mental.

Onde podemos encontrá-lo?

Peixes e mariscos

Peixes contêm iodo

O mar é um tesouro natural de iodo, por isso recomenda-se que, ao menos três vezes na semana, consuma-se peixes e mariscos.

Possui maravilhosas vitaminas do complexo B, vitamina A, D, E; bem como ácidos graxos como o ômega 3, excelentes para a saúde.

Seria, portanto, perfeito que consumíssemos salmão, manjuba (arenque), camarões, lagostim, bacalhau, mexilhões ou linguado.

Leia também: 7 tipos de peixe que podem ser prejudiciais

Verduras

verduras com iodo

Talvez não esteja acostumado a ver a alga Kelp como um vegetal, porém é uma fonte incrível de iodo, que seria ótimo incluir em nossa dieta de vez em quando.

Além das algas, são recomendados a cebola, a beterraba, a acelga, o espinafre, o pepino, feijões verdes, o agrião e o alho; além de serem ricos em iodo, têm propriedades antibactericidas.

Queijos

Tipos de queijo com iodo

Alguns tipos de queijo também são muito apropriados para obter o mineral. Por exemplo, o queijo cheddar: se consumirmos 100 gramas, obteremos 39 mg de iodo.

Além disso, o queijo manchego: 100 gramas nos contribuem com 34 mg de iodo. Queijo manchego semicurado: 34 mg. Queijo manchego fresco: 34 mg.

Saiba mais: Queijos mais saudáveis

Cereais

Cereais com iodo

Muitos de nossos cereais mais comuns como, o arroz, o trigo e o centeio, são ricos no elemento.

Se consumirmos 100 gramas de farinha de milho, por exemplo, consumiremos 80 mg de iodo.

Advertências

Saiba que o médico deverá indicar a necessidade de consumir mais iodo. Não podemos, definitivamente, começar a consumir diariamente algas ou aumentar as nossas doses de sal iodado.

A dose elevada pode ser negativa para o organismo, podendo causar hipertiroidismo, por exemplo. Além disso, alguns medicamentos não podem ser misturados com o consumo do mineral, como são aqueles associados às doenças maníaco-depressivas.

Diante quaisquer dúvidas, pergunte sempre ao seu médico; de todos os modos, uma dieta à base de verduras, frutas e cereais sempre será benéfica à saúde.

  • Knobel, M., & Medeiros-Neto, G. (2004). Moléstias associadas à carência crônica de iodo. Arq. bras. endocrinol. metab48(1), 53-61.
  • LOPES, M. S., DE CASTRO, J. J., MARCELINO, M., OLIVEIRA, M. J., CARRILHO, F., & LIMBERT, E. (2012). Iodo e tiróide: o que o clínico deve saber. Acta Med Port25(3), 174-178.