O que fazer em caso de dismenorreia durante a gravidez?

A dismenorreia não deve causar preocupação durante a gravidez, pelo menos a princípio. O mais comum é que este sintoma desapareça após o primeiro trimestre. Se a dor persistir ou for muito intensa, o melhor é ir ao médico.
O que fazer em caso de dismenorreia durante a gravidez?

Última atualização: 29 Janeiro, 2021

A dismenorreia durante a gravidez é difícil de entender, pois o termo se refere à dor associada à menstruação. Pode se manifestar durante o primeiro dia do ciclo, e também dois ou três dias depois.

Trata-se de um desconforto uterino que ocorre na forma de cólica. Esses desconfortos são comuns na gravidez, pois estão ligados às alterações hormonais pelas quais a mulher passa.

A dismenorreia causa dores intensas, semelhantes às cólicas, que às vezes são intermitentes e, em outras, agudas e contínuas. Pode irradiar para as pernas ou para as costas, bem como ser acompanhada por náuseas, dores de cabeça, constipação e diarreia.

Tipos de dismenorreia

Existem dois tipos de dismenorreia: a primária e a secundária. A primeira é a condição que aparece em mulheres jovens, acompanhando os ciclos menstruais iniciais; tende a desaparecer com o tempo. A secundária é aquela ligada a malformações genitais; sua intensidade, pelo contrário, aumenta com a idade.

A porcentagem de mulheres em idade reprodutiva que sofrem de dismenorreia varia de 25% a 60% da população. Embora em muitos casos seja apenas um desconforto ou dor controlável, estima-se que pode ser incapacitante quando se torna mais intensa e duradoura. Na verdade, a dismenorreia é uma das principais causas do absenteísmo feminino no trabalho.

Dor abdominal na gravidez
A dismenorreia na gravidez pode ser comum e até esperada, mas existem sinais de alerta a serem avaliados.

A dismenorreia durante a gravidez

A gravidez é um período de mudanças hormonais. O corpo feminino sofre modificações influenciadas pelas variações na concentração sanguínea das substâncias.

É por isso que é comum sofrer de dismenorreia durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre. Inclusive, pode persistir durante toda a gravidez.

É uma dor semelhante à menstrual, mesmo que não haja sangramento. É uma sensação originada nas mudanças pelas quais o útero está passando, no processo de preparação para o parto. Essas dores, em condições normais, diminuem com o decorrer da gravidez.

Essas cólicas são mais frequentes durante o primeiro trimestre devido ao desenvolvimento acelerado do bebê nessa fase. Parecem alongamentos nas laterais da barriga e ocorrem porque o útero está se expandindo. À medida que o órgão cresce, obriga os músculos a aumentarem sua elasticidade, assim como os ligamentos.

Essas dores também podem ser sentidas no segundo trimestre. Nessa fase, devem-se ao fato de que o músculo denominado redondo, que é aquele que sustenta o peso do útero, é alongado. O desconforto tende a ser uma pontada na parte inferior do abdômen. Também é comum o aparecimento de cãibras após a realização de algum esforço.

Dicas a seguir em caso de dismenorreia

Se a dismenorreia durante a gravidez for persistente, pode prejudicar o dia a dia da gestante. Deve-se prestar atenção aos sintomas e, se não forem preocupantes, basta seguir algumas dicas para obter alívio.

Uma das recomendações é fazer pequenas modificações na dieta, sempre consultando o obstetra, tal como deixar de lado a cafeína, que é estimulante. Seu médico pode prescrever suplementos com base nas recomendações gerais de ácido fólico e ferro.

Outras sugestões saudáveis ​​são:

  • Tomar uma ducha ou banho de imersão, com água morna ou quente, para relaxar.
  • Fazer uso de compressas térmicas no abdômen, a uma temperatura adequada.
  • Receber massagens relaxantes na cintura e arredores.
  • Dormir de lado, com as pernas flexionadas.

Também é aconselhável que, se essas dores aparecerem no abdômen inferior, você procure se movimentar moderadamente. Existem exercícios de movimentos para acompanhar a gravidez que podem ser muito benéficas nesses casos. Além disso, você deve se manter bem hidratada sempre.

Grávida fazendo exercício
Os exercícios de movimento beneficiam a elasticidade dos músculos e ligamentos do corpo da mulher.

Quando se preocupar com a dismenorreia durante a gravidez?

Quando a dismenorreia durante a gravidez não cede naturalmente, mesmo colocando em prática algumas das medidas já sugeridas, você está diante de um sinal de alerta. Se as dores se tornarem muito intensas, você deve consultar o seu obstetra para que solicite os exames adequados e possa oferecer um diagnóstico preciso.

Quando é preciso fazer uma consulta médica? Quando você sentir uma dor intensa que não vai embora, ou uma dor na parte inferior do abdômen acompanhada de contrações. Da mesma forma, se sentir cólicas vaginais, sangramento ou secreção, sintomas gastrointestinais e tonturas, você também deve consultar um médico.

O sangramento que acompanha o desconforto ou cólica é sempre um sinal de alerta. Cada trimestre tem seus próprios distúrbios mais comuns, e saber identificá-los precocemente reduz o risco para o feto e para a mãe. Por esse motivo, os obstetras costumam fornecer números de telefone de contato imediato para as suas pacientes grávidas.

Pode interessar a você...

Melhores remédios naturais para tratar a dismenorreia
Melhor Com SaúdeLeia em Melhor Com Saúde
Melhores remédios naturais para tratar a dismenorreia

A dismenorreia (também chamada de cólica menstrual) se conhece como um problema que afeta a mulheres em seu ciclo menstrual. Esta doença se apresenta entre 20% e 50% de todas as mulheres e, ainda que não em todas, apresenta dores pélvicas ou cólicas severas.



  • Galindo, M. A. (2011). Efectos de la albahaca-Ocimum basilicum-sobre dolor pélvico en dismenorrea primaria-menstruación dolorosa-en mujeres en edad fértil. Revista Colombiana de Enfermería, 6, 47-60.
  • Castro, Magdalena, and Claudia Galleguillos. “Dismenorrea primaria en adolescentes: Revisión de la literatura.” Rev. Soc. Chil. Obstet. Ginecol. Infant. Adolesc 16.2 (2009): 24-36.
  • Scarella, A., Chamy, V., Badilla, D., Escobar, A., & Michea, K. (2008). Rotura uterina espontánea en el primer trimestre del embarazo. Revista chilena de obstetricia y ginecología, 73(6), 393-396.
  • Fournier, M. M. (2013). El dolor pélvico durante el embarazo. Ginecología y Obstetricia de México, 81(09), 558-572.
  • Munjin, Milan, and Juan Rojas. “Dolor lumbar relacionado al embarazo.” Revista chilena de obstetricia y ginecología 72.4 (2007): 258-265.
  • Castillo Ortiz, Natalia del. “Modificación y efectos del consumo de cafeina durante el embarazo.” (2016).
  • Ezcurra, R., N. Lamberto, and V. Peñas. “Dolor abdomino-pélvico en ginecología.” Anales del Sistema Sanitario de Navarra. Vol. 32. Gobierno de Navarra. Departamento de Salud, 2009.
  • Fox, Nathan S. “Qué hacer y qué no hacer durante el embarazo.” Obstet Gynecol 131 (2018): 713-21.
  • Santos, Fernanda, et al. “Adhesión de las mujeres embarazadas a los ejercicios para fortalecer el suelo pélvico.” Evidentia 15 (2018): e10427.