Deixei de dar explicações a pessoas que entendem o que querem

03 Setembro, 2020
Ninguém é obrigado a dar explicações sobre suas crenças, valores, gostos ou relacionamentos. As explicações são necessárias apenas em situações que geram incerteza ou sofrimento, e sempre devem ser pautadas pelo respeito.
 

É importante sempre lembrar que não somos obrigados a dar explicações a ninguém sobre o que fazemos, pensamos ou decidimos em nosso dia a dia.

Juntamente com essa ideia, há sempre o “interesse próprio”, a necessidade de conhecermos a nós mesmos e de agirmos de acordo com os nossos princípios e valores, respeitando, por sua vez, aqueles ao nosso redor.

O ato de dar explicações é necessário caso as nossas decisões tenham a ver com outras pessoas. No entanto, o ato de assumir responsabilidades próprias anda de mãos dadas com essa capacidade de saber agir e decidir, sem ter que justificar o que fazemos perante aos demais.

Sabemos também que passamos a vida dando explicações para tudo, e assim convidamos a todos hoje para refletir sobre isso.

Quando dar explicações se transforma em um costume

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Como em tudo na vida, há um limite e um equilíbrio. Podemos pedir explicações ao nosso parceiro se, por exemplo, ele não aparecer em casa durante três dias. Faremos o mesmo com nossos filhos quando fizerem algo errado. E também com nossos amigos se causarem algo que não esperávamos.

 
  • As pessoas precisam dar e receber explicações diante de situações que geram incerteza, estranheza ou sofrimento.Contudo, seria positivo refletir sobre não transformar o “dar explicações” em um costume na vida diária diante de situações que não as exigem.

O problema de dar explicações reside também no tipo de comunicação que estabelecemos. Se o diálogo for construtivo e com empatia, a comunicação flui e há entendimento.

No entanto, em muitos casos há pessoas que “entendem o que querem” ou, ainda, longe de escutarem, só pensam na resposta que irão nos dar porque chegaram à sua própria conclusão, mesmo que ela não tenha nada a ver com a realidade.

  • Dar explicações não deveria ser um costume tão arraigado em nossos contextos sociais. Não, pelo menos, quando o que se busca é julgar os demais considerando as suas condutas ou escolhas.
  • As explicações somente são necessárias quando uma situação específica a requer, e sempre com o fim de que se instaure o equilíbrio na relação.
  • Na hora de dar explicações, deve existir um diálogo respeitoso, aberto e democrático. O emissor e o receptor devem se tratar com empatia e dedicação para analisar a situação e chegar a um acordo, a uma sintonia da qual precisamos durante as conversas.

Aspectos sobre os quais nunca deveríamos dar explicações

Estamos certos de que, em seus contextos sociais mais próximos (amigos, família, trabalho, parceiro…) você se vê obrigado a dar algumas explicações sobre aspectos da sua vida que você não gostaria de compartilhar, e menos ainda justificar para os outros.

 

Como exemplo, e para levar em conta, vamos listar quais dimensões são as que pertencem “apenas a você”, e sobre as quais não é conveniente nem necessário dar explicações:

Não se deve dar explicações sobre o que é prioridade em sua vida

O que é importante para você só diz respeito à sua pessoa. Se a sua maior paixão for viajar, nem todo mundo vai entender o fato de você passar o ano todo economizando em vez de ter um carro mais novo ou trocar o celular. Não há motivos para justificar nada e, se você fizer isso, saiba que basta fazê-lo uma vez.

Não se deve dar explicações sobre seu estado civil ou sobre o tipo de relacionamento que você tem

“Como você ainda está solteira?”, “Vocês não têm filhos?”, “Seu namorado é um pouco quieto, né?”, “E por que você não está mais morando perto da sua família?”.

Temos certeza de que essas perguntas são velhas conhecidas suas. As pessoas costumam perguntar por um interesse inocente, mas são aspectos que ficamos incomodados em justificar e que, na verdade, não importam a mais ninguém, somente a você.

Não se deve dar explicações sobre suas crenças ou valores

 

Os valores, as crenças e as opiniões devem ser defendidas, e não explicadas ou justificadas. Se você praticar um tipo de religião ou sentir afinidade por um tipo de espiritualidade, não há motivo para detalhar a ninguém por que você faz isso e quais razões o levaram a essa escolha.

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  • Você é suas escolhas, e os outros devem te aceitar da forma como você é, sem ter que pedir explicações.
  • Conviver é respeitar e, por isso, trata-se somente de aceitar-nos entre nós mesmos, assim como somos. As explicações só serão necessárias, assim como mencionamos antes, em casos de desavenças ou problemas pessoais.

Viva em liberdade seguindo seus próprios valores, aja com respeito e seja feliz por cada aspecto que se tornou seu ao longo do seu caminho pela vida.