O que é condromalácia patelar?

16 Junho, 2020
A condromalácia patelar é uma condição que ocorre com relativa frequência em adultos jovens e adolescentes que praticam esportes, ou em idosos que sofrem de uma doença degenerativa, como a osteoartrite.
 

A condromalácia patelar é uma das condições mais comuns do joelho. Vale lembrar que essa articulação é muito propensa a lesões, pois suporta grande parte do peso do corpo. Além disso, existem outros fatores de risco, como idade, excesso de peso, prática esportiva inadequada, etc.

Cabe destacar que a condromalácia patelar é uma condição relativamente comum entre adultos jovens. Tem incidência particular entre aqueles que praticam futebol, basquete, vôlei, tênis, ciclismo, karatê, remo, rugby, atletismo e balé. Os alpinistas também estão propensos a ela.

Há um debate em torno do uso do termo condromalácia patelar. A palavra condromalácia refere-se ao amolecimento da cartilagem do joelho. No entanto, essa palavra começou a ser usada para diagnosticar qualquer pessoa com dor nessa articulação.

Atualmente, acredita-se que seja preciso falar da síndrome femoropatelar, e não da condromalácia patelar, quando a causa exata da dor no joelho é desconhecida. No entanto, o termo é clinicamente aceitável. Às vezes, também é chamada de condropatia patelar.

O que é condromalácia patelar?

Anatomia dos joelhos
A rótula desempenha um papel essencial na estabilidade do joelho, protegendo-o e ajudando-o a se mover.

A rótula ou patela é um osso plano, localizado na face anterior do joelho. Articula-se com o fêmur e sua principal função é proteger e facilitar o deslizamento da articulação. A condromalácia patelar é uma condição degenerativa que afeta a cartilagem localizada na superfície articular da patela.

 

Quando essa condição ocorre, o osso é exposto à fricção direta devido ao movimento articular. Na maioria dos casos, isso ocorre devido ao amolecimento da cartilagem, causando dor na face anterior do joelho.

A cartilagem atua como um amortecedor nas articulações. É composta por 90% de água e 10% de células. Isso permite suportar a energia dos impactos. Quando há condromalácia patelar, é porque a cartilagem mudou sua estrutura, deixando de ser uma superfície lisa e tornando-se rugosa e cinzenta.

Além disso, a cartilagem torna-se mais fina e mais irregular. Às vezes tem fissuras e até quebras. Nesses casos, o joelho faz alguns cliques e sons ao realizar alguns movimentos. Também há uma dor intensa.

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Causas do problema

A principal causa de condromalácia patelar é o trauma repetido no joelho. Em outras palavras, movimentos repetidos que geram compressão na cartilagem. É por isso que alguns atletas estão mais expostos a essa condição.

O problema também pode ocorrer devido a outros fatores, como:

  • Problemas anatômicos de desalinhamento do joelho ou má colocação da rótula.
  • Golpes muito fortes no joelho, especialmente cair sobre um joelho flexionado, impactos contra um objeto ou acidente de trânsito.
  • Caminhar inadequado. Decorre de uma anormalidade nos pés ou pernas ou do uso de sapatos de salto alto.
  • Luxação ou fratura anterior do joelho.
  • Excesso de peso.
 
  • Atrofia ou fraqueza muscular.
  • Desigualdade no comprimento das pernas.
  • Curva proeminente na coluna vertebral.

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Características

Dor nos joelhos
A principal característica é a presença de dor nas articulações, principalmente ao praticar algum tipo de atividade física.

Normalmente, a dor aparece durante a prática de atividade física. Essa dor aumenta quando o paciente corre em superfícies muito duras ou quando sobe e desce escadas. Além disso, ocorre também quando fica muito tempo com os joelhos dobrados. Nesse último caso, experimenta-se uma rigidez adicional.

Ao flexionar o joelho, é comum que ocorram cliques característicos da condromalácia patelar. Além disso, com o tempo, essa anormalidade incide sobre a força dos músculos das pernas e sobre o caminhar.

De acordo com a evolução dessa condição, existem vários níveis de gravidade. Estes são:

  • Grau 1. A cartilagem fica amolecida e há edema.
  • Grau 2. Imagens de diagnóstico revelam que a cartilagem tem fibrilação. Parece que está “desgastada”.
  • Grau 3. A cartilagem tem fissuras, algumas das quais são muito pronunciadas e atingem as camadas mais profundas.
  • Grau 4. Há ulceração. A condição do grau 3 aparece mais evidente e agravada.
 
  • Grau 5. Há eburnação, isto é, um aumento patológico na densidade da cartilagem. Este é um efeito do agravamento da ulceração, que acaba afetando o osso subcondral.

Normalmente, é aplicado um tratamento conservador para gerenciar a condromalácia patelar. Se ele não trouxer os resultados esperados, será necessário realizar uma cirurgia.

Sánchez, K. T. R. (2014). Condromalacia rotuliana. Revista Médica de Costa Rica y Centroamérica, 71(611), 551-553.