6 situações nas quais não se deve praticar exercícios

· 19 de fevereiro de 2017
Mesmo que acreditemos que com um simples resfriado não precisamos interromper nossa rotina de exercícios, é bom reduzir a intensidade para que nosso organismo possa se recuperar adequadamente. 

Praticar exercícios físicos é um dos melhores hábitos que podemos colocar em prática para cuidar da saúde física e mental. É muito fácil de ser incorporado na rotina diária e não requer muito tempo. Além disso, seus benefícios são tantos que não têm comparação com outras atividades.

É também uma das formas mais efetivas de aumentar o gasto energético para equilibrar o peso e prevenir doenças.

Além disso, tem efeitos positivos nas funções cognitivas, na resistência física e em outros aspectos que melhoram a produtividade no dia a dia.

Porém, mesmo que seja aconselhada sua prática diária, existem algumas situações em que é melhor evitar os exercícios.

Dado que muitos desconhecem quais são estes momentos, a seguir queremos revelar em detalhe os 7 principais.

Ocasiões em que não se deve praticar exercícios físicos:

1. Ter uma infecção com febre

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As infecções com febre, dor e mal-estar geral são uma resposta do sistema imunológico diante da atividade descontrolada de alguns vírus e bactérias.

Neste tipo de situações as forças físicas são reduzidas, não sendo bom praticar exercícios, mesmo que as condições variem individualmente.

Esta atividade inibe de modo transitório a função dos mecanismos de defesa e implica um gasto energético extra.

Por isso, praticar exercícios pode gastar as energias de que o corpo precisa para lutar de forma contundente contra a infecção, como foi comprovado no artigo da Revista Brasileira de Medicina do Esporte.

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2. Ter dormido pouco

Dormir menos de cinco horas é um hábito que causa graves consequências físicas e mentais no organismo.

Mesmo que muitos de seus efeitos não se manifestem no momento, com o passar do tempo podem ser desenvolvidas complicações e doenças.

O sistema imunológico e as forças físicas se enfraquecem imediatamente. Por isso não é apropriado sobrecarregar o corpo com a prática de uma rotina de treinamento.

Uma noite ruim não só reduz o rendimento durante o exercício, como também aumenta a fadiga, o desequilíbrio e a falta de coordenação.

3. Ter uma lesão ou ferida

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Alguns exercícios em excesso causam lesões. Por exemplo, uso de sobrecarga nos aparelhos de musculação, como provado no estudo de Bankoff, Zamai e Olivia

Essas lesões musculares, articulares e ósseas requerem estritos cuidados como parte de seu tratamento, já que qualquer erro pode provocar graves complicações.

Muitos especialistas aconselhem alguns exercícios de baixo impacto como complemento para a recuperação. Entretanto, é preferível fazer repouso por alguns dias.

Isso se deve ao fato de que os movimentos dos tecidos lesionados impossibilitam a cicatrização e cura, o que prolonga a ferida ou, pior, a agrava.

É primordial ter isso sempre em mente, principalmente diante de:

  • Fraturas
  • Tendinite
  • Entorses
  • Contusões
  • Feridas abertas

4. Sofrer de gastroenterite

As doenças do sistema digestivo afetam o rendimento durante a prática de exercícios físicos e podem causar vômitos, diarreia e outros incômodos sintomas.

Para alguns viciados em exercícios estes transtornos não são um motivo para deixar de lado os treinamentos.

No entanto, é importante dar ao corpo um tempo de repouso para sua recuperação. Afinalo movimento excessivo e a perda de líquidos pode piorar a condição.

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5. Receber o diagnóstico de uma doença crônica

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Os pacientes diagnosticados com doenças crônicas como o câncer, a hipertensão severa ou a diabetes devem ser muito cuidadosos no momento de fazer atividade física.

Estas e outras doenças alteram o funcionamento dos órgãos mais importantes do corpo e, por sua vez, implicam um gasto maior de energia.

Por tal razão é importante se afastar da rotina de exercícios, pelo menos até que o diagnóstico se confirme e seja iniciado um tratamento para estabilizar os sintomas da doença. 

Uma vez controlada, o treinamento de baixo impacto é benéfico para enfrentar a doença.

6. Estar gripado ou resfriado

Algumas posturas de ioga podem ser benéficas para controlar vários sintomas da gripe e do resfriado.

No entanto, as atividades de alto impacto, como o exercício cardiovascular, podem piorar os sintomas, inclusive quando são feitos de forma leve.

A transpiração, a perda de líquidos e o frio reduzem a resposta imunológica e deixam o corpo suscetível ao ataque dos vírus.

7. Ter feito esforços físicos

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Nem sempre é necessário procurar um centro de condicionamento físico para ativar e exercitar o corpo.

Em certas ocasiões fazemos algumas atividades que, sem notarmos, trabalham nossos músculos e todos os sistemas que participam quando treinamos.

Levantar caixas pesadas, mover móveis e até tarefas de limpeza pode implicar certos esforços físicos que devemos levar em consideração.

Praticar mais exercícios depois deste tipo de atividades aumenta o risco de lesões musculares e fadiga.

Em conclusão, mesmo que o exercício seja uma prática muito benéfica para a saúde, é primordial saber em quais situações evitá-lo.

Mesmo que quase sempre seus efeitos sejam positivos, algumas vezes nosso corpo não está em condições de suportá-lo. 

  • DIAZ, José Fernando Jiménez; GUILLEN, Jesús Romero  and  CARRERO, Juan Antonio Trigueros. Prevalência de doenças infecciosas no esporte. Rev Bras Med Esporte [online]. 2000, vol.6, n.1 [cited  2018-12-03], pp.23-28. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100006&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1517-8692.  http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922000000100006
  • Oliva, O. J., Bankoff, A. D. P., & Zamai, C. A. (2012). POSSÍVEIS LESÕES MUSCULARES E OU ARTICULARES CAUSADAS POR SOBRECARGA NA PRÁTICA DA MUSCULAÇÃO. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. https://doi.org/10.12820/RBAFS.V.3N3P15-23