Tipos de sal: qual é o mais saudável?

14 de janeiro de 2020
Embora o sal seja um ingrediente muito comum, é importante moderar seu consumo diário, conforme indicado por especialistas da Organização Mundial da Saúde.

No mundo gastronômico, existem vários tipos de sal e cada um deles é usado para a preparação de diferentes receitas. Por exemplo, o sal fino é frequentemente usado para preparar molhos para massas, enquanto o sal grosso é usado para receitas de alimentos grelhados, assados, frutos do mar e carne.

Sem dúvida, o sal é o tempero mais utilizado no mundo ao cozinhar. E, embora possa contribuir muito com a potencialização dos sabores, é necessário aprender a usá-lo com moderação, pois seu consumo excessivo é prejudicial à saúde.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde recomendam reduzir a ingestão de sódio para diminuir a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares, derrames e doenças coronárias em adultos.

Tipos de sal

Tendo em vista que saber a como usar cada tipo de sal pode nos ajudar a destacar melhor o sabor dos alimentos e a obter pratos muito mais saborosos, analisaremos quais são os tipos de sal e qual deles é considerado o mais saudável.

Embora todos os tipos de sal contenham sódio, esta substância nem sempre está presente na mesma extensão. Assim, nem todos os tipos de sal contêm a mesma quantidade de sódio e outros minerais.

1. Sal de mesa comum

Sal de mesa comum

O sal refinado ou “sal de mesa” é o tipo de sal mais usado. Contém 95% de cloreto de sódio e outros minerais, como iodo e fluoreto, bem como outros aditivos e conservantes são adicionados ao processo de fabricação.

Se, no momento da preparação da comida, for buscado um equilíbrio de sabor, ou seja, para temperar as refeições, o sal comum (ou “de mesa”) é o tipo de sal mais favorável.

2. Sal marinho não refinado

Colher de sal grosso

sal marinho é obtido através da evaporação da água do mar. Consiste em cloro, sódio, iodo, flúor, entre outros aditivos. Entre esses componentes, o cloreto de sódio é essencial.

Ao contrário do sal comum, contém uma grande quantidade de minerais como: enxofre, boro, carbono, magnésio, potássio, sódio, flúor, fósforo, ferro, zinco, iodo, entre outros.

Tem uma cor acinzentada e dá um sabor mais intenso às refeições do que o sal comum.

Este tipo de sal é muito mais saudável, para preparações de receitas, do que o sal comum.

Tem um custo no mercado superior ao sal comum, uma vez que não é tão frequente.

Além de saber qual é o mais saudável entre os dois, o que realmente importa é a administração correta das proporções nas receitas.

3. Flor de sal

Flor de sal, sal rosa do Himalaia

Este tipo de sal é adquirido das superfícies das salinas marinhas, de forma artesanal, por meio de técnicas tradicionais, no atlântico e no mediterrâneo. É utilizado pelos gourmets graças às suas propriedades gastronômicas.

É hipotônico, o que significa que, ao ser consumido, não causa retenção de líquidos. Se comparado com os outros tipos de sal, é baixo em cloreto de sódio (só 92,9%) e sódio (15%). Quanto ao sabor, é menos intenso do que outros sais, já que se dissolve facilmente no paladar.

4. Sal do Himalaia

Sal rosa do Himalaia

Este é um tipo de sal originário principalmente do Paquistão e América Latina, e não do Himalaia, como geralmente se acredita devido ao seu nome.

Alcançou muita popularidade nos últimos anos porque lhe tem sido atribuído um grande valor nutricional. Diz-se que possui cerca de 84 minerais e oligoelementos e, portanto, pode contribuir para o bom funcionamento do organismo. 

Outro elemento que contribuiu para a sua difusão maciça é a sua cor rosa, que o torna mais vistoso.

Qual é o sal mais saudável?

Cada tipo de sal conta com uma estratégia de marketing que afirma ser ele o mais saudável, natural e puro. No entanto, nem tudo o que é afirmado se torna verdadeiro e, em muitos casos, muitos exageros são feitos.

Para tornar o processo de seleção mais prático, devemos seguir uma série de recomendações:

  • Todos os tipos de sal contêm cloreto de sódio como elemento essencial e, por esse motivo, devem ser consumidos com moderação.
  • O sódio está presente em muitos alimentos, por isso acredita-se que o consumo de sal pode ser desnecessário. Segundo o Dr. Mario Virgolini, coordenador do Plano Argentina Saudável do portfólio de saúde, cerca de 50% do excesso de sal é proveniente de alimentos processados, como pão e enlatados.
  • O sal é utilizado, principalmente, pelo sabor que dá aos alimentos, não pelos efeitos saudáveis que você possa ter.
  • As estratégias de publicidade não são justas no momento de oferecer diferentes tipos de sal por altos custos. Por esse motivo, é difícil discernir se um produto natural realmente vale o seu preço ou se é simplesmente marketing.

Reduzir o consumo

Concluindo, o problema não é o sal, mas a maneira de consumi-lo e a quantidade utilizada em cada refeição.

Seu consumo exagerado causa doenças cardiovasculares, insuficiência renal, distúrbios gástricos, osteoporose, etc.

Um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que pacientes que reduziram o sal melhoraram a sua função renal, uma vez que os rins tiveram dificuldade em processar o excesso de sódio.

O mesmo estudo descobriu que o sódio reduz a elasticidade das paredes dos vasos sanguíneos e das células cardíacas.

Outro estudo da Harvard Medical School indica que uma dieta baixa em sal reduz a pressão arterial e, portanto, os riscos de acidentes cardiovasculares.

Vários especialistas dão as seguintes recomendações para reduzir a ingestão de sal:

  • Remova os saleiros da mesa para evitar adicionar sal extra na comida.
  • Elimine o consumo de conservas e pratos pré-cozidos.
  • Reduza o consumo de queijos e enlatados.
  • Reduza ou elimine o consumo de alimentos defumados.
  • Evite snacks salgados, como batatas fritas, oleaginosas, etc.
  • Use menos molho de soja, ketchup e temperos comerciais.

Lembre-se de que os temperos e ervas podem ser uma excelente alternativa ao sal.