O que é a síndrome de Sinding-Larsen Johansson?

Descrita por Sinding-Larsen em 1921 e Johansson em 1922, a síndrome de Sinding-Larsen Johansson é uma sobrecarga mecânica na ponta inferior da patela. É comum em atletas jovens em fase de crescimento.
O que é a síndrome de Sinding-Larsen Johansson?

Última atualização: 28 Janeiro, 2021

A síndrome de Sinding-Larsen Johansson é caracterizada por uma dor que ocorre ao fazer atividades físicas, bem na ponta inferior da patela. É acompanhada por inflamação local e dor significativa ao tocar a região afetada.

Foi descrita por Sinding-Larsen em 1921 e Johansson em 1922. A síndrome de Sinding-Larsen Johansson consiste em uma sobrecarga mecânica por tração, semelhante à que ocorre na outra extremidade do tendão patelar, chamada de síndrome de Osgood Schlatter.

Nos jovens em crescimento existe uma área chamada fise, onde são encontradas as células que causam o crescimento ósseo. Essa área é fraca e pode sofrer várias patologias.

Na síndrome de Sinding-Larsen Johansson, devido à tração repetitiva pelo movimento esportivo, ocorre um “sofrimento” da fise e, como resultado, a pessoa sente dor nessa área.

Diagnóstico da síndrome de Sinding-Larsen Johansson

Lesão no joelho

O exame clínico costuma ser suficiente para o diagnóstico. A dor pode provocar impotência funcional, que o adolescente geralmente manifesta como “não conseguir pular”, “não conseguir acertar a bola com força”, etc… Tende a piorar no frio e melhorar com o calor.

No entanto, se a dor for intensa, o jovem pode chegar a mancar de forma considerável, por isso outras patologias devem ser descartadas. Somente em casos de recorrências frequentes, dor muito intensa ou traumatismo prévio, é necessário solicitar um raio-x e avaliar a necessidade de uma ultrassonografia.

Fatores de risco para a síndrome de Sinding-Larsen Johansson

Alguns dos fatores de risco para sofrer desta patologia são:

  • Praticar esportes de forma intensa.
  • Sobrepeso ou obesidade.
  • Fatores ambientais, como o terreno em que o esporte é praticado.
  • Calçado inadequado.
  • Altura.
  • Condição muscular e idade.

Em pacientes com fatores de risco, as recorrências de dor são muito frequentes. É importante ter o diagnóstico correto e explicar à família a normalidade do processo até o final do crescimento.

Como a síndrome de Sinding-Larsen Johansson é tratada?

O objetivo do tratamento é eliminar a dor enquanto se tenta manter as atividades o máximo possível. Isso pode ser conseguido através de uma combinação de alongamentos, aplicação local de gelo e medicamentos anti-inflamatórios.

Os exercícios de alongamento devem ser feitos antes de praticar esportes. Estes geralmente têm como alvo os músculos anteriores e posteriores da coxa, chamados quadríceps e isquiotibiais.

Após a atividade física, o gelo é colocado por 20 minutos na área dolorida. O tratamento com medicamentos anti-inflamatórios pode ajudar a controlar a dor.

Nos casos em que os sintomas dolorosos são intensos, e naqueles em que a dor não pode ser reduzida com as medidas anteriores, outras diretrizes de tratamento serão seguidas, tais como :

1. Descanso esportivo

Essa patologia melhora muito com o repouso da prática esportiva. O paciente poderá continuar indo à escola, mas deve diminuir a intensidade do esporte por 10 a 15 dias. Com isso, 90% dos casos melhoram.

2. Tratamento fisioterápico

Em casos mais difíceis ou em jovens com alta demanda esportiva, o fisioterapeuta ajudará a reduzir a inflamação na área. Bandagens funcionais e fitas podem ser usadas para melhorar a dor.

Compressa no joelho

3. Plasma rico em plaquetas

Este tipo de tratamento está em estudo, pois sua eficácia nesses processos é desconhecida atualmente.

As plaquetas são obtidas do sangue do paciente e injetadas na área, resultando em um tratamento biológico, que não agride o paciente. Pode ser uma opção em casos muito difíceis e de alta repetição.

4. Cirurgia

Recorrer a técnicas cirúrgicas é extremamente raro nessa patologia. Elas são utilizadas apenas em casos de complicações e, geralmente, em adultos.

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Quando posso retomar a atividade física?

Você pode fazer exercícios de fortalecimento e equilíbrio depois que a dor diminuir, para limitar futuros episódios de dor. É aconselhável praticar um treinamento alternativo ou realizar atividades que não exijam corrida ou salto, como natação ou ciclismo.

A maioria dos jovens atletas pode praticar esportes com dor leve, sem causar danos. No entanto, praticar esportes com dor moderada ou intensa pode agravar a condição ou dificultar o tratamento.

Quando o paciente volta a praticar esportes, pode ser útil usar uma joelheira para cobrir a área irritada. O seu médico irá ajudá-lo a decidir quando e como você pode retomar a atividade física de maneira completa e segura.

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