Quanto tempo demora a fecundação após a relação sexual?

A fecundação não é instantânea, e pode ocorrer até 3 dias após a ejaculação. Explicamos todos os detalhes neste artigo.
Quanto tempo demora a fecundação após a relação sexual?

Última atualização: 22 Junho, 2021

Após a relação sexual, a fecundação pode ocorrer. É um processo complexo mas, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não ocorre logo após o sexo.

A fecundação consiste na união de um óvulo (que é o gameta feminino) com um espermatozoide (gameta masculino). Ou seja, é o processo pelo qual os genes de ambos os pais se combinam e geram o zigoto, que é uma nova célula.

Existem muitas dúvidas e mitos a respeito de como esse fato ocorre. Portanto, neste artigo explicamos tudo que você precisa saber sobre a fertilização, quanto tempo normalmente leva até que ocorra e quando começam os sintomas da gravidez.

Como ocorre a fecundação após a relação sexual?

A fertilização, como apontamos na introdução, é o processo pelo qual o óvulo e o espermatozoide se unem, dando origem ao zigoto. Embora possa parecer simples, na verdade requer uma série de condições ideais para ocorrer.

Na verdade, como explica um artigo do Southern California Center for Reproductive Medicine, a probabilidade de engravidar varia entre 20 e 25%. Esses dados se referem a uma situação em que nenhum método anticoncepcional é utilizado.

Isso ocorre porque, embora ocorra a fertilização, o processo de gestação muitas vezes não continua. É importante saber que, para que ela aconteça, a mulher deve estar em um momento específico do ciclo menstrual.

Isso é afirmado pelos especialistas em Reprodução Assistida, e geralmente acontece por volta do 14º dia do ciclo menstrual. É quando ocorre a ovulação. No entanto, o espermatozoide pode viver por até 3 dias no aparelho genital feminino.

O óvulo, por sua vez, sobrevive apenas 24 horas após a ovulação. Assim, a fecundação ocorre nesse período de tempo (1 dia), embora o próprio ato sexual possa ter ocorrido dois ou três dias antes. Nas seções a seguir, explicaremos todas as fases desse processo.

O óvulo e a fecundação

Durante o processo de ovulação, o óvulo é liberado do ovário para as trompas de Falópio. Os espermatozoides, por sua vez, se desenvolvem continuamente nos testículos. Quando ocorre a ejaculação, eles viajam imersos no sêmen.

Eles sobem pela vagina até as trompas de Falópio. Entretanto, antes de penetrar no óvulo, sofrem uma série de modificações em sua estrutura e mobilidade. Passam por um processo de diferenciação, maturação e capacitação, e só então penetrarão no óvulo.

Antes, logo após a ejaculação, os espermatozoides são incapazes de fazê-lo. Além disso, nem todos passam por essas transformações. Por esse motivo, a fecundação pode ocorrer, mas diminui a probabilidade de vários espermatozoides fertilizarem o mesmo ovo, pois isso poderia levar a um zigoto inviável.

Espermatozoides e óvulo
Os espermatozoides precisam passar por uma fase de capacitação para que a fertilização seja viável.

Encontro do óvulo e do espermatozoide

Uma vez ocorrido o processo de “capacitação”, que acontece nas criptas do trato genital feminino, o espermatozoide é liberado. Ele se encaminha para o óvulo e ocorre a reação acrossômica.

Segundo um artigo do Instituto Bernabeu, essa reação consiste na liberação de certas enzimas que permitem que a cabeça do espermatozoide atravesse a membrana do ovócito. Dessa forma, os núcleos das células e do material genético se fundem.

Durante essa reação, aciona-se também um mecanismo que impede que outros espermatozoides atravessem a membrana. Como comentamos na seção anterior, isso é essencial para que não haja problemas genéticos e é chamado de bloqueio de polispermia.

Deslocamento em direção ao útero

Pode haver então, a fecundação após a relação, depois que o óvulo e o espermatozoide se fundem, formando uma célula chamada zigoto. Esta célula contém material genético de ambos os pais. A fecundação ocorre, na maioria dos casos, em uma das trompas de Falópio.

É por isso que o zigoto deve descer até o útero, órgão em que ocorre a gestação. Durante a jornada, o zigoto começa a se dividir. Ou seja, a partir dessa única célula, o embrião é formado a partir de sucessivas divisões celulares.

No início, as duas células do zigoto são chamadas de blastômeros. No quarto dia após a fertilização já existem entre 12 e 16 blastômeros. Então se forma a mórula, que tem uma parte central que dará origem ao embrião. A camada mais externa de células formará a placenta.

Parte final da fertilização: implantação

A implantação é uma etapa essencial para o desenvolvimento do embrião. É o processo pelo qual o embrião se liga ao endométrio, que é o revestimento do útero.

Geralmente ocorre entre 6 e 10 dias após a fertilização. Se a implantação não for bem-sucedida, o embrião será expulso na próxima menstruação.

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Que sintomas indicam que houve fecundação após a relação sexual?

O primeiro trimestre da gravidez costuma ser caracterizado por uma série de sintomas que, de certa forma, alertam a mulher de que ela está grávida. O primeiro sinal geralmente é a ausência ou atraso da menstruação. Isso é chamado de amenorreia.

A amenorreia ocorre porque há um aumento na produção de certos hormônios para garantir o desenvolvimento do embrião. Esses hormônios também causam alterações na sensibilidade e no tamanho dos seios, que costumam ficar mais inchados.

No início da gravidez, um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana aumenta muito a sua concentração. É o mais relacionado a náuseas e vômitos. Na verdade, sua concentração determina a intensidade dos sintomas.

É curioso porque, em gestações múltiplas, esse hormônio aumenta mais do que em um único embrião. É por isso que geralmente são gestações mais sintomáticas.

Outro sinal comum no início da gravidez é o aumento da frequência e da necessidade de urinar. Também é normal que a mulher fique mais cansada.

Mulher grávida enjoada
O enjoo matinal responde à elevação hormonal provocada pelas mudanças esperadas na gravidez.

Resultado positivo no teste após a fecundação

Atualmente, existem diferentes métodos para confirmar a presença ou não de gravidez. No entanto, todos eles exigem que passe algum tempo após a fertilização.

Isso ocorre porque os testes de gravidez geralmente funcionam detectando se o nível de gonadotrofina coriônica humana na urina aumentou. Esse hormônio aumenta entre 6 e 14 dias após a fecundação.

Em alguns casos, essa substância é detectada no sangue em vez da urina. Este teste específico é feito em laboratório. Não pode ser feito em casa, mas é mais preciso.

Portanto, o que devemos ter em mente é que até que passe um certo tempo desde a fecundação, é impossível determinar se há gravidez ou não. Além disso, os testes de gravidez podem apresentar falsos negativos e positivos. Portanto, sempre que houver dúvida, o ideal é consultar um especialista.

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A fecundação não é um processo instantâneo após a relação sexual

Como explicamos, a fertilização é um processo complexo que requer condições ideais. Não ocorre imediatamente depois da relação sexual. Na verdade, pode ocorrer 2 ou 3 dias após a ejaculação.

Além disso, mesmo que um zigoto tenha se formado, um embrião nem sempre se desenvolverá ou ocorrerá uma gravidez. Para que isso aconteça, é fundamental que o processo de implantação termine de forma adequada.

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