Escolhemos um parceiro de maneira consciente?

30 de setembro de 2019
Existem padrões que geralmente repetimos em nossas decisões e, quando se trata de amor, acontece exatamente a mesma coisa. Relacionamentos anteriores, o exemplo de nossos pais e até pressões sociais afetam quando escolhemos um parceiro.

O amor é um sentimento essencial para o ser humano. Buscamos e queremos encontrar uma pessoa especial com quem compartilhar a vida. No entanto, nem sempre somos felizes. Você já se perguntou se escolhemos um parceiro conscientemente?

Queremos encontrar o amor da nossa vida, sem saber, entretanto, que existem elementos em nossa psique que desempenham um papel fundamental para tornar a escolha sentimental a correta. Muitas memórias se movem dentro de nós toda vez que tomamos uma decisão, especialmente quando escolhemos um parceiro.

Escolhemos um parceiro para estar acompanhados e felizes

Nem sempre escolhemos um parceiro conscientemente.

Mulheres naufragadas no mar de incompreensão e abandono, homens com parceiros muito exigentes, infidelidade, tédio, decepção, ciúmes … Existem muitas causas pelas quais as relações não funcionem, mas a principal é que não escolhemos um parceiro conscientemente.

Em muitas ocasiões, desenvolvemos uma espécie de “ignorância seletiva”, um mecanismo pelo qual nos recusamos a reconhecer nossos próprios preconceitos.

Em um nível consciente, nunca reconheceríamos os requisitos que temos ao escolher nossa cara-metade. Embora pareça louco, às vezes selecionamos um parceiro com toda a intenção inconsciente de sofrer.

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Quais fatores influenciam?

Uma pergunta que devemos sempre fazer é: quantos preconceitos inconscientes determinam nossa escolha de parceiro? Há vários fatores em nossa psique que nos orientam a escolher o companheiro e que nem sempre têm resultados bem-sucedidos:

Projeções de sua história de amor

Questões não resolvidas com parceiros anteriores interferem nas novas escolhas. Seu inconsciente não será capaz de distinguir quem é quem e você reagirá da mesma maneira, mesmo que o que está acontecendo não seja a mesma situação.

O relacionamento com seus pais

Se você teve um relacionamento muito bom com sua mãe, procurará uma mulher que se pareça com ela. Se seu pai era um ídolo para você, seu parceiro terá as mesmas características.

Obviamente, não é algo que estamos procurando deliberadamente. No entanto, se você analisar o seu caso ou o de outros, poderá observar essas semelhanças.

O relacionamento que seus pais tiveram entre eles

Como seus pais se tratavam entre si também influenciará sua escolha de parceiro. Se houve um imenso amor e lealdade, você pode repetir o padrão. Se eles se divorciaram sem reconstruir sua vida, então, pode ser difícil manter um relacionamento de longo prazo.

A baixa autoestima influencia quando escolhemos um parceiro

A valorização negativa de si próprio e o amor não se dão muito bem. Por quê? Porque muitas vezes não começamos a namorar alguém porque queremos, mas devido à necessidade de aceitação e então, caímos na dependência emocional.

Muitos relacionamentos não funcionam porque algumas pessoas preferem ficar vinculadas por medo à solidão do que pelo amor em si mesmo.

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Influência social quando escolhemos um parceiro

A sociedade influencia os relacionamentos

No ambiente em que vivemos, estar sozinho não é bem visto. Sendo assim, escolhemos um parceiro porque a pressão social nos faz procurar alguém para não estar sozinhos. Dessa forma, evitamos julgamentos. Tudo isso acaba fazendo com que nos precipitemos.

Domine seu inconsciente

A solução para sair de relacionamentos tóxicos e que parecem se repetir constantemente é dominar seu inconsciente e escolher um parceiro de maneira consciente. Portanto, descubra o que você realmente quer e quais são seus limites.

Use o cérebro de uma maneira mais privilegiada e controle seus sentimentos e relacionamentos com mais eficiência. Existem alguns requisitos importantes:

  • Dedique tempo para conhecer a outra pessoa: quando estamos apaixonados a química pode nos fazer acreditar que esse parceiro é a pessoa ideal. Portanto, dar tempo suficiente nos permitirá avaliar se realmente é o que queremos.
  • Ter seu próprio projeto de vida: amar outra pessoa implica amar a si mesmo e, portanto, manter nossos objetivos pessoais. É sobre compartilhar caminhos e não deixar os nossos de lado.
  • Compartilhar valores: pergunte a si mesmo quais são os valores mais importantes para você. Você pode imaginar estar com alguém que pensa muito diferente? Podemos ver os valores através das ações de outras pessoas, sempre que decidimos observar a realidade.

O ideal é compartilhar a estrada da vida com alguém que caminhe do seu lado. Quando nos perguntamos por que sempre acabamos com pessoas que nos fazem sofrer, a resposta está em nós, porque nem sempre escolhemos um parceiro conscientemente.

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