Distensão na virilha: por que acontece?

A distensão na virilha é uma condição relativamente comum em pessoas que realizam exercícios físicos exigentes. Descubra como evitá-la nas linhas a seguir.
Distensão na virilha: por que acontece?

Última atualização: 01 Maio, 2021

Uma distensão na virilha é uma ruptura parcial das pequenas fibras dos músculos adutores que estão localizados na parte interna da coxa. Pode ser leve ou grave, mas com repouso e o tratamento adequado, costuma ser completamente curada.

Essa patologia está incluída no grupo de problemas e lesões na virilha que ocorrem durante atividades recreativas relacionadas ao exercício, trabalhos que exigem muito esforço e acidentes com veículos, entre tantos outros eventos. Se você quiser saber mais sobre a distensão na virilha e como lidar com ela, continue lendo.

Por que a distensão na virilha pode ocorrer?

Conforme indicado pelo portal Kidshealth, a distensão na virilha ocorre quando um dos músculos da parte interna da coxa é distendido, lesionado ou rompido. Há 5 músculos neste local, que recebem os seguintes nomes: pectíneo, adutor curto e adutor longo – vão da pélvis ao fêmur – grácil e adutor magno – vão da pélvis ao joelho.

A página médica Hopkinsallchildrens.org mostra as causas mais comuns para a ocorrência desse evento. Entre elas, encontramos as seguintes:

  • Praticar esportes que exijam correr em grande velocidade durante curtos períodos de tempo ou que exijam mudanças repentinas de direção.
  • Músculos enrijecidos, especialmente quando não é feito o aquecimento necessário antes de fazer um exercício exigente.
  • Pouco preparo físico ou fadiga ao realizar uma atividade que exija muita demanda muscular.
  • Retornar à atividade rápido demais depois de uma lesão anterior.

Essa patologia geralmente está relacionada à prática de exercícios, mas este nem sempre é o caso. Em geral, qualquer alongamento excessivamente agressivo dos músculos ou uma pancada forte direta pode levar ao aparecimento de uma distensão na virilha.

Lesão na coxa
O aparecimento de dores na coxa e na virilha ao fazer atividade física deve ser um alerta para parar.

Sintomas de distensão na virilha

O portal Radychildrens, pertencente ao hospital de San Diego (Califórnia), mostra que há 3 graus de distensão na virilha. Conforme você verá a seguir, cada um deles apresenta uma sintomatologia própria:

  • Primeiro grau: dor leve que pode passar despercebida até o paciente terminar o exercício. Uma vez que a atividade termina, o atleta sente rigidez e sensibilidade local.
  • Segundo grau: rigidez e dor moderada na virilha, juntamente com pequenos hematomas e inchaço. A marcha pode ser prejudicada e correr se torna um pouco difícil.
  • Terceiro grau: dor intensa, inchaço, hematomas e incapacidade de cruzar as pernas. Caminhar se torna muito difícil.

Em geral, podemos resumir os sintomas da distensão na virilha aos seguintes sinais clínicos: inchaço e hematomas na região da virilha, espasmos musculares, fraqueza na perna afetada e certos problemas para caminhar.

Diagnóstico

Primeiramente, o médico perguntará o que você estava fazendo antes de sentir a dor que o levou à consulta. Em geral, o diagnóstico é diferencial, ou seja, é feito um exame físico para descartar outras patologias – como, por exemplo, a hérnia do esportista.

Se a lesão for de primeiro grau, menos de 10% das fibras musculares envolvidas estarão lesionadas. Em eventos de grau 2, de 10 a 90% das fibras são lesionadas, enquanto no grau 3 o músculo fica quase totalmente rompido. Em algumas ocasiões, uma ressonância magnética pode ser usada para quantificar a extensão da ruptura.

Tratamento da distensão na virilha

O tratamento dependerá do grau da lesão. Em casos mais leves, o problema é resolvido com um repouso de 2 semanas, enquanto uma ruptura completa pode exigir até 3 meses de recuperação. Os registros médicos indicam algumas das diretrizes que devem ser seguidas para obter uma rápida melhora:

  • Repouso: não fazer nenhuma atividade que cause dor durante o processo de recuperação.
  • Frio: aplicar gelo com compressas frias na região da virilha durante 15 minutos, cerca de 4 vezes ao dia, é uma boa opção para acalmar a dor e a inflamação. Lembre-se de que o gelo nunca deve ser aplicado diretamente na pele.
  • Medicamentos: existem medicamentos que não exigem receita para o tratamento de dores leves ou moderadas, como os anti-inflamatórios não esteroides.
  • Compressão: bandagens de compressão podem ser aplicadas sobre a área afetada para prevenir a inflamação. Consulte o seu fisioterapeuta sobre a opção mais viável.
  • Elevação, alongamento e fortalecimentouma série de exercícios e posturas que favorecem a recuperação do músculo afetado. Novamente, verifique essas técnicas e como elas devem ser aplicadas com um profissional.
  • Calor: deve ser aplicado apenas quando se pretende retomar a atividade física.

Em geral, o tratamento se baseia em um período de repouso para que o músculo se recupere, mas sem deixar de fazer certos alongamentos para que ele não se atrofie demais por desuso. Todo o processo de recuperação deve ser orientado por um profissional.

Distensão na virilha
Uma abordagem profissional da distensão é necessária para garantir uma recuperação que não termine em complicações.

Dicas que vão te ajudar a prevenir uma distensão na virilha

Às vezes, é difícil evitar que esse tipo de lesão ocorra, principalmente se você for um atleta profissional. Até 16% de todos os jogadores de futebol lesionados vão ao médico por causa de uma distensão na virilha. Ela também é muito comum ao praticar atividades como hóquei, tênis e basquete.

Portanto, a única coisa que podemos dizer é que você deve se alongar antes de se exercitar e não deve se esforçar demais. Se sentir dor na região da virilha, pare de fazer exercícios durante alguns dias e cuide da área afetada. O melhor tratamento para a distensão na virilha é, sem dúvida, prevenir o seu aparecimento.

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Conclusão

Conforme você deve ter percebido, a distensão na virilha é uma patologia bastante comum, que surge como resultado da sobrecarga dos músculos pélvicos durante a atividade física. Porém, com um bom planejamento dos exercícios, alongamento prévio e a suspensão da atividade em caso de dor, é possível evitar o seu aparecimento.

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