Você tem fadiga? Pode ser a falta destes nutrientes

29 Setembro, 2020
Uma dieta saudável e equilibrada é essencial para que o nosso corpo receba todos os nutrientes de que necessita para desempenhar suas funções de forma correta. Por outro lado, uma deficiência de nutrientes pode nos levar a sofrer de fadiga.

A fadiga é uma sensação de cansaço recorrente, sem causa aparente, que pode ser agravada pela atividade física ou mental, e torna o simples ato de levantar da cama e iniciar a rotina diária uma missão quase impossível.

Além dos hábitos que podem estar causando essa situação, você deve prestar atenção à sua alimentação. Se estiverem faltando certos nutrientes, fica mais difícil ter energia para enfrentar o dia a dia.

O que é a fadiga e o que ela provoca?

Todos nós nos sentimos cansados em algum momento; queremos ficar na cama o dia todo e não fazer nada. No entanto, depois de um “descanso” voltamos ao normal e podemos cumprir as nossas atividades e obrigações.

O problema surge quando passam algumas semanas e a fraqueza e a falta de vitalidade continuam e, o que é pior, ficam cada vez mais intensos. A fadiga é um alarme ao qual devemos prestar atenção.

De acordo com uma publicação da Mayo Clinic, além do estresse e da vida agitada que levamos hoje, existem outras causas pelas quais podemos nos sentir mais cansados ​​do que o normal:

  • Consumo de álcool ou drogas.
  • Excesso ou falta de atividade física.
  • Transtorno de jet lag.
  • Não dormir bem.
  • Medicamentos anti-histamínicos ou para tosse.
  • Alimentação não saudável.
Você sente fadiga?

Na maioria dos casos, a fadiga vem de sono insatisfatório ou deficiência de nutrientes. No entanto, também pode alertar sobre algumas doenças.

Por sua vez, a síndrome da fadiga crônica é um distúrbio em que ocorre um cansaço extremo que não pode ser atribuído a um motivo específico e não melhora com o repouso.

Outra publicação da Mayo Clinic sugere que os sinais e sintomas mais comuns desta condição incluem os seguintes:

  • Fadiga.
  • Perda de memória ou concentração.
  • Dor de garganta.
  • Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço ou nas axilas.
  • Dor nas articulações ou músculos.
  • Dor de cabeça.
  • Sono não reparador.
  • Exaustão extrema durando mais de 24 horas após o exercício físico ou mental.

Vale ressaltar que se esses sintomas forem recorrentes ou se tornarem muito incômodos, é necessário consultar o médico, pois podem ser um alerta para problemas de saúde mais graves.

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A deficiência de nutrientes pode causar fadiga?

Falamos sobre os hábitos diários que podem estar causando esgotamento físico e mental, mas além destes, é importante notar que os alimentos podem estar desempenhando um papel decisivo na forma como você se sente. Não é a quantidade de alimento que você come todos os dias, mas a qualidade dos alimentos que o seu organismo recebe.

Na verdade, um estudo publicado no Journal of Human Nutrition and Dietetics sugere que uma má alimentação pode impedir o corpo de obter os nutrientes de que necessita e levar a problemas de saúde, incluindo a fadiga crônica. A seguir, veremos o que acontece quando há carência de certos nutrientes.

Vitamina C

Essa vitamina é usada na população para prevenir e reduzir os sintomas da gripe ou do resfriado comum. Na verdade, acredita-se que a ingestão diária de alimentos que a contenham pode ajudar a prevenir a ocorrência dessas condições de saúde.

Um estudo publicado no Nutrition Journal menciona que o consumo de vitamina C pode estar diretamente relacionado à redução da fadiga. Isso, aparentemente, porque atua como um antioxidante.

Alimentos vitamina c

A deficiência de vitamina C pode estar por trás da sensação de fadiga constante.

Os alimentos que fornecem vitamina C, de acordo com uma publicação do National Institutes of Health, são os seguintes:

  • Frutas cítricas como laranjas, tangerinas, toranjas.
  • Pimentões vermelhos e verdes.
  • Kiwi.
  • Outras frutas e vegetais, como morango, melão, brócolis e tomate.

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Vitamina D

Aparentemente, a deficiência de vitamina D não está apenas relacionada ao enfraquecimento dos músculos e ossos, mas também ao sono e à fadiga.

A esse respeito, um estudo do North American Journal of Medical Sciences sugere que pode haver uma ligação entre pacientes que apresentam fadiga e deficiência de vitamina D. Além disso, sugere que uma dose ótima dessa vitamina esteja associada a uma melhora significativa dos sintomas.

Ferro

A Organização Mundial da Saúde destaca que a falta de ferro é o principal problema nutricional da população mundial e ocorre não só nos países em desenvolvimento, mas também nos países industrializados.

Por outro lado, uma publicação do Serviço Nacional de Saúde sugere que estes são os sintomas ou sinais mais comuns de deficiência de ferro:

  • Cansaço e falta de energia.
  • Falta de ar.
  • Batimento cardíaco acelerado.
  • Palidez.

Além disso, ela destaca que para aumentar os níveis desse mineral em nosso organismo, poderíamos optar por consumir os seguintes alimentos:

  • Vegetais de folhas verdes.
  • Cereais e pão fortificados com ferro.
  • Carne.
  • Legumes (feijão, ervilha e lentilha).
Você tem fadiga?

A falta de ferro pode explicar a sensação de cansaço prolongado de que muitos sofrem.

Magnésio

O magnésio é um nutriente que está em ação contínua em nosso corpo, pois é responsável por converter os alimentos em energia e regular algumas funções do organismo.

De acordo com Naoki Umeda, especialista em medicina integrada, em uma publicação da The Cleveland Clinic, os sintomas mais comuns de deficiência de magnésio são:

  • Fadiga.
  • Espasmos musculares.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas.

Uma publicação de WebMD aponta que o magnésio pode ser encontrado nos seguintes alimentos:

  • Espinafre.
  • Edamame.
  • Tamarindo.
  • Batata com casca.
  • Quinoa.
  • Feijões.
  • Tofu.
  • Amêndoas.

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Sintomas de fadiga: quando consultar um médico?

Embora a lista anterior inclua alguns sintomas e causas da fadiga, é importante prestar atenção aos sinais de alerta e possíveis complicações, que, de acordo com a Clínica Mayo, são os seguintes:

  • Depressão.
  • Isolamento social.
  • Restrições de estilo de vida.
  • Aumento das faltas ao trabalho.

Na presença de qualquer um desses sintomas, é necessário consultar o médico para encontrar o tratamento adequado.

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