Diferenças entre artrite, artrose e osteoporose que valem a pena conhecer

· 13 de julho de 2017
Embora tanto os homens quanto as mulheres possam sofrer com elas, um dado curioso sobre as doenças degenerativas como a artrite, a artrose e a osteoporose é que elas costumam afetar mais às mulheres.

Muitas doenças são confundidas por terem sintomas semelhantes, no entanto cada uma possui sua particularidade. Neste artigo falaremos as diferenças entre artrite, artrose e osteoporose.

Quem sofre de alguma destas condições sabe que são bem diferentes, mas quem tem uma vida livre destas doenças, em algumas ocasiões, costuma confundir os termos usados.

Estamos diante de uma realidade médica muito comum na população atual.

O fato mais problemático é, sem dúvida, sua cronicidade e a questão de serem doenças degenerativas para as quais não existe um tratamento eficaz que reverta as origens que as provocam.

Dispomos de medicamentos paliativos, de terapias focadas em diminuir a inflamação, a rigidez e a dor.

No entanto, um aspecto em comum entre artrose, artrite e osteoporose, é que as três afetam mais as mulheres.

Hoje, em nosso espaço, queremos explicar as diferenças entre as três condições para que você possa entendê-las um pouco melhor. Estamos certos de que esta informação lhe será de grande ajuda.

Embora possam ter sintomas parecidos, é importante conhecer as diferenças entre cada doença para saber identificá-las e tratá-las corretamente.

Artrose, a mais comum

Diferenças entre artrite, artrose e osteoporose

Dentro das doenças reumáticas, a artrose é uma das mais comuns. Estamos diante de uma doença cuja origem está na degeneração da cartilagem.

  • Devemos nos lembrar de que a cartilagem é um tecido que recobre o extremo dos ossos e que ajuda estes a se moverem sem tocar uns nos outros.
  • Se a cartilagem perde resistência e qualidade, aparecem a rigidez, a dor e a inflamação.
  • A artrose é muito comum nos quadris, nos joelhos e nos tornozelos (tudo que suporta o peso do nosso corpo).
  • A dor costuma se acalmar quando a pessoa descansa e está em repouso.
  • Por outro lado, cabe dizer que não há nenhum medicamento que resolva esta condição. O que se pode fazer é desacelerar a progressão da doença, mas nunca detê-la.
  • Se não desenvolvemos esta doença e queremos preveni-la, é recomendável praticar atividade física leve e regular e evitar a obesidade.
  • Além disso, recomenda-se manter uma dieta balanceada rica em vitamina C, já que esta atua como precursora da produção de colágeno.
  • Por sua vez, se a artrose já faz parte de nossas vidas, devemos cuidar para que em nossa dieta nunca falte a vitamina C, nem minerais como o cálcio, fósforo, magnésio, silício e enxofre.

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Artrite, uma doença que não está associada ao envelhecimento

Mulher com artrite na mão

Não, a artrite não chega com o passar dos anos, nem é uma doença com a qual todos teremos que conviver com a chegada de uma idade avançada.

Apesar de existirem muitos tipos de artrite, esta doença pode aparecer em crianças e em indivíduos com uma vida muito ativa, atletas e pessoas que mantêm um ritmo de trabalho intenso e exigente.

Em primeiro lugar, devemos ter muito claro que a artrite pode ter várias origens:

  • Origem imunológica: o sistema imunológico reage de forma adversa contra a membrana sinovial (a camada de tecido que recobre a parte interna da cápsula articular).
  • Origem pós-traumática: ocorre quando sofremos uma pancada ou quando passamos muito tempo repetindo um mesmo movimento (trabalhar no computador, por exemplo, pode acelerar este problema).
  • Além disso, o acúmulo de cristais causado pelo ácido úrico pode levar à clássica “gota”.

A artrite costuma causar uma dor intensa e contínua. Assim como a artrose, há um certo alívio no repouso, embora esta última condição seja mais persistente.

Para prevenir a artrite devemos seguir uma dieta rica em cálcio, ácidos graxos ômega 3 e ômega 6, e fazer uma atividade física moderada ao ar livre, permitindo que o sol nos ajude a sintetizar a vitamina D.

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A osteoporose, muito comum nas mulheres

Osso com osteoporose

A osteoporose é uma doença sistêmica, crônica e desgastante que afeta os nossos ossos.

O mais comum é passar vários anos sem perceber sua incidência, até que, repentinamente, aparece uma fratura sem razão aparente.

É uma realidade muito dura para quem sofre com ela. Devemos nos lembrar de que o tecido dos ossos se renova constantemente, formando estruturas novas e descartando os tecidos velhos.

  • No entanto, em algumas ocasiões, por exemplo, na menopausa, este equilíbrio se altera.
  • Com o tempo, deixamos de formar tecido novo com tanta força e agilidade. Além disso, diminui nossa densidade óssea, e portanto um maior risco de fraturas.
  • Com a osteoporose os ossos se tornam porosos, especialmente na região dos pulsos, quadris e vértebras.
  • Para tratar esta doença, serão de grande ajuda os suplementos dietéticos à base de cálcio e vitamina D.
  • Além disso, e sempre sob recomendação médica, também são adequados os bifosfonatos que ajudam a fazer com que o cálcio penetre no osso e o ajude a se regenerar.

Nos últimos anos, e como dado curioso, surgiram no mercado medicamentos elaborados à base de anticorpos monoclonais. Eles são aplicados com injeções e melhoram de forma notável a qualidade de vida dos pacientes com osteoporose.

Imagem principal cortesia de © wikiHow.com

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