Dicas para manter o cérebro jovem

· 10 de dezembro de 2013
Se quisermos manter nosso cérebro jovem e proteger suas funções deveremos nos alimentar adequadamente. As plantas medicinais também ajudarão nos casos em que a memória e a concentração começarem a falhar.

O cérebro é o maior órgão do sistema nervoso central e é o centro de controle para todo o corpo. Também é responsável pela complexidade do pensamento, da memória, das emoções e da linguagem.

Alimentos para o cérebro

Para nutrir as células cerebrais devemos escolher alimentos ricos em vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais:

  • Germinados (de alfafa, lentilhas e brócolis).
  • Frutos secos, especialmente as nozes.
  • Sementes de girassol: contem ácido fólico, que melhora o rendimento cerebral, e ajuda a prevenir o AVC.
  • Brócolis: excelente para a memória, especialmente quando cozido no vapor.
  • Aveia: pode toma-la no café da manhã, como bebida vegetal ou bem cozida com cremes de verdura e sopas.
  • Banana bem madura: possui vitamina B6, que intervém na síntese de dopamina, um neurotransmissor que influencia a memória.
  • Chá verde: possui componentes protetores das funções cerebrais.
  • Cacau: favorece a produção de endorfinas, substâncias do cérebro que fazem você se sentir bem.
  • Gérmen de trigo: rico em minerais e antioxidantes
  • Óleo de linho: possui ácidos graxos essenciais
  • Queijo parmesão: fonte de tirosina, um aminoácido precursor da dopamina, que favorece a memorização e a aprendizagem.

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Coenzima Q 10

Essa coenzima é essencial para a transformação e contribuição de energia a cada célula viva e aumenta a longevidade atenuando o processo de envelhecimento. Isso ocorre devido ao seu poder antioxidante que neutraliza os radicais livres.

Existem alimentos que nos ajudam a produzi-la naturalmente, como os frutos secos, as couves ou o espinafre.

Também podemos optar por tomá-la como suplemento durante um período de tempo de pelo menos 3 meses.

Três plantas medicinais

Um dos melhores remédios naturais para melhorar a oxigenação cerebral, assim como das extremidades, é o ginkgo biloba, uma planta que melhora a circulação do cérebro e por sua vez a capacidade mental. Podemos começar a tomar quando notamos falta de memória, concentração, etc.

Podemos tomá-lo, por exemplo, em forma de extrato, mas é conveniente fazer descansos a cada certo tempo para que o organismo não se acostume e continue obtendo benefícios.

A centela ou gotu kola é uma planta usada tradicionalmente pela medicina indiana para melhorar a circulação geral, de uma maneira similar ao ginkgo biloba. Uma boa opção seria alternar o uso destas duas plantas medicinais.

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Às vezes, menosprezamos algumas plantas que temos ao alcance e que foram usadas de maneira simples por nossos antepassados para muitas doenças. Uma delas é o alecrim.

Ainda que devamos vigiar ou consultar um médico se sofremos com hipertensão arterial, o alecrim (Rosmarinus officinalis) possui propriedades antioxidantes muito úteis para evitar os danos que os radicais livres causam nos neurotransmissores e atua como um protetor natural do cérebro.

Já na Grécia Antiga era usado para melhorar a memória e inclusive os estudantes usavam uma coroa de flores de alecrim antes de suas provas.

Óleo essencial de menta

O óleo essencial de menta é um excelente estimulante cerebral que podemos adquirir facilmente e usar diariamente.

Podemos esfregar suavemente as têmporas com um par de gotas desse óleo que, além disso, é muito refrescante e tem um aroma muito agradável.

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Encontrar o equilíbrio

Como acontece com tudo, qualquer parte de nosso corpo tem que ser utilizada com frequência para funcionar corretamente.

Por isso, temos que encontrar um ponto de equilíbrio entre o desuso devido à idade, o sedentarismo, e o abuso.

Para exercitar o cérebro, podemos fazer sudokus, jogos de memória, jogos de cartas, fazer contas, recordar listas de objetos, realizar exercícios de interpretação de texto, etc.

Se pelo contrário você sofre com situações de sobrecarga mental, opte por fazer exercícios diários, tomar sol, ter contato com a natureza, realizar respirações profundas, ir a um massagista, etc.

Se pela noite não consegue desconectar e o cérebro continua funcionando, você pode tomar infusões de passiflora ou valeriana e tentar ficar alguns minutos com a mente em branco antes de deitar.

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Os assuntos de trabalho não deveriam nos acompanhar ao sair do trabalho. Tão importante quanto usar o cérebro é saber deixá-lo descansar.

Imagens por cortesia de wiccked e mohammadali

  • Kramer, A. F. (2006). Exercise, cognition, and the aging brain. Journal of Applied Physiology. https://doi.org/10.1038/s41598-017-08729-w