4 conselhos para falar com honestidade e empatia

O excesso de empatia pode nos levar a mentir para não prejudicar o outro. Por outro lado, a sinceridade excessiva pode nos fazer parecer mal-educados. Como podemos equilibrar esses dois elementos nos nossos relacionamentos?
4 conselhos para falar com honestidade e empatia

Última atualização: 27 Junho, 2021

Como falar com honestidade e empatia? A honestidade é um valor fundamental quando nos relacionamos com as outras pessoas. Ninguém gosta de ficar sabendo que foi enganado ou traído. Inevitavelmente, isso tem como resultado a perda da confiança em relação à pessoa que mentiu.

No entanto, quando se trata de ser honesto, nem tudo é permitido, especialmente se considerarmos que os sentimentos dos outros estão em jogo. Portanto, honestidade e empatia são dois conceitos que devem andar de mãos dadas.

Nas sociedades atuais prevalecem o individualismo, a competitividade e uma independência mal compreendida. Por causa disso, às vezes presumimos que a sinceridade é a melhor política, mas nos esquecemos das consequências que as nossas palavras podem ter sobre os outros. Como ser franco e empático ao mesmo tempo? É isso que vamos detalhar a seguir.

O que é a honestidade?

Honestidade é a capacidade de alinhar pensamentos, palavras e ações. Deste modo, a pessoa expressa o que considera ser verdadeiro e, da mesma forma, age de acordo com o que pensa e fala. Na honestidade, não há espaço para mentiras, falsidade ou dissimulação. Também não há espaço para palavras vazias ou promessas que não serão cumpridas.

Uma pessoa honesta é real e verdadeira e expressa essa verdade mesmo que as consequências não sejam favoráveis. Trata-se de um valor pessoal intimamente relacionado com a integridade e o respeito por si mesmo e pelos outros.

O que é a empatia?

Empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar de outra pessoa, para que possamos entender o seu processo de pensamento a fim de identificar as emoções que ela vivencia. Ter empatia é ter consideração pelo mundo interno e emocional do outro, é fazer o exercício de ver além da nossa própria perspectiva e adotar a posição de quem está diante de nós.

Uma pessoa empática não julga, mente ou humilha porque entende as repercussões que esses atos podem ter para o outro. Parando para sentir essa dor como se fosse sua, a pessoa opta pelo caminho da compreensão, do tato e do calor humano.

Como esses valores estão relacionados?

Embora à primeira vista pareça que honestidade e empatia são dois termos com pouco em comum, na verdade a sua conjunção é essencial na vida diária. Ou seja, qualquer um dos dois, sem o outro, pode levar a consequências negativas.

Por exemplo, o excesso de empatia leva a mentir para não prejudicar o outro, o que conhecemos como “mentiras brancas”. Isso, embora possa evitar conflitos a curto prazo, acaba gerando sentimentos de culpa e causando um sentimento de traição no outro quando a falta de honestidade é descoberta.

Por outro lado, a sinceridade sem a empatia também não é funcional. Ser direto e sincero sem levar em consideração o aspecto emocional pode fazer com que sejamos percebidos pelas outras pessoas como rudes, mal-educados ou sem tato. Como consequência, podemos experimentar a rejeição social ou conflitos interpessoais.

4 dicas para falar com honestidade e empatia

Em última análise, a honestidade e a empatia devem andar de mãos dadas se quisermos manter relações interpessoais saudáveis. No entanto, nem sempre é fácil aplicar esses dois conceitos ao mesmo tempo; por esse motivo, propomos algumas chaves para que isso possa ser feito.

1. Respeitar

Ao nos comunicarmos com outras pessoas, devemos lembrar que o respeito sempre deve prevalecer. Respeitar o outro implica considerá-lo digno de saber a verdade e, portanto, ser honesto com ele. Porém, também significa levar os seus sentimentos em consideração, já que ninguém prejudica deliberadamente uma pessoa que respeita.

2. Trabalhar a assertividade

A comunicação assertiva é essencial. Às vezes, o medo de sermos rejeitados ou de que a nossa opinião seja mal recebida nos leva a mentir para tentar agradar. Por isso, é preciso aumentar a autoconfiança e aprender a se expressar de maneira assertiva.

Da mesma forma, se nos deixarmos levar pela agressividade e não conseguirmos controlar os impulsos, podemos ferir a outra pessoa com as nossas palavras. Lembre-se de que, para afirmar o nosso ponto de vista, não precisamos subestimar o do outro.

3. Usar uma linguagem construtiva

Para transmitir uma mensagem desagradável para outra pessoa, o melhor a fazer é usar uma linguagem construtiva. O que isso significa? Saber escolher as palavras certas e oferecer propostas e soluções ao invés de criticar ou julgar.

4. Cuidar da comunicação não verbal

A comunicação não verbal tem um peso ainda maior do que o das palavras quando se trata de emitir uma mensagem. Assim, aspectos como o tom de voz utilizado, a postura corporal e o momento e local escolhidos para comunicar uma ideia podem fazer a diferença. É conveniente se atentar para esses aspectos para que o interlocutor não se sinta agredido ou ameaçado.

Falar com honestidade e empatia para viver bem

Os valores nos definem como pessoas e são demonstrados por meio das nossas ações e interações com os demais. Falar com honestidade e empatia na vida diária pode representar um esforço no início, mas a longo prazo isso nos trará níveis mais elevados de bem-estar pessoal e social.

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