5 chaves com as quais saber se seu parceiro aplica uma empatia adequada

03 Maio, 2018
Se em nosso relacionamento existir essa empatia tão necessária poderemos ser nós mesmos em todo momento e não temeremos às possíveis reprovações que possam ocorrer ao expor nosso ponto de vista.

Sem uma empatia adequada não há contato emocional, não há reconhecimento e não se conforma uma reciprocidade autêntica no relacionamento.

A maioria de nós maneja diariamente uma grande quantidade de termos psicológicos e, portanto, é estranho que haja alguém que não saiba o que é a empatia ou que não tenha ouvido falar deste termo tão básico no campo dos relacionamentos.

Porém… e se disséssemos agora que há algumas pessoas que têm um conceito distorcido ou inclusive errado sobre o tema?

Para começar, podemos dizer algo tão simples quanto que empatizar com alguém não significa exclusivamente “calçar os sapatos dos outros”.

É algo muito mais complexo, mais intimo e que, ao mesmo tempo, requer um tipo de atuação e comportamento onde um não fica sozinho com o sentimento, com a emoção percebida.

Além disso, deve-se aplicar uma conduta, deve se pôr em curso a ação.

Porque, a nível de relacionamento, não basta saber que o cônjuge sofre. Ter empatia também é saber dar uma resposta efetiva, útil e de acordo com uma necessidade pontual.

Por isso, hoje em nosso espaço queremos dar 5 chaves básicas com as quais saber que nível de empatia existe em seu relacionamento, e se esta é realmente útil para fortalecer o vínculo, a confiança e as necessidades de cada membro.

1. Existem 3 tipos de empatia: você aplica todas?

Pássaros na árvore

Passemos dos grandes termos aos conceitos concretos. Para entender a empatia de uma forma integral há que descobrir quais são seus componentes principais, e que dinâmicas a caracterizam.

Assim, nos será de grande utilidade descobrir que 3 tipos de empatia devemos pôr em prática no dia a dia com nossos relacionamentos.

  • Empatia emocional: “Eu sito o que você sente”. É perceber o sofrimento no outro, e notar sua alegria, é ler suas preocupações, é se pôr na pele alheia e saber quais coisas lhe causam dano.
  • Empatia cognitiva: “Eu entendo pelo que você está passando”. Trata-se não só de sentir, mas sim demonstrar ao outro uma compreensão autêntica, entendendo o que há desencadeado tal coisa e porque causou esse efeito em você.
  • Empatia compassiva: “Eu sei que você sofre, sei porque sofre e desejo ajudar, quero que você se sinta bem”. Neste caso há um desejo real de que o cônjuge esteja bem, feliz, em calma, satisfeito.

2. Sinto o que você sente, mas não o julgo

Coloquemos um exemplo para entender muito mais essa ideia. Elena chegou em casa do trabalho muito tarde, teve um dia ruim e se sente esgotada, com vontade de chorar.

  • Quando Carlos, seu parceiro, vê a expressão do seu rosto, sabe que as coisas não fora bem, sente sua ansiedade, seu abatimento…

Porém, cai no julgamento fácil: “você leva tudo muito a sério”, “todo mundo se aproveita de você”, “você não sabe se impor”…

  • Neste caso, temos um dos membros do casal que aplica a empatia emocional, mas não é capaz de desenvolver uma empatia compassiva útil e efetiva que confere alívio e ajuda à outra pessoa.

3. Coloco-me em sua pele, mas sem deixar de ser “eu”

Mulher com coração

Dizíamos no começo: não basta calçar os sapatos da outra pessoa, não basta nos colocarmos em outra pele.

  • Devemos fazer esse processo de projeção e sensibilização, mas sem deixar de ser nós mesmos, sem perder nossa perspectiva pessoal, nossa identidade.
  • Por exemplo, se eu vejo meu parceiro sofrer e não mantenho minha força e meu equilíbrio interior, o mais provável é que intensifique ainda mais o sofrimento e não sirva de ajuda.

A empatia real, a que é útil é aquela capaz de se colocar dentro de um coração alheio mantendo-se, ainda assim, recuado.

4. Empatia é também compreender os erros dos outros

O casal feliz, estável e que sabe crescer em um projeto em comum é também o que sabe entender e empatizar com as falhas do outro.

  • Eu compreendo que tenha falhado nesse projeto que tinha em mente, sei que você se esforçou e entendo como se sente. Você se enganou ao confiar nessas pessoas, e pode ser que eu mesmo tenha falhado no mesmo.

Este tipo de empatia, a que sabe entender que as pessoas não são perfeitas, ou que os relacionamentos não vão ser sempre fáceis, é a que é mais útil, a que ajuda mais na hora de investir nesse projeto entre duas pessoas.

5. Sou receptivo a todas as suas emoções

Casal apaixonado e empático

Há pessoas que não se atrevem a chorar diante do parceiro, não expressam seus medos para não preocupá-los, não lhes contam determinadas coisas por medo de como podem reagir, de como podem entender…

  • Devemos ter claro, sempre que exista o fator “medo” em um relacionamento esse vínculo, não é autêntico, nem satisfatório e nem saudável.
  • Uma pessoa deve ter uma confiança total e absoluta para mostrar tudo o que sente em cada momento com seu parceiro.
  • Um relacionamento é a união de dois companheiros de vida que juntos podem enfrentar qualquer coisa, momentos maus e momentos bons.

Uma pessoa que mostra uma empatia adequada é aquela com a qual podemos ser nós mesmos em todo momento, sem medo de compartilhar qualquer pensamento ou emoção.

Valorize agora cada ponto exposto aqui e pense se, em seu relacionamento, há algum aspecto que seria conveniente melhorar ou potencializar

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