A voz na velhice: 10 dicas para mantê-la saudável

27 de setembro de 2019
O que é conhecida como impressão vocal é determinada pela forma do trato laríngeo superior, que é diferente em cada pessoa. Além disso, na mudança de voz na velhice, os hormônios estão envolvidos.

Ao passarem os anos, talvez tenha notado que sua voz não é a mesma que aos 20 anos. Esta mudança que a voz na velhice sofre se chama presbifonia. Em suma, obedece às mudanças naturais que ocorrem na laringe como parte natural do processo de envelhecimento.

A laringe e as cordas vocais podem vibrar mais ou menos dependendo da constituição de cada pessoa, mas também de sua idade. Com o passar do tempo, vão perdendo elasticidade, bem como fibras de colágeno.

O que é a impressão vocal?

Moça gritando

Cada pessoa tem sua própria voz, que a identifica e a torna única e, por isso, é necessário cuidá-la. O que é conhecida como impressão vocal é determinada pela forma do trato laríngeo superior, que é diferente em cada pessoa. Portanto, a ressonância da voz também é diferente, inclusive na velhice.

Os hormônios estão envolvidos no processo de mudança de voz; a testosterona nos homens e os estrogênios nas mulheres. Na senilidade, a testosterona reduz nos homens e a voz volta a ficar aguda. Enquanto que nas mulheres, o contrário, se torna levemente mais grave pelos estrogênios.

5 mudanças que pode notar na voz na velhice

À medida que envelhecemos, a voz pode ficar com um som muito diferente. Ainda que muitos adultos conservem sua voz juvenil na velhice, existem algumas mudanças comuns que podem ser notadas:

  1. Soa mais fina: o som da voz é menos ressoante. As cordas vocais dentro da laringe se tornam mais finas e flexíveis. Isso se deve ao fato de sofrerem perda muscular com o tempo e não vibrarem como antes.
  2. A voz soa mais áspera: a voz requer uma vibração determinada para que seu som seja claro. Portanto, qualquer coisa que interfira no fechamento das cordas e seja prejudicial para a laringe, resultará em uma voz áspera e rouca.
  3. Soa com menor intensidade: o envelhecimento também afeta a projeção e o volume da voz. Além disso, as pessoas com sistemas respiratórios alterados podem notar que sua voz fica mais baixa.
  4. Mudança de tom: as mudanças no tom também podem ser originadas pela atrofia dos músculos nas cordas vocais e, nas mulheres, pode ser devido, em parte, às mudanças hormonais.
  5. Fadiga vocal: se sua voz começa forte, mas se desvanece ao longo do dia, a fadiga vocal pode ser a culpada. Como qualquer fadiga, a da voz está relacionada com o uso.

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10 dicas para cuidar da voz na velhice

Mulher sem voz

A prevenção é o melhor remédio para evitar problemas na voz e cuidá-la. A seguir, mostraremos algumas dicas para cuidar da voz e prevenir doenças que podem afetar os órgãos da voz:

  1. Não force a voz e não grite.
  2. Evite os lugares muito barulhentos e não tente falar por cima do ruído quando estiver perto.
  3. Não fume nem permaneça em ambientes com fumaçairritam a laringe.
  4. Procure não pigarrear com força.
  5. Se você tiver muco, alergia ou tosse com frequência, consulte um especialista para receber o tratamento adequado.
  6. Se você sofrer com rouquidão ou afonia, e se esta se prolongar por mais de 10 dias, procure um especialista.
  7. Hidrate-se corretamente: beba cerca de dois litros de água por dia. Dessa forma, a mucosa que recobre as cordas vocais estará corretamente hidratada.
  8. Descanse de forma adequada: a fadiga corporal se reflete na voz, principalmente se precisa da voz para o trabalho.
  9. Sempre que for possível, procure não falar mais de quatro horas seguidas, nem cantar mais de duas, já que prejudica as cordas vocais.
  10. Limite o consumo de álcool e cafeínapois desidratam as cordas vocais. Além disso, procure manter uma dieta equilibrada evitando alimentos picantes e produtos lácteos que possam afetar a voz.

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Conclusão

Sobre a mudança de voz na velhice, ainda não se conhece o suficiente para definir uma estratégia de prevenção. Contudo, a prática de bons hábitos e seguir os conselhos mostrados anteriormente ajudarão a conservá-la melhor.

  • Cobeta, I., Núñez, F., Fernández, S., Núñez, F., Cobeta, I., & Fernández, S. (2013). Patología de la voz. Marge Medica Books.

  • Martínez-Sánchez, F. (2010). Trastornos del habla y la voz en la enfermedad de Parkinson. Revista de Neurologia.

  • Sataloff, R. (1993). La voz humana. Investigación y Ciencia.