4 motivos pelos quais não deveríamos fazer sexo

· 29 de novembro de 2016
No momento em que o sexo se converte numa atividade compulsiva, perde todo o seu prazer e até pode chegar a ser um problema.

O sexo é muito divertido e ajuda a nos sentir melhor com nós mesmos. Por isso, reprimir-nos ou não desfrutar de nossa sexualidade é um absurdo.

No entanto, apesar de todas as vezes em que repetimos o quanto é positivo, a verdade é que tudo tem seu lado negativo e o sexo não é uma exceção.

No lado mais obscuro do sexo, encontramos circunstâncias e situações nas quais seria muito melhor não mantê-lo, se quisermos conservar nossa saúde.

As relações sexuais deveriam ser sempre saudáveis, pois se praticarmos sexo nas circunstâncias que mencionaremos a seguir, pode ser que, ao invés de desfrutar, estejamos cavando um poço profundo, cheio de tristezas e insatisfação.

1. Quando há uma infidelidade

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Tanto se você é a pessoa que está sendo infiel quanto se você se tornou a pessoa traída, é importante que, se considerar a infidelidade algo negativo para o casal, não mantenha relações.

Sua autoestima se verá minada, ficará triste e muito mal em relação à outra pessoa. Além disso, se você está tolerando uma infidelidade sem estar de acordo, a relação se tornará cheia de rancor e de ódio.

Por isso, é importante pôr as cartas sobre a mesa. Talvez vocês possam falar sobre uma relação aberta ou encontrar uma solução diante disso.

É importante mencionar que o pior que se pode fazer é esconder uma infidelidade. Desde o primeiro momento, é necessário ser claro com o outro.

Há pessoas que não são capazes de serem monogâmicas, e, por isso, não devem fingir, mas sim serem sinceras.

2. Para conseguir carinho

Já se viu dependente emocionalmente alguma vez? Teve uma infância difícil, cheia de carências afetivas? As pessoas que não viveram num ambiente familiar estável podem ter problemas em suas relações futuras.

Não é que você não goste de sexo, apenas só o pratica para conseguir o afeto de que tanto necessita. Torna-se, assim, uma droga, um vício que causa ansiedade.

Nesse tipo de situação desenvolve-se a dependência emocional, o apego e até a já mencionada infidelidade. Porque quando o parceiro já não oferece o carinho de que necessitamos, buscamos o afeto em outras pessoas.

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Nesses casos é necessário tratar a raiz do problema, sem continuar a alimentá-lo com doses de sexo que lhe farão sentir igualmente vazio.

Além disso, uma pessoa que usa o sexo para conseguir carinho em mais de uma ocasião mergulha em relações tóxicas. Não ama, apenas necessita. Isso pode lhe causar muito mais dano, pois o problema continua presente.

3. Você é viciado em sexo

Como com todo vício, se você é viciado em sexo, será algo negativo que deve ser solucionado. Isso é conhecido como hipersexualidade.

As pessoas hipersexuais não conseguem satisfazer suas necessidades de sexo. Por isso, podem ser promíscuas em seu afã de encontrar esse prazer.

Essa necessidade compulsiva pode trazer grandes cargas de culpa, sensação de vazio, de frustração e uma perda da autoestima.

A pessoa viciada nunca desfruta porque, no momento em que algo se torna uma atividade compulsiva, perde todo o seu prazer.

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4. Para escapar de problemas

Alguma vez já ouviu que muitos casais, quando discutem, mantêm relações sexuais? Muitos usam isso como solução dos seus problemas.

A grande mentira é que isso não surte o resultado desejado. Os problemas ainda seguirão assim, escondidos, após uma experiência gratificante.

Por isso, se em sua mente o sexo aparece como solução diante de uma discussão ou de algumas diferenças com relação a seu parceiro, é necessário que elimine isso de sua mente.

A longo prazo, isso afetará o relacionamento, pois chegará o momento em que essa solução já não vai funcionar.

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Alguma vez já utilizou o sexo com algum dos motivos anteriormente mencionados? Ainda que possa satisfazer ou solucionar os problemas naquele momento, depois as consequências serão piores.

Por isso, é importante não ceder diante do impulso sexual quando se encontrar nas situações anteriores.

Por acaso incluiria mais algum motivo?

  • Lopes, S. A. N. (2012). Ajustamento emocional e coping na compulsividade sexual (Master's thesis, Universidade de Aveiro).