Os 3 primeiros sinais de um relacionamento abusivo

A base do problema é estabelecida pelo machismo, uma tendência cultural desigual que coloca os homens acima das mulheres.
Os 3 primeiros sinais de um relacionamento abusivo

Última atualização: 25 Agosto, 2021

Você saberia identificar os primeiros sinais de um relacionamento abusivo? Este é um dos principais problemas sociais que a população, e especificamente as mulheres, enfrenta no século XXI.

A base do problema é estabelecida pelo machismo, uma tendência cultural desigual que coloca os homens acima das mulheres. Ao longo da história e com força cada vez maior, essa ideologia tem sido combatida em busca da igualdade.

O objetivo é promover o respeito entre as pessoas e principalmente entre os casais. É preciso mencionar que o machismo não abrange apenas as relações de casal, mas é importante tratá-lo em profundidade nesta área.

Uma das principais causas de morte de mulheres jovens em países desenvolvidos é o abuso e a violência de gênero. Os relacionamentos abusivos podem matar e, portanto, é muito importante saber como sair deles a tempo.

Na verdade, a forma mais adequada de lidar com o problema seria por meio da educação. É mais eficaz educar as pessoas sobre a igualdade, ensinar aos homens que eles não são superiores a ninguém, do que ensinar as mulheres a se defenderem.

Independentemente disso, prevenir o abuso verbal ou psicológico e evitar os relacionamentos abusivos desde o início é uma forma apropriada de evitar a violência de gênero.

Você está em um relacionamento sexualmente abusivo?

Os primeiros sinais de um relacionamento abusivo

1. Isolamento

Uma das principais características da mentalidade machista é o sentimento de posse sobre as mulheres. O homem trata a mulher como um objeto que possui, e, portanto, ele precisa controlá-la.

Desde o início do relacionamento, o homem, nessa busca pelo controle, pode começar a considerar o resto das pessoas ao redor da mulher como seus adversários. Isso não vale apenas para outros homens, mas também para amigos e outras pessoas próximas a ela.

Ele precisa se sentir o centro das atenções, ser a única coisa importante na vida dela. Portanto, ele tentará isolá-la e separá-la tanto da sua família quanto dos seus amigos.

É preciso ter cuidado. Nos relacionamentos amorosos, o respeito e a confiança na outra pessoa devem prevalecer. Superproteção, ciúme excessivo e isolamento do parceiro nunca são bons.

2. Chantagem emocional

A violência doméstica e de gênero não se baseia necessariamente em agressões físicas. Em muitas ocasiões, para chegar à agressão física, houve primeiro um processo evolutivo da relação em que a base abusiva era psicológica.

A base, mais uma vez, está na necessidade de controlar o relacionamento e a mulher. Dessa forma, o homem consegue inspirar medo por meio das palavras.

Por exemplo, para que a mulher forneça a ele as senhas dos seus dispositivos pessoais contra a sua vontade, ele pode chantageá-la perguntando se não deseja fornecê-los por estar sendo infiel.

3. Desprezo, ameaças e insultos

As ameaças e insultos são uma forma de violência que não deve ser tolerada. Ninguém merece ser desprezado; as pessoas sempre devem ser tratadas com respeito. As mulheres nunca devem ser consideradas alvos fáceis de atacar por meio da violência.

Um dos casos mais comuns é, por exemplo, depreciar constantemente o trabalho e os sonhos de uma mulher. O machão, na necessidade de se sentir superior, tende a subestimar tudo o que ela faz. Em muitos casos, busca minar sua autoestima aos poucos para facilitar o seu controle.

Não são apenas as pancadas que doem. A violência psicológica pode causar grandes estragos nas mulheres. Em muitos casos, é possível desenvolver doenças graves, como a depressão.

Quando pedir ajuda diante dos sinais de um relacionamento abusivo?

Como mencionado acima, a forma de erradicar o problema é por meio de uma boa educação. É fundamental entender que todas as pessoas são iguais e que as crianças internalizam essa ideia desde cedo.

Os papéis de gênero, a ideia do homem como chefe de família e a identificação da mulher como o “sexo frágil” são conceitos que devem ficar para a história.

É muito importante saber identificar relações abusivas de machismo a tempo de poder combatê-las. Na maioria dos casos, a violência física é apenas a ponta do iceberg. É fundamental oferecer ajuda a todas as mulheres que dela precisem.

Além disso, encontrar uma forma de pedir ajuda, fugir e denunciar o abuso é a melhor maneira de combater essa desigualdade social.

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