Sensação de falta de ar: principais causas e o que fazer

23 Maio, 2020
A falta de ar é uma sensação que pode ser causada por vários fatores. A seguir, vamos expor as principais causas e o que fazer diante de cada uma delas.
 

A sensação de falta de ar é conhecida na medicina como dispneia. Ela pode ocorrer por várias causas. Uma coisa é certa: é uma sensação muito desagradável e, além disso, pode ser uma manifestação de graves problemas de saúde.

A dispneia é um dos sintomas da infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, causador da atual pandemia de COVID-19. Diante dessa sensação, é importante saber como agir.

Neste artigo, vamos mostrar quais são as causas mais comuns e algumas medidas que podemos tomar diante delas.

O que é a sensação de falta de ar?

Como já dissemos, a falta de ar também é conhecida como dispneia. É a sensação subjetiva de que estamos com dificuldade para respirar e de que o ar não está chegando como deveria aos nossos pulmões.

Normalmente, a respiração é realizada de maneira involuntária e inconsciente. Quando há falta de ar, ocorre uma situação incômoda que pode chegar a provocar medo na pessoa, o que piora essa sensação.

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Quais são as principais causas de falta de ar?

Ansiedade

A ansiedade é uma das principais causas da falta de ar em pessoas que não apresentam outros problemas de saúde. Diante de um ataque de ansiedade, um ataque de pânico ou de situações de muito estresse, a pessoa pode chegar a sentir falta de ar ou se sentir sufocada.

Nesses casos, o mais importante é aprender a identificar esses ataques. Ao perceber que o ataque está acontecendo, é essencial procurar se sentar e tentar se acalmar. É necessário respirar normalmente para tentar controlar o episódio.

 

Muitas vezes é necessário buscar a ajuda de um profissional, que poderá indicar quais ferramentas podemos usar para lidar com esse tipo de situação e superá-la.

Mulher sentindo dor no peito

Excesso de exercício

Às vezes, o excesso de exercício ou um exercício mal executado pode causar a sensação de falta de ar. Isso pode ocorrer tanto em pessoas acostumadas a fazer exercício quanto em pessoas que estão fora de forma. No entanto, é mais comum que aconteça com pessoas que levam uma vida sedentária ou têm excesso de peso.

Nesses casos, é necessário adaptar a atividade à nossa condição física e ir aumentando a intensidade conforme a nossa capacidade. Pouco a pouco, podemos tentar fazer exercícios que exijam mais esforço.

No momento em que sentir dispneia, a pessoa deve diminuir o ritmo do exercício e acalmar a respiração para não se sentir sufocada.

Problemas cardíacos

O coração bombeia sangue para o organismo todo. Quando, por diversos motivos, o coração não está funcionando adequadamente, esse bombeamento de sangue não pode ser realizado de maneira correta. Geralmente acontece quando uma pessoa com problemas cardíacos realiza uma atividade que requer um aumento da frequência cardíaca.

 

Isso faz com que partes do organismo não consigam receber o sangue e o oxigênio de que necessitam, avisando o sistema nervoso central e se manifestando como uma sensação de falta de ar, que pode ser acompanhada por dor no peito.

Nesses casos, é importante procurar um especialista para que ele possa estabelecer o tratamento e fornecer as orientações apropriadas que devem ser seguidas em cada caso específico.

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Gravidez

Quando a gravidez está avançada, a placenta e o bebê deixam menos espaço para que o diafragma da mãe possa se expandir. Isso significa que os pulmões também não conseguem se expandir corretamente, gerando uma sensação de falta de ar na mãe.

Isso é uma coisa normal que acontece na maioria das mulheres grávidas. É importante manter a calma. Sentar-se um pouco reclinada e apoiada em almofadas, em um ângulo de aproximadamente 45º, pode ajudar a controlar essa sensação. É importante tentar respirar normalmente.

Para conseguir dormir, é possível tentar aplicar a mesma estratégia sem ficar completamente em posição horizontal. A posição horizontal piora a falta de ar porque, devido à gravidade, o diafragma fica mais pressionado.

Problemas respiratórios

Aqui podemos abranger patologias bastante diferentes. Ataques de alergia, asma, bronquite, DPOC, pneumonia ou qualquer condição das vias respiratórias podem se manifestar como uma sensação de falta de ar.

Nessa seção, também podemos incluir a insuficiência respiratória causada por coronavírus. A dispneia ou a sensação de falta de ar é um dos sintomas da infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, causador da atual pandemia de COVID-19.

 

Nesses casos, o mais importante a se fazer é procurar um especialista. O médico poderá identificar qual é a patologia respiratória em questão, bem como definir o tratamento adequado, caso seja necessário. O tratamento pode variar desde um simples repouso até tratamentos mais específicos, como o uso de antibióticos.

Falta de ar: homem internado recebendo oxigênio

Obesidade

O caso da obesidade é parecido com o da gravidez. A gordura acumulada na região abdominal pressiona o diafragma e dificulta sua expansão, causando a incômoda sensação de dispneia.

Nesse caso, é aconselhável procurar um especialista em nutrição e dietética para receber orientações de como perder peso de maneira saudável e responsável.

Doenças neuromusculares

Existem diferentes doenças neuromusculares que podem afetar tanto o diafragma quanto os músculos da caixa torácica, impedindo o sistema respiratório de funcionar corretamente. Nesses casos, é necessário procurar um especialista que possa diagnosticar e estabelecer o tratamento adequado.

Conclusão: o que fazer quando sentir uma sensação de falta de ar?

Diante da falta de ar, é essencial manter a calma. Devemos nos sentar em um lugar seguro e silencioso e tentar controlar a respiração.

 

Se, após algum tempo, ela não voltar ao normal, devemos procurar um médico ou entrar em contato com os serviços locais de emergência, dependendo da intensidade dos sintomas.

Caso a dispneia seja causada por outras doenças de base, você deve procurar o especialista que acompanha o seu tratamento para realizar os exames necessários. É importante seguir o tratamento indicado para manter os sintomas sob controle na medida do possível.

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