Punir as crianças: os 5 erros mais comuns

· 13 de março de 2019
Não há regras sobre como disciplinar as crianças. Por essa razão, podemos, como pais, cometer alguns erros quando se trata de punir as crianças. A seguir, vamos compartilhar 5 erros que você deve evitar.

Uma das estratégias no âmbito da disciplina é a aplicação de punições. No entanto, a questão das punições muitas vezes cria preocupação entre os pais, uma vez que não há padrões sobre como administrá-las. Por essa razão, neste artigo, vamos falar sobre os 5 erros quando se trata de punir as crianças.

A disciplina é necessária

Tanto as crianças quanto os jovens precisam da disciplina para desenvolver seus talentos e aprender capacidades produtivas. E é precisamente a família quem ensina as crianças a socializar.

Como punir as crianças: evite que a criança desobedeça

No entanto, seu desenvolvimento social anda de mãos dadas com a formação do comportamento. Isso implica que, em algumas ocasiões, as crianças precisam se ajustar às normas e valores morais necessários para viver harmoniosamente dentro da família e da comunidade.

É nesse momento que alguns pais fazem uso de medidas disciplinares, como a punição. No que essa estratégia consiste? A seguir, nós explicaremos para você.

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O que é o castigo parental

Considera-se como um grupo de medidas disciplinares. Essas estratégias buscam correção ou repreensão para regular o comportamento; neste caso, de pais para filhos. Da mesma forma, as punições também podem ajudar no controle e intervenção de comportamentos negativos.

Os erros quando se trata de punir as crianças

Antes de apontar alguns erros ao punir as crianças, é necessário enfatizar que as punições devem ser tomadas como meios educacionais.

Em outras palavras, medidas disciplinares têm que promover o desenvolvimento pessoal. Isso pode ser alcançado através do aprendizado dos comportamentos negativos para evitá-los.

Isso não significa que o objetivo dos pais seja impor aos filhos o senso de obediência através de recompensas ou punições; isto é, de maneira pragmática.

objetivo da disciplina é que as crianças possam internalizar valores morais e sociais; preferencialmente sem a necessidade da pressão que supõe merecer uma punição.

Por outro lado, é importante esclarecer que boas punições não afetam emocionalmente, fisicamente, intelectualmente ou socialmente as crianças.

Como punir as crianças: evite caras feias

Pelo contrário, como indicado pelo Dr. Antonio Rodríguez Pérez em seu artigo “Principais modelos de socialização familiar”, o objetivo da disciplina é para estimular “a independência e individualidade da criança”, valorizando a comunicação aberta e para reconhecer “os direitos dos outros”.

Agora, quais são os erros quando se trata de punir as crianças? Continue lendo para saber mais.

1. Não respeitar ou estabelecer limites e regras

Como primeiro passo, é essencial conversar com seus filhos sobre as normas e valores sociais e morais, assim como sobre a importância e o ponto de vista prático em sua vida.

Da mesma forma, as crianças devem conhecer o comportamento específico esperado pelos pais, dependendo da ocasião, para não serem punidos por desconhecimento.

2. Impor punições instantaneamente

É necessário dar avisos para ensinar o autocontrole à criança. Dessa maneira, permitiremos que ela desenvolva seu raciocínio. Elas também aprenderão a estar cientes de suas ações e das repercussões causadas por quebrar as regras.

Aplicar punições instantaneamente não é um ato de amor nem promove a internalização dos valores sociais e morais. Portanto, dê avisos aos seus filhos para ele poder pensar antes de agir de forma errada novamente.

3. O não cumprimento das punições ou aplicá-las fora de hora

Frequentemente, esse é outro erro quando se trata de punir as crianças. Há pais que usam as punições como uma ameaça para os filhos se acalmarem. Eles deixam passar o tempo e simplesmente não cumprem sua palavra.

Da mesma forma, é provável que a aplicação da punição às vezes confunda as crianças. Pode ser devido à negligência ou permissividade. No entanto, esses comportamentos não beneficiam as crianças.

Isso ocorre porque eles não vão levar a autoridade do pai ou da mãe a sério nas próximas ocasiões ou sentirão alguma incerteza em relação às suas ações. Então, se os seus filhos forem merecedores de punição, sejam consistentes e ajam no momento e deixando o motivo bem claro.

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4. Aplicar uma punição inadequada ou desproporcional

A punição deve ser consistente e estar relacionada com a norma ou limite estabelecido que a criança tenha negligenciado. Por exemplo, se o conflito foi gerado pela bola de futebol, a punição deve estar relacionada ao uso da bola. Em outras palavras, a punição deve estar de acordo com o erro.

Como punir as crianças: penitência

Por outro lado, é preciso prestar atenção ao fato de a punição ser a mais justa possível. Ela tem que ir de acordo com o nível de seriedade da transgressão.

Mas se a punição exceder em magnitude o erro, a criança não poderá cumpri-la. A criança ficará frustrada e os pais se sentirão culpados.

5. Implementar uma punição corporal

Em alguns contextos, esse tipo de punição continua a ser exercido devido à sua suposta eficácia. No entanto, descobriu-se que o castigo físico modifica o comportamento da criança.

O castigo físico aumenta os comportamentos antissociais ou disruptivos, assim como o uso da disciplina agressiva; que, por sua vez, irá afetá-los mais tarde, em sua juventude e idade adulta.

Conclusões

É verdade que a punição não é uma ação proibida. De fato, a punição está presente em muitas áreas da vida adulta. No entanto, é preciso ter cuidado em como ela é implementada; cometer erros quando se trata de punir as crianças pode prejudicar mais do que trazer benefícios.

Lembre-se de que a disciplina não deve exceder os limites de respeito pela integridade física ou emocional de seus filhos. Portanto, ao disciplinar, concentre-se em formar sua consciência para que ele obedeça às regras.

Você verá que, dessa forma, você não estará apenas educando seu filho, mas também o ajudando a construir alicerces que o guiarão por toda a vida.