Prevenção da gravidez após uma agressão sexual  

· 19 de fevereiro de 2019
A proteção das vítimas após uma agressão sexual  é algo necessário e obrigatório por parte das autoridades. Aconselhamento, prestação de assistência médica e informações sobre possíveis doenças sexualmente transmissíveis ou gravidez indesejada, faz parte dessa proteção.

A agressão sexual traz consequências devastadoras para a vítima, sendo uma das mais graves, a gravidez não desejada.

A violência sexual

A violência sexual inclui qualquer ato ou comportamento de natureza sexual, que seja realizado sem o consentimento da outra pessoa. Na grande maioria dos casos de violência sexual, a vítima é uma mulher, e o agressor é um homem.

Sem dúvida alguma, esse tipo de violência contra as mulheres deixa sérias consequências nelas, tanto a curto como a longo prazo. A vítima apresenta traumas de natureza física, psíquica e até social, sendo necessárias múltiplas medidas de apoio que ajudam a superar o trauma vivido. Além disso, dentro da violência sexual, três tipos de violência são enquadrados:

A agressão sexual

Mulher triste vítima de agressão sexual

Agressão sexual é qualquer forma de agressão física de natureza sexual, que é feita sem consentimento. Desta forma, a liberdade sexual de outra pessoa é atacada, usando a violência para isso.

O estupro é a forma mais grave de agressão sexual. Consiste na introdução do pênis ou outros objetos pela via oral, anal, ou vaginal da vítima, de maneira forçada e sem o seu consentimento.

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O abuso sexual

No abuso sexual, a liberdade sexual de outra pessoa é atacada, mas neste caso nenhuma violência ou intimidação é usada. Nestes casos, o engano ou a coerção são usados ​​para abusar da vítima.

Este é o caso de abuso em relação a pessoas que não podem dar um consentimento válido, seja por causa do estado de consciência da vítima (porque está drogada, inconsciente…), por ser uma pessoa com deficiência mental, ou até mesmo um menor de idade.

O assédio sexual

Neste tipo de violência sexual, uma situação de poder ou superioridade é usada para coagir e ameaçar a vítima. A partir desta posição superior, o agressor exige da vítima favores de natureza sexual. Aqui também estão os casos de cyberbullying, em que a vítima é manipulada e ameaçada para obter favores sexuais.

O atendimento médico após agressão sexual

Mulher contando ginecologista sobre agressão sexual

É especialmente importante receber atendimento médico imediato, depois de ter sofrido um episódio de agressão sexual. Desta forma, os sintomas físicos e psicológicos da pessoa afetada podem ser tratados o mais rapidamente possível.

Os exames médicos que serão realizados tentarão avaliar o estado emocional da vítima, bem como sua condição física geral, incluindo um exame ginecológico. Serão realizados testes toxicológicos complementares, e exames para a detecção de doenças sexualmente transmissíveis ou possíveis gravidezes.

Dessa forma, a detecção precoce de possíveis DSTs e, nos casos mais graves, de gravidez indesejada, ajudará a preveni-las quando ainda for possível.

Profilaxia de DSTs

Possíveis doenças sexualmente transmissíveis serão tratadas preventivamente. Assim, certos medicamentos podem ser administrados preventivamente para tratar doenças como gonorreia, sífilis, ou clamídia.

Assim, a possível infecção pelo vírus HIV ou pelo vírus da hepatite B, será avaliada de maneira especial. Exames médicos e acompanhamento serão realizados para descartar ou detectar a doença o mais rápido possível. Além disso, no caso da hepatite B, uma vacina contra o vírus será administrada, caso não haja vacinação prévia.

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Prevenção da gravidez

Em conclusão, a fim de evitar uma possível gravidez, e se a agressão ocorreu nas últimas 72 horas, a pílula do dia seguinte será administrada à vítima. Esta pílula tem uma grande percentagem de sucesso na prevenção de gravidezes, quando tomadas no referido período de tempo.

No entanto, quando de 72 horas até 5 dias se passaram desde a agressão, a pílula do dia seguinte já não é eficaz. Nestes casos, um DIU pode ser implantado como “contracepção de emergência”.

Após 15 dias, o teste de gravidez será repetido para a vítima. Nos casos mais graves, nos quais esta gravidez não foi evitada, a mulher pode solicitar a interrupção da gravidez antes de 14 semanas de gestação, sob a Lei de Descriminalização do Aborto.

Finalmente, as vítimas de agressão sexual devem realizar um acompanhamento no qual sua saúde mental é avaliada. Assim, será possível tratar o estresse pós-traumático e outros tipos de transtornos, e também oferecer apoio psicológico para ajudá-las a superar o acontecimento.