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Nutrição e litíase biliar: o que devemos considerar?

A dieta desempenha um papel muito importante na recuperação de pacientes com litíase biliar. Por isso, é importante saber o que comer e o que evitar. Confira algumas recomendações a seguir.

Nutrição e litíase biliar: o que devemos considerar?

Última atualização 16 Dezembro, 2020

A litíase biliar, também chamada de colecistite, é uma das patologias mais comuns do sistema digestivo, e pode ter uma relação importante com a nossa nutrição. É definida como a presença de pedras na vesícula biliar ou nos ductos, o que pode causar problemas obstrutivos. A dimensão dos cálculos biliares pode variar, desde o tamanho de um grão de areia ao de uma bola de golfe.

A maioria dos casos de cálculos biliares se resolve de forma assintomática, ou seja, sem sintomas óbvios que nos alertem a respeito do problema. Em casos sintomáticos, a cólica biliar é o principal sintoma, embora um episódio de colecistite aguda possa aparecer diretamente.

A colecistite aguda é a principal complicação dos cálculos biliares. É caracterizada por causar inflamação da vesícula biliar juntamente com outros desconfortos, como dor abdominal, náusea, vômito e inquietação. Existem dois tipos de pedras associadas a esta patologia:

  • Litíase do colesterol: representa 75% dos casos de litíase biliar no ocidente. Sua formação ocorre por alterações no metabolismo dos ácidos biliares e do colesterol.
  • Litíase pigmentar: é provocada por anormalidades no metabolismo da bilirrubina (pigmento presente na bílis). Representa 25% da prevalência de litíase biliar.

O que pode provocar a litíase biliar?

Pessoa com dor abdominal
A causa exata dos cálculos biliares não é totalmente clara; no entanto, existem vários fatores de risco associados à sua ocorrência.

Embora ainda não esteja claro por que os cálculos biliares se formam, existem vários fatores que contribuem para o desenvolvimento da litíase biliar. É uma patologia que ocorre em ambos os sexos, embora tenha uma maior prevalência nas mulheres.

Na litíase do colesterol, as principais causas da formação de cálculos são:

  • Predisposição genética do indivíduo.
  • Distúrbios do metabolismo lipídico.
  • Obesidade ou alterações significativas de peso.
  • Alterações no correto esvaziamento da vesícula biliar.
  • Infecções.
  • Cirrose hepática.
  • Dieta pobre em fibras e rica em gorduras.
  • Tratamento contraceptivo ou terapia com estrogênio.

Por outro lado, na litíase pigmentar, o mecanismo de formação é complexo, pois ela ocorre devido ao aumento do teor de bilirrubina na bile.

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Recomendações gerais de nutrição para a litíase biliar

As recomendações gerais para pessoas com cálculos biliares devem ser as seguintes:

  • Mantenha uma dieta variada e equilibrada, adaptada às suas necessidades individuais.
  • Mantenha um peso saudável, evitando o excesso.
  • Coma devagar e mastigue adequadamente.
  • Evite jejuns e refeições exageradas, pois ambos favorecem os cálculos biliares.
  • Divida a dieta em 5 refeições diárias.
  • Faça exercícios moderados durante 40 minutos por dia, pelo menos 3 vezes por semana.
  • Beba cerca de 2 litros de água diariamente.
  • As técnicas culinárias que você deve priorizar são a cocção, a fervura e o papillote.

Tratamento dietético para os cálculos biliares

Em pessoas com litíase biliar, a nutrição correta desempenha um papel fundamental pois facilita o processo de recuperação, favorecendo o repouso da vesícula biliar e facilitando as funções digestivas. Também ajuda a prevenir complicações associadas a esta doença.

Especificamente, a dieta para cálculos biliares pode ajudar a prevenir sintomas agudos de cólica biliar e aliviar desconfortos digestivos, como gases e dispepsia. Em caso de inflamação (colecistite), recomenda-se o jejum, sempre que o médico o indicar. 

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Alimentação para a litíase biliar
Uma dieta pobre em gordura e livre de alimentos inflamatórios pode ajudar a acelerar a recuperação dos cálculos biliares. Inclusive, é fundamental para controlar os seus sintomas.

Alimentos recomendados

  • Laticínios desnatados: leite, iogurtes, queijo fresco, kefir, coalhada.
  • Carnes magras: partes magras do porco, peru, frango (sem pele).
  • Peixes brancos: merluza, robalo, sargo, pescada e bacalhau.
  • Ovo: em forma de omelete, mexidos, grelhados, escalfados ou cozidos.
  • Legumes e verduras: folhas verdes (acelga, espinafre, vagem, alcachofra), pimentão vermelho, abobrinha, aspargo. Eles são melhor digeridos quando cozidos ou em forma de purê.
  • Cereais e batatas: arroz, trigo, milho, cevada, aveia, batata.
  • Leguminosas: submetidas a cozimento duplo, de acordo com a tolerância (grão de bico, ervilha, lentilha, feijão). Não acompanhe com produtos como a linguiça ou o bacon.
  • Frutas: de todos os tipos, frescas, em geleias, assadas.
  • Gorduras e óleos: há uma melhor tolerância à gordura vegetal, como o azeite extravirgem (de preferência cru).
  • Bebida: água, caldos sem gorduras e infusões digestivas (camomila, limão, entre outros).

Alimentos limitados

  • Alimentos gordurosos: óleos, manteigas, margarinas, banha de porco, nata, molhos e frituras.
  • Carnes e embutidos: salsicha, chouriço, bacon, vitela e cordeiro.
  • Peixes oleosos e frutos do mar: atum, salmão, mexilhão, camarão, lagostas, entre outros. Evite as conservas em óleo e os picles.
  • Outros produtos: confeitaria, comidas apimentadas e doces.
  • Bebidas: café, chá, refrigerantes e bebidas alcoólicas, sucos de frutas ácidas, bebidas com extratos de café, chá ou guaraná.

Você está sofrendo de litíase biliar? Então, tenha em conta essas recomendações para apoiar seu tratamento através da dieta. Além disso, não deixe de seguir as recomendações e tratamentos sugeridos pelo seu médico de confiança.

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