Nanopartículas de folhas de chá que acabam com o câncer de pulmão

· 21 de julho de 2018
As nanopartículas do chá voltam a ser úteis para o tratamento de doenças. Agora com relação ao câncer.

Cientistas da Índia e da Universidade de Swansea no Reino Unido descobriram que existem nanopartículas de folhas de chá que acabariam com o câncer de pulmão.

Temos que indicar que, assim como muitos outros grandes descobrimentos da ciência, foi pura serendipidade; ou seja, um que pode ser o descobrimento do ano foi encontrado por casualidade.

Ainda que o descobrimento ainda falte ser investigado de forma minuciosa, estas pequenas partículas são conhecidas como “pontos quânticos”, um tipo de nanopartícula quatro mil vezes mais finas que um pelo humano.

E é graças ao seu tamanho que são capazes de penetrar pelos poros das células do câncer, arrasando com elas com o efeito de um citotóxico. Acabando com 80% da célula.

O que é o câncer?

O câncer é o nome comum que recebe um conjunto de doenças relacionadas nas quais se observa uma descontrolada divisão celular. Seria, então, um tecido que espalha mais do que o normal e por cima de outros tecidos.

Além disso, o câncer pode ser considerado um hóspede totalmente autônomo; este se aproveitaria de nossos tecidos, com resultados fatais.

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Nanopartículas de chá: vários benefícios

O uso de nanopartículas está sendo estudado por diferentes campos de pesquisa. Por exemplo, nas telas das televisões para melhorar sua qualidade de imagem e cor.

Além disso, se os estudos forem positivos, estas nanopartículas podem ser usadas para detectar e identificar os tumoresgraças as suas propriedades fluorescentes ao absorver energia luminosa. Contudo, este processo é quimicamente difícil de fazer, caro e pode ter efeitos secundários.

A equipe de pesquisa criou um método simples de produção de nanopartículas não tóxicas para o organismo. Assim, descobriram o efeito destas nanopartículas usando extratos de folhas de Camellia sinensis, ou chá sinensis, com outros dois químicos.

Camellia sinensis é uma espécie de planta cujas folhas são utilizadas para fazer chá. É uma planta procedente da China e do sudeste asiático. Porém, hoje em dia, é cultivada em todo o mundo. Antigamente já era usada em mais de 50 medicamentos chineses e, juntamente com outras, para fazer chá verde, vermelho ou negro. Isso se deve ao fato da planta ser perfeita para seu uso como antioxidante.

E não só curaria o câncer, já que é usada para outros tratamentos como para frear a diabetes, tratar o cansaço ou doenças relacionadas com a bexiga. Além disso tudo, traz cafeína, ferro e proteínas; geralmente isso está atrelado a presença de taninos.

O tanino é uma biomolécula polifenólica adstringente que é usado para precipitar as proteínas e vários compostos orgânicos. É um composto que se encontra em várias plantas. Tem como finalidade afastar os predadores.

Depois de seu descobrimento, começaram a ver que estas nanopartículas acabavam com as células cancerosas. 

Como começou e segue a pesquisa?

O doutor Sudhagar Pitchaimuthu é o principal pesquisador deste descobrimento. É graduado em física e conhecido mundialmente por seu uso de nanopartículas; investiga, entre outras coisas, sua utilização para criar partículas fotoelétricas mediante a síntese das células.

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O doutor Pitchaimuthu explicava que a “surpresa chegava quando, às vezes, estas partículas paravam o crescimento das prejudiciais células do câncer”. Foi nesse momento que se deram conta da descoberta.

Ainda sim, temos que indicar que isso não significa que beber chá irá te curar ou prevenir o câncer. É muito mais complicado que isso.

De todas as formas, o doutor Pitchaimuthu contou para a BBC que em alguns anos poderá testar um método em humanos; e não só isso, usá-lo de maneira medicinal dentro de 10 anos.

“O seguinte passo, diz o doutor Pitchaimuthu, é levar a experimentação para uma escala maior, com ajuda de outros colaboradores. Queremos investigar a função deste extrato das folhas do chá nas células de câncer”.

Finalmente, adicionou que queria criar uma empresa de partículas quânticas para explorar mais funções, abrindo assim novos caminhos de pesquisa e de utilidade para estas nanopartículas de chá.