Minerais: o que são, benefícios e classificação

O corpo precisa de minerais para se manter vivo e funcionando. Junto com os carboidratos, lipídios, proteínas e vitaminas, eles fazem parte dos nutrientes básicos para a vida.

Última atualização: 05 Fevereiro, 2021

No contexto da nutrição, os minerais são elementos químicos necessários para manter o bom funcionamento do organismo. Eles são usados ​​em uma ampla variedade de processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento das atividades diárias. 

No entanto, apesar da sua importância vital, o corpo humano não consegue sintetizá-los sozinho. Por isso. é necessário que sejam obtidos por meio da alimentação. A principal forma de fazer isso é através da ingestão de água, vegetais e alimentos de origem animal. No artigo a seguir, explicamos o que são, quais são os seus benefícios e como são classificados.

O que são os minerais?

Os minerais são substâncias inorgânicas necessárias para o bom funcionamento do corpo. Cerca de 4% do peso total dos homens se deve à presença desses elementos. No entanto, a quantidade encontrada no corpo nada tem a ver com a importância ou função que exercem. 

Na verdade, os quatro principais elementos estruturais não estão incluídos na lista desses nutrientes. Estes são o oxigênio, o hidrogênio, o carbono e o nitrogênio. Estes representam 96% do peso corporal. Os 4% restantes pertencem aos macro e microminerais.

Ao contrário das gorduras, carboidratos ou proteínas, eles não são considerados nutrientes fornecedores de energia. No entanto, exercem uma ação reguladora vital para o desenvolvimento normal das atividades diárias. Um déficit dos mesmos pode desencadear doenças e problemas nutricionais. 

O cálcio é um macromineral. Sua falta provoca osteoporose.

O papel dos minerais no organismo

Os minerais são necessários para apoiar certos processos bioquímicos que ocorrem no corpo, bem como para executar algumas funções estruturais. Embora cada um deles tenha sua própria função, em geral elas podem ser resumidas da seguinte forma:

  • São componentes estruturais de tecidos, como dentes e ossos. Além disso,  são membros básicos de células.
  • Estão envolvidos na manutenção do equilíbrio ácido-base.
  • Garantem um bom equilíbrio hídrico.
  • Participam do transporte de gases.
  • São necessários para realizar as contrações musculares. 
  • Participam do metabolismo de outras substâncias, como os lipídios e a glicose, e do armazenamento de energia. 
  • Os microminerais desempenham um papel muito importante como catalisadores de enzimas. Destaca-se a sua influência nas enzimas com capacidade antioxidante.

Possíveis benefícios para a saúde

Além das suas funções, esses componentes também despertam o interesse da ciência por seus potenciais benefícios para a saúde e a prevenção de doenças. O excesso ou déficit de qualquer um deles pode estar relacionado a um maior risco de surgimento de doenças crônicas.

Osteoporose

Uma baixa ingestão de cálcio está relacionada à osteoporose. Embora não seja o único nutriente com um papel importante, este mineral é necessário para a formação adequada dos ossos, principalmente durante a infância e a adolescência.

Pressão alta e saúde cardíaca

Nesse caso, não há dúvida de que a presença de potássio na dieta é um dos elementos-chave para quem sofre de hipertensão. O cálcio e o magnésio também são importantes, visto que apresentam uma correlação inversa com eventos cardiovasculares.

Enquanto os estudos lançam dúvidas sobre a possível eficácia de tomar suplementos, o papel da dieta é reconhecido. Daí a recomendação de manter a dieta DASH, que tem um baixo teor de sódio.

Leia mais: Minerais na alimentação para a saúde cardiovascular 

Função antioxidante

O estresse oxidativo pode causar muitos efeitos negativos no corpo, como deterioração, danos ao DNA e às proteínas. O corpo humano possui enzimas especializadas para retardá-lo, pois elas apresentam uma atividade antioxidante. Alguns elementos, como selênio, manganês, cobre e zinco, estão envolvidos nesses mecanismos.

Classificação dos minerais

Como aponta a Fundação Espanhola de Nutrição, esses nutrientes essenciais podem ser divididos em dois grandes grupos: os macro e os microminerais. Ambos são igualmente importantes em termos do seu papel no organismo. Sua principal diferença está na quantidade necessária.

Os macroelementos essenciais 

São necessários em quantidades acima de 100 mg por dia. Os principais são cálcio, fósforo, sódio, potássio, cloro, magnésio e enxofre.

A falta de macrominerais é uma das deficiências nutricionais mais comuns. É o caso do cálcio, sobre o qual se detecta uma ingestão escassa a partir dos 50 anos, tanto em homens quanto em mulheres. As consequências disso podem ser problemas de saúde graves a longo prazo, como a osteoporose.

Microelementos ou oligoelementos

Estes são necessários em pequenas quantidades, inferiores a 100 mg por dia. Os elementos que desempenham uma importante função bioquímica no organismo humano dentro desta categoria são ferro, zinco, flúor, selênio, cobre, cromo, iodo, manganês e molibdênio.

Em pessoas saudáveis, as deficiências de oligoelementos não costumam aparecer regularmente se uma dieta variada e suficiente for seguida. As exceções seriam o ferro, o iodo e o zinco. Por outro lado, em alguns casos, eles podem se tornar tóxicos se consumidos em grandes quantidades por longos períodos de tempo.

O ferro é um micromineral envolvido em patologias como a anemia.

Descubra também: Por que é necessário aumentar o consumo de zinco na dieta?

Os minerais são essenciais para a manutenção da vida

Os minerais são essenciais porque estão envolvidos em muitas funções básicas do organismo, como no transporte de oxigênio, na formação de tecidos, na síntese hormonal e na atividade enzimática. Podem ser classificados em dois grandes grupos de acordo com a quantidade em que devem ser obtidos. Todos são igualmente importantes e seu abastecimento é feito exclusivamente por meio da alimentação.

Uma alimentação variada e suficiente, adaptada às necessidades e à idade de cada pessoa, fornece todos os minerais necessários no dia a dia. As melhores fontes são os vegetais, os peixes, os laticínios, as leguminosas e as oleaginosas.

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