Medicina integrativa: usos, benefícios e riscos

A medicina integrativa continua a atrair a atenção daqueles que lutam com doenças crônicas. Em que consiste? Falaremos sobre seus benefícios.
Medicina integrativa: usos, benefícios e riscos

Última atualização: 22 janeiro, 2022

Atualmente, a medicina integrativa está em alta demanda devido aos seus benefícios. Em particular, reúne os tratamentos da medicina convencional com os oferecidos pela medicina natural, a fim de proporcionar uma abordagem mais completa das doenças crônicas. Seu papel no aumento da qualidade de vida e prognósticos favoráveis é até reconhecido.

Ou seja, é uma modalidade terapêutica que não ignora os efeitos benéficos de muitos tratamentos naturais, sem deixar de lado o relevante papel desempenhado pela medicina ocidental. Em outras palavras, ambos se complementam e promovem o sucesso das abordagens aplicadas. Você quer saber mais sobre isso?

Usos e benefícios da medicina integrativa

A medicina integrativa é considerada uma abordagem de bem-estar  devido aos seus efeitos estimulantes. Especificamente, engloba múltiplos fatores que afetam a saúde dos pacientes, como seu estado fisiológico, psicológico, nutricional e até mesmo social.

Portanto, trata-se de implementar alternativas naturais e minimamente invasivas, como terapias espirituais, emocionais, ambientais e nutricionais, mas sem diminuir a importância do tratamento médico. Vamos ver em detalhes seus principais usos e benefícios.

Doenças crônicas

Sem dúvida, as pessoas que mais se beneficiam das práticas de medicina integrativa são aquelas que sofrem de doenças crônicas. Como afirma uma publicação na Frontiers of Medicine , é uma modalidade adequada para a saúde humana, pois considera o corpo como uma entidade holística.

Consequentemente, envolve uma análise global das causas das doenças, o que permite a escolha de terapias mais eficazes. Dito isto, pode ser aplicada nas seguintes condições ou doenças:

  • Asma.
  • Câncer.
  • Dor crônica.
  • Diabetes.
  • Fibromialgia
  • Dores de cabeça.
  • Dores musculares.
  • Infertilidade.
  • Síndrome do intestino irritável (SII).
  • Dor nas articulações.
  • Esclerose múltipla.
  • Ciática.

Também é aplicada em transtornos mentais, como os seguintes:

  • Vício.
  • Transtornos de ansiedade.
  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
  • Depressão.
  • Insônia
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Naturopatia para doenças crônicas.
As terapias incluídas na medicina integrativa são provenientes de saberes e práticas ancestrais que tradicionalmente se estendem em diferentes comunidades.

Qualidade de vida

É claro que um dos principais objetivos da medicina integrativa é promover a qualidade de vida dos pacientes, além de causar melhorias a nível físico. Em relação a isso, um estudo divulgado pela Cancer Management and Research concluiu que essa modalidade de medicina pode melhorar a qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com câncer.

Isso se explica, em grande parte, a partir de suas bases fundamentais:

  • Tratar o paciente como um ser integral.
  • Concentrar-se em abordar as causas raízes, além dos sintomas.
  • Não negligenciar o aspecto psicológico e nutricional.
  • Adotar uma abordagem personalizada.
  • Fortalecer a relação médico-paciente.
  • Considerar o ambiente em que o paciente vive.

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Prevenção de doenças e complicações

Além de ser aplicada às doenças diagnosticadas, a medicina integrativa ganhou importância como aliada para a prevenção.Pesquisa no American Journal of Preventive Medicine destaca o potencial do atendimento abrangente para aumentar as chances de sucesso nos estágios pré-doença.

De acordo com a publicação, ao nível da prevenção primária, esta modalidade contribui para a promoção da saúde através de aconselhamento alimentar, alterações do estilo de vida, técnicas de redução do estresse e utilização de produtos naturais.

Para a prevenção secundária, abordagens como gerenciamento de estresse e mudanças no estilo de vida são relevantes. Por fim, em relação à prevenção terciária, o uso simultâneo de terapias complementares e convencionais previne complicações, ao mesmo tempo em que impacta positivamente no manejo dos sintomas.

Tipos de terapias em medicina integrativa

Para falar de medicina integrativa, é preciso começar com uma consulta com um médico ou especialista. Caberá ao profissional, em primeira instância, determinar a melhor abordagem da doença, com base nas opções convencionais.

Feito isso, você pode avaliar terapias complementares adequadas para aliviar os sintomas, reduzir complicações ou efeitos colaterais. Alguns dos mais proeminentes são os seguintes:

  • Dieta ou terapia nutricional.
  • Suplementos de ervas.
  • Probióticos.
  • Suplementos vitamínicos e minerais.
  • Bioretroalimentação.
  • Hipnoterapia.
  • Meditação.
  • Reiki (energia de cura).
  • Yoga e Tai Chi.
  • Acupuntura.
  • Massagens terapêuticas.
  • Aromaterapia.
  • Terapia assistida por animais.
  • Reflexologia.
Acupuntura na medicina integrativa.
Será sempre recomendado que as terapias alternativas sejam prescritas por profissionais e executadas por pessoas experientes.

Possíveis riscos

Em primeiro lugar, é fundamental deixar claro que as terapias que se propõem com a medicina integrativa não substituem os tratamentos médicos. Em vez disso, eles são um complemento. No entanto, embora sejam geralmente de origem natural, nem sempre são as mais indicadas.

Portanto, antes de escolher uma opção ou outra, é necessário se informar sobre suas contraindicações ou possíveis efeitos colaterais. Algumas práticas não são adequadas para determinadas doenças, pois aumentam o risco de complicações ou interações medicamentosas.

Para tirar dúvidas, é bom consultar. Também é ideal comentar com o médico sobre a intenção de usar métodos complementares. É conveniente ter supervisão, não apenas para segurança, mas para garantir o sucesso.

O que devemos lembrar sobre medicina integrativa?

Que os métodos propostos pela medicina integrativa sejam um sucesso não é coincidência. Há evidências crescentes dos benefícios de terapias abrangentes no tratamento de várias condições crônicas. No entanto, isso não diminui a necessidade de manter um tratamento convencional.

Assim, primeiro é necessário receber orientação médica, principalmente no caso de doenças graves, com tendência a complicar com o tempo. Uma vez definida sua abordagem, é possível considerar outras opções para complementá-la.

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