Laringite: causas e sintomas

A laringite é uma patologia que tem múltiplas causas, desde lesões até infecções virais, fúngicas ou bacterianas. No entanto, muitas das suas variedades compartilham sintomas.
Laringite: causas e sintomas

Última atualização: 30 Dezembro, 2020

A laringite é definida como a inflamação da mucosa laríngea, órgão responsável por dar passagem ao ar inspirado e expirado. É a área mais especial para a fonação, porque contém cordas vocais.

Segundo especialistas da Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia (SEORL), essa patologia é considerada aguda se a normalidade for restaurada após um curto período de tempo (horas ou dias). Caso a sintomatologia dure mais de três semanas, enfrentaremos casos de natureza crônica.

Comoveremos, a laringite é uma doença muito comum, na maioria dos casos de origem viral. É por isso que conhecer suas causas e sintomas se torna essencial. A seguir está tudo que você precisa saber sobre ela.

Qual é a sua prevalência na população?

Conhecer a epidemiologia da laringite, ou seja, a quem ela afeta e qual é a sua prevalência (número de infectados em uma determinada população), é essencial para enfrentá-la. Estudos epidemiológicos nos fornecem uma série de dados interessantes:

  • A laringite aguda é responsável por 15 a 20% das doenças respiratórias.
  • A incidência em bebês é de 3 a 6%. Ou seja, aproximadamente 6 em cada 100 pessoas com menos de seis anos sofrem dessa patologia em um determinado momento.
  • O perfil típico do afetado é o de uma pessoa do sexo masculino de dois anos de idade que sofre dessa doença durante o outono e inverno.
  • A laringite aguda tem um componente familiar claro, porque de acordo com periódicos pediátricos, crianças com parentes que a tiveram têm três vezes mais chances de desenvolvê-la.

Como vimos, estamos diante de uma patologia que predomina nos ambientes das crianças. Isso porque até os seis anos de idade, as crianças pequenas têm uma glote mais alta e tecidos submucosais mais frouxos e menos fibrosos, fatores que predispõem à infecção.

Dor na garganta
A dor de garganta e a disfonia são os sintomas característicos da laringite.

Causas e sintomas

Pesquisas indicam uma variedade de causas que podem desencadear a laringite na população. A seguir estão algumas delas:

  • Infecciosa: pode ser por vírus (resfriado, gripe, herpes), bactérias (Mycoplasma, difteria) ou fungos (candidíase ou aspergillose).
  • Não infecciosa: causada por alergias, traumas, medicamentos ou doenças autoimunes.

Laringite viral

Segundo estudos, os vírus parainfluenza 1, 2 e 3 são a causa de 65% dos casos. Os vírus influenza A e B (que provocam influenza) e vários tipos de adenovírus também são agentes causais comuns.

Esses patógenos estão associados à infecção respiratória superior, levando a manifestações clínicas típicas da gripe. Alguns sintomas são os seguintes:

  • Febre.
  • Dor de garganta seca e dolorida.
  • Disfagia, isto é, desconforto para engolir.
  • Dificuldade para respirar e presença de tosse contínua.
  • Inflamação dos linfonodos no pescoço.
  • Dor de ouvido.

Esses sintomas decorrem, em parte, da inflamação da mucosa faríngea, que é vermelha e edematosa, ou seja, com acúmulo de fluido extracelular. O tratamento é baseado no repouso vocal do paciente e na aplicação de antitérmicos e analgésicos.

Em casos agudos, essa doença se cura sozinha; cessa dentro de poucos dias da sua aparição. O sistema imunológico luta contra o agente causal e não há sequelas.

Laringite bacteriana

A segunda na lista de importância. De acordo com várias fontes bibliográficas, essa variante também se cura por si só e rapidamente, mas não podemos deixar de mencioná-la.

Um dos agentes causais mais comuns é a bactéria do gênero Mycoplasma, que contém mais de 100 espécies diferentes. Os sintomas são muito semelhantes aos anteriormente citados: febre, tosse não produtiva, dor ao engolir alimentos e disfonia (perda do timbre normal da voz).

Nesses casos, o tratamento a ser seguido baseia-se no uso de antibióticos. Eritromicina, claritromicina ou azitromicina são medicamentos eficazes para a eliminação de bactérias na laringe.

Laringite não infecciosa

Existem alguns eventos que causam essa doença de origem não patogênica, que não respondem a microrganismos, mas ao uso e ao ambiente em torno da pessoa:

Laringite
As origens da patologia podem ser infecciosas ou não infecciosas.

O que devemos lembrar sobre a faringite?

Nesse artigo, pudemos ver a laringite como uma patologia multifacetada, pois ela tem várias causas que vão desde agentes infecciosos até lesões simples. No entanto, há sintomas comuns a todas elas, como disfonia e presença de tosse não produtiva.

Como as variantes infecciosas são as mais comuns, elas são transmitidas entre setores populacionais por contato direto ou inalação de fluidos. Portanto, aparecem com certos padrões epidemiológicos, mostrando picos durante o outono e o inverno.

Essas patologias respiratórias são bastante comuns em bebês. Não há necessidade de se preocupar, pois sua natureza tende a ser autocurativa. Ainda assim, se os sintomas durarem mais de duas semanas, consultar um médico com urgência é a melhor opção.

Pode interessar a você...
Como fazer um enxaguante bucal para o tratamento de laringite
Melhor Com SaúdeLeia em Melhor Com Saúde
Como fazer um enxaguante bucal para o tratamento de laringite

As propriedades de algumas ervas medicinais podem nos ajudar a aliviar alguns problemas recorrentes da garganta. Veja esse enxaguante bucal!



  • Laringitis agudas de adulto, Hospital de Mérida. Recogido a día 12 de agosto en https://seorl.net/PDF/Laringe%20arbor%20traqueo-bronquial/102%20-%20LARINGITIS%20AGUDAS%20DEL%20ADULTO.pdf
  • Tapiainen, Terhi, et al. “Finnish guidelines for the treatment of laryngitis, wheezing bronchitis and bronchiolitis in children.” Acta Paediatrica 105.1 (2016): 44-49.
  • Basanta, M. A. (2003). Laringitis aguda (crup). An pediatría [Internet]1(S1), 55-61.
  • Alvo, Andrés, et al. “Conceptos básicos para el uso racional de antibióticos en otorrinolaringología.” Revista de otorrinolaringología y cirugía de cabeza y cuello 76.1 (2016): 136-147.
  • Stachler, Robert J., and James P. Dworkin-Valenti. “Allergic laryngitis: unraveling the myths.” Current opinion in otolaryngology & head and neck surgery 25.3 (2017): 242-246.
  • Temprano, M. M., & Hinojal, M. T. (2017). Laringitis, crup y estridor. Pediatr Integr21(7), 458-64.
  • Bustos, M. F., Guzmán, M., & Galeno, C. (2014). Laringitis aguda obstructiva o crup viral. Rev. Hosp. Clin. Univ. Chile25(3), 253-257.
  • Adetona, Olorunfemi, et al. “Review of the health effects of wildland fire smoke on wildland firefighters and the public.” Inhalation Toxicology 28.3 (2016): 95-139.
  • Garate, A., Valenzuela, P., & Casar, C. (1987). Laringotraqueobronquitis aguda bacteriana. Revista chilena de pediatría58(6), 472-478.