Conheça algumas doenças do fígado

07 Março, 2020
Existem muitas doenças do fígado, algumas mais conhecidas e outras nem tanto. Qualquer condição nesse órgão deve ser levada muito a sério, pois ele cumpre funções essenciais para a vida.
 

Todas as doenças do fígado requerem atenção, pois afetam um órgão vital. O fígado está envolvido na digestão dos alimentos, armazena energia e libera toxinas. Várias das doenças que o acometem podem, inclusive, levar à morte.

As doenças hepáticas são causadas por vários fatores. Às vezes são provocadas por vírus, outras por ingestão de alguma substância tóxica, e raramente por razões hereditárias.

Os sintomas das doenças do fígado variam muito, dependendo da condição em questão. No entanto, em algumas circunstâncias, elas não causam nenhum sintoma e são detectáveis ​​apenas por exames laboratoriais.

A seguir, veremos quais são as principais doenças hepáticas.

Doença hepática gordurosa não alcoólica e NASH

Saúde do fígado
O fígado é um órgão de suma importância. As doenças que o afetam podem ser muito graves.

A doença hepática gordurosa não alcoólica é caracterizada por um acúmulo de lipídios (gorduras) no fígado. Se também houver inflamação e lesão das células hepáticas, é chamada de esteato-hepatite não alcoólica (NASH).

Pessoas obesas, pessoas com diabetes tipo 2 e pessoas que apresentam síndrome metabólica, por exemplo, são mais propensas a desenvolver esse tipo de doença. Geralmente, esse tipo de doença do fígado ocorre sem nenhum sintoma.

 

Cirrose, uma das doenças mais graves do fígado

A cirrose é uma das doenças hepáticas mais graves e é caracterizada pela substituição do tecido saudável por tecido cicatricial. O fígado, cicatrizado e permanentemente danificado, pode não funcionar.

Não existe tratamento específico para a cirrose, mas existe para as causas que a provocam. As mais comuns costumam ser:

  • Alcoolismo
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica
  • Hepatite C crônica
  • Hepatite B crônica

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Hepatite autoimune

A hepatite autoimune é uma doença crônica que ocorre porque o sistema imunológico ataca o fígado e causa inflamação e danos a esse órgão. Se o tratamento adequado não for estabelecido, ela pode progredir e desencadear uma cirrose hepática.

A hepatite autoimune é uma das doenças hepáticas que podem não gerar nenhum sintoma inicialmente, apenas com o passar do tempo. É detectada com base no histórico clínico do paciente e em exames laboratoriais.

Hepatites A, B e C

Exame para detectar hepatite

As hepatites A, B e C são causadas por vírus. Na hepatite A, o vírus causa inflamação e ela, por sua vez, faz com que o fígado não funcione adequadamente. É transmitida pelo contato com as fezes de uma pessoa previamente infectada.

 

A hepatite B tem características semelhantes, mas nesse caso, a transmissão é causada pelo contato com qualquer fluido corporal de uma pessoa infectada. Existe uma forma aguda e outra crônica. No caso dessa última, se permanecer sem tratamento, pode levar ao câncer de fígado ou causar insuficiência hepática.

A hepatite C tem um padrão semelhante ao das duas anteriores, mas é transmitida pelo contato com o sangue de uma pessoa infectada. Os primeiros sintomas podem aparecer até 10 anos após a infecção. Assim como o tipo B, apresenta uma modalidade aguda e outra crônica.

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Hepatites D e E

O vírus da hepatite D é muito raro e afeta apenas aqueles que já tiveram hepatite B. Quando os vírus da hepatite B e D estão juntos, fala-se de uma coinfecção. Se a pessoa tem hepatite B crônica e depois é infectada pelo vírus da hepatite D, fala-se em superinfecção.

A hepatite E é uma infecção transmitida pela água contaminada com as fezes de uma pessoa infectada. Também pode ser causada pelo consumo de carne mal cozida de porco ou de animais silvestres de caça.

Ela costuma desaparecer após algumas semanas sem tratamento específico. Por razões desconhecidas, esta doença causa uma mortalidade de 20% em mulheres grávidas.

Outras doenças do fígado

A hemocromatose não é uma doença específica do fígado, mas o afeta de maneira importante. Trata-se de um acúmulo excessivo de ferro no corpo. Pode causar fibrose hepática e 60% das pessoas afetadas desenvolvem cirrose. Em 5% dos casos, causa a formação de tumores malignos no órgão.

 

A Doença de Wilson, por outro lado, é um distúrbio hereditário raro que impede a eliminação natural do excesso de cobre do organismo. Se o cobre se acumular no fígado, pode levar à cirrose.

As hepatites B e C, assim como a cirrose, a hemocromatose, o consumo excessivo de álcool, a obesidade e a diabetes são fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de fígado. Atualmente, existem vários tratamentos disponíveis para combatê-lo.

É importante não subestimar os sintomas e buscar assistência médica no momento oportuno para evitar complicações.

 

Beltrán, M. D. L. L. M., Ruiz, L. H., Velázquez, A. L. L., & Cerda, A. P. (2005). Fitoterapia molecular como parte de la medicina alternativa complementaria en las enfermedades del hígado. Investigación en salud, 7(1), 64-70.