Quais exames de DST você deve fazer e por quê?

21 de agosto de 2019
As doenças sexualmente transmissíveis nem sempre apresentam sintomas e, em alguns casos, há pacientes que não sabem que se contaminaram. Portanto, não podem informar aos seus parceiros (ou às suas parceiras), nem colocar em prática medidas adequadas de proteção.

Os exames de detecção de doenças sexualmente transmissíveis são, na maioria dos casos, rápidos, eficazes, indolores e gratuitos. Entretanto, não costumam estar inclusos nos check-ups médicos. Por isso, se você acha que pode ter tido contato com alguém contaminado, pode pedir a realização desses exames.

O que são os exames de diagnóstico de uma DST?

Exame de sangue para detectar DST

Os exames adequados para a detecção de uma DST vão depender dos sintomas relatados pelo paciente. O profissional de saúde que te atender vai realizar uma breve entrevista a fim de determinar qual exame diagnóstico é o mais adequado ao seu caso.

Se o médico não tiver certeza de qual DST você pode ter, vai solicitar exames para aquelas que melhor se encaixarem nos sintomas manifestados ou que estiverem mais relacionadas com as relações de risco que você teve. Os resultados dos exames podem demorar dias ou semanas, mas alguns são instantâneos.

Embora cada DST tenha seu próprio exame para diagnóstico, como regra geral, temos:

  • Exame de sangue: serologia.
  • Exame de urina.
  • Exame bucal: raspagem da face interna da bochecha.
  • Avaliação física: exame da área genital.
  • Coleta de amostras de secreções, feridas ou bolhas para posterior cultivo.

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Em quais casos devo realizar os exames de DST?

Exames clínicos para detectar DST

Os exames diagnósticos vão depender do tipo de DST que se deseje detectar. Portanto, vamos especificar em quais casos você deveria considerar fazer exames em função das doenças mais comuns.

HIV e hepatite B

O HIV ou vírus da imunodeficiência humana ataca e enfraquece as células do sistema imunológico do paciente. O exame diagnóstico analisa a presença de anticorpos do vírus no organismo do paciente.

Por outro lado, a hepatite B é uma infecção viral que ataca o fígado do paciente. Os exames diagnósticos são direcionados à detecção do antígeno HBsAg no sangue do paciente.

Você deverá realizar exames para a detecção de HIV ou hepatite B nos seguintes casos:

  • Você ou seu parceiro (sua parceira) tiveram vários parceiros sexuais no último ano.
  • Você foi diagnosticado(a) ou apresenta sintomas de outra infecção de transmissão sexual.
  • Compartilhou seringas ou esteve exposto(a) a uma situação na qual elas não foram corretamente esterilizadas.
  • Você está grávida ou quer engravidar.
  • Você foi forçada(o) a manter relações sexuais contra o seu consentimento.

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Clamídia e gonorreia

A clamídia e a gonorreia são detectadas por meio de exames de urina ou pelo cultivo de amostras de secreções da área genital. Essas infecções podem ser assintomáticas. Portanto, recomenda-se realizar exames diagnósticos nos seguintes casos:

  • Você tem HIV.
  • Tem menos de 25 anos e manteve relações sexuais de risco: novo parceiro (ou nova parceira) sexual ou múltiplos.
  • Sofreu abuso ou agressão sexual.

Herpes genital

A herpes genital é uma infecção viral que pode não apresentar sintomas. Por isso, se você manteve algum tipo de contato sexual com uma pessoa que tem essa infecção, é muito importante realizar os exames diagnósticos pertinentes.

Geralmente, o médico vai realizar uma coleta das secreções genitais e das feridas características dessa infecção. Um exame de sangue também pode ser necessário. Os resultados não são obrigatoriamente conclusivos, visto que dependem da etapa em que a infecção se encontra. Consequentemente, podem dar falsos negativos.

O que fazer se o resultado for positivo?

Pessoa segurando camisinha

Embora algumas DSTs não tenham cura, os sintomas podem ser controlados, assim como é possível evitar o contágio dos parceiros (ou das parceiras) sexuais. Em caso de resultado positivo, é preciso seguir estas recomendações:

  • Primeiramente, realizar exames adicionais.
  • Além disso, informar aos seus parceiros (ou às suas parceiras) sexuais e colocar em prática medidas de prevenção adequadas.
  • Seu(s) parceiro(s) ou sua(s) parceira(s) sexuais também devem realizar o exame.
  • Finalmente, seguir o tratamento indicado pelo médico.

Em conclusão, manter relações sexuais seguras com os métodos contraceptivos adequados será a forma de prevenção mais importante. Peça informações ao seu médico sobre as medidas que você deve adotar e os métodos mais seguros de proteção. Não se preocupe em excesso e tome precauções para aproveitar plenamente suas relações.