Como detectar a tempo os primeiros sintomas do Alzheimer?

· 15 de abril de 2014
Imagine como não deve ser difícil para uma pessoa ativa, trabalhadora e sociável envelhecer e ao mesmo tempo começar a sentis os sintomas do Alzheimer?

Imagine como não deve ser difícil para uma pessoa ativa, trabalhadora e sociável envelhecer e ao mesmo tempo experimentar mudanças nada positivas, tais como os primeiros sintomas do Alzheimer, uma doença degenerativa dos neurônios, progressiva e irreversível.

Tanto o doente quanto a família precisam de apoio psicológico e emocional para suportarem as mudanças causadas à medida que a patologia avança.

Esta doença é considerada como a principal causa da deterioração mental. Pode começar entre os 40 e 90 anos e suas causas ainda são desconhecidas. Ela caracteriza-se por várias alterações que conduzem à atrofia cerebral difusa.

Quais são os primeiros sintomas do Alzheimer?

Segundo o Compendio de Medicina Interna de Ciril Rozman, podem-se distinguir três estágios sucessivos no Alzheimer: 

  • No primeiro estágio da doença, o paciente sofre com esquecimentos, apresenta mudanças bruscas de humor e problemas na utilização da linguagem;
  • No segundo estágio a alteração na memória recente é notável, a linguagem se deteriora e a comunicação se empobrece, surge dificuldade na hora de manipular objetos e levar uma vida diária normal, tornando-se bastante complicado.
  • No terceiro estágio o paciente pode conservar a memória emocional, seu humor torna-se imprevisível, suas tentativas de se comunicar se limitam a múrmuros difíceis de compreender claramente, o controle dos esfíncteres é perdido, torna-se difícil respirar e sua vida é totalmente alterada.

Situações que devem chamar a atenção

Se você presenciou algum dos sintomas do Alzheimer citados em algum familiar, fique alerta.

Se constantemente viu alguém próximo repetir várias vezes algo que já havia dito, esquecer onde colocou seus objetos, não conseguir realizar com facilidade atividades que eram comuns em sua vida diária, não se lembrar qual é o dia da semana, não encontrar lugares da casa onde habitualmente passava muito tempo, etc.

Estas situações indicam que algo está comprometido e que a pessoa deve ser avaliada por um médico qualificado para passar pelos procedimentos adequados a fim de confirmar ou descartar a possibilidade de que estes são sintomas do Alzheimer.

Caso seja confirmado, ela deve receber a medicação correta, que ajude a paliar os sintomas.

O Alzheimer pode causar morte, principalmente a partir dos 4 – 10 anos depois de iniciada a doença.

Quanto ao tratamento, não existe um fármaco específico para tratar a doença, afinal, as causas ainda são desconhecidas.

Por isso, a medicação se limita a tratar os sintomas, e a medicina espera os avanços da ciência para que as causas dessa e de outras doenças possam ser identificadas e, consequentemente, medicamentos mais eficazes possam ser produzidos.

Por isso, o mais importante é que estejamos atentos aos primeiros sintomas do Alzheimer, para evitarmos que a evolução seja tão rápida.

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Fisioterapia para pacientes com Alzheimer

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A fisioterapia buscará manter uma boa qualidade de vida para o paciente, dentro das possibilidades dele.

Por isso, é primordial iniciar o tratamento assim que os sintomas aparecerem, pois a deterioração não poderá ser detida.

Porém, ao menos será possível torná-la mais lenta e conservar ao máximo a independência do paciente.

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Ele terá cada vez mais dificuldade para realizar atividades que podiam ser incluídas em sua rotina normal anteriormente.

Outro ponto é que, geralmente, em função do medo de que ocorram acidentes e quedas que podem piorar qualquer prognóstico, geralmente a família opta pela permanência do paciente em cadeira de rodas ou na cama.

Mas isso envolve os vários problemas relacionados à imobilidade, e o que pode, também, acelerar o processo degenerativo.

Assim, a fisioterapia buscará retardar o processo normal da doença, procurando manter o ritmo (capacidade de andar) do paciente com exercícios específicos orientados a cada etapa (ou estágio), ajudando a conservar uma boa postura, preservar as articulações e musculatura, manter ou reeducar o equilíbrio, etc.

Uma vez que nos interessemos por estes pacientes, eles terão estímulo para levar uma vida mais ativa, sem deixarem de se relacionar com seu entorno familiar e social, o que ajudará a evitar a depressão, a qual geralmente costumam sofrer.

  • Hurtado-Puerto, A. M., Russo, C., & Fregni, F. (2018). Alzheimer’s disease. In Neuromethods. https://doi.org/10.1007/978-1-4939-7880-9_9
  • Weintraub, S., Wicklund, A. H., & Salmon, D. P. (2012). The neuropsychological profile of Alzheimer disease. Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine. https://doi.org/10.1101/cshperspect.a006171