Começo do Alzheimer: você pode parar o processo?

· 19 de maio de 2018
Para poder prevenir o Alzheimer é muito importante evitar o seu surgimento, e para isso devemos excluir os fatores de risco da nossa rotina.

O Alzheimer é uma das patologias mais alarmantes e que tem crescido nas últimas décadas, apresentando um aumento no número de diagnósticos. Embora não se conheçam com precisão os “gatilhos” que dão início ao processo, sabemos que os sintomas avançam com notável rapidez.

A doença causa sofrimento intenso em pacientes e familiares, e, por isso, muitas pessoas se perguntam se, frente aos primeiros sintomas de Alzheimer, seria possível retardar o processo degenerativo.

O que é Alzheimer?

Nosso cérebro funciona como uma central de apoio, sendo responsável pelo controle das funções orgânicas do nosso corpo.

Interpreta os estímulos externos para transmitir ordens que geram respostas em nossos músculos, ossos, órgãos e glândulas.

Sentir sede, poder caminhar ou memorizar muitos dados, é graças à ação do nosso cérebro. No entanto, ele pode ser afetado pela idade.

O Alzheimer é um dos transtornos que mais frequentemente afeta as células neuronais e, consequentemente, o cérebro.

Trata-se de uma doença neuro-degenerativa que leva ao surgimento de vários sintomas de demência. Geralmente está associada ao envelhecimento, mas também pode afetar pessoas jovens com fatores de risco.

Na terminologia médica, o termo “demência” é chamado de quadros clínicos que envolvem sintomas como perda de capacidade cognitiva e de memória.

À medida que envelhecemos, nossos neurônios se deterioram e, como não podem se regenerar, morrem. Isso provoca uma diminuição de muitas funções cerebrais e, por isso, os adultos idosos são mais vulneráveis à demência.

Sintomas associados ao mal de Alzheimer

Começar a duvidar das coisas pode indicar o começo do Alzeimer

No Alzheimer, a demência aparece como o principal sintoma de uma grave degeneração das células nervosas e cerebrais.

Com o avanço desse processo degenerativo, muitos pacientes registram uma mudança profunda no seu comportamento cotidiano e na sua personalidade. Em casos mais graves, pode aparecer um transtorno de personalidade grave.

A Associação Internacional do Alzheimer elaborou uma lista chamada “Os 10 sinais”, na qual alerta sobre os sinais mais frequentes nos pacientes.

A seguir, descremos esses sintomas para que você possa reconhecê-los:

  • Alterações de memória que dificultam atividades cotidianas.
  • Dificuldade de resolver problemas simples.
  • Dificuldade para desempenhar tarefas comuns (ou hábitos).
  • Perda da noção de espaço e tempo.
  • Dificuldade para interpretar imagens.
  • Problemas com a linguagem escrita ou com a fala.
  • Colocação de objetos em lugares estranhos e dificuldade para encontrá-los.
  • Dificuldades para tomar decisões e perda do bom senso.
  • Perda de iniciativa ou motivação.
  • Alterações de humor, comportamento ou personalidade.

Causas associadas ao Alzheimer

Filho cuidando do pai idoso com começo de Alzeimer

Ainda não há um consenso médico sobre as causas que dão início ao processo degenerativo da doença. Além do envelhecimento, apontam os seguintes fatores de risco:

  • Fumo
  • Alcoolismo
  • Consumo de substâncias químicas tóxicas, como os entorpecentes
  • Alimentação desequilibrada
  • Sedentarismo
  • Excesso de peso e obesidade
  • Problemas do sono (baixa qualidade ou pouca quantidade de horas de sono)
  • Transtornos alimentares, como a anorexia nervosa
  • Problemas cardiovasculares, como a hipertensão arterial
  • Danos cerebrais causados por acidentes, traumas ou doenças

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Você pode frear os primeiros sintomas do Alzheimer?

Médica cuidando de idosa

Quando se fala de conter o mal de Alzheimer em seu início, geralmente, pretende-se evitar o avanço dos sintomas.

Mas devemos entender que, mais importante do que desacelerar um processo degenerativo é evitar o seu surgimento. Principalmente tendo em conta o rápido avanço dos danos cerebrais nos casos de demência.

Prevenir o Alzheimer significa excluir os fatores de risco de nossa rotina. Por isso, o que temos a seguir é uma proposta de mudança de hábitos para cuidar diariamente de nossa mente e de nosso corpo.

  • Adotar uma alimentação equilibrada, evitando os excessos alimentares e as calorias vazias.
  • Praticar exercícios físicos de forma regular (pelo menos 30 minutos diários).
  • Manter uma boa gestão do peso corporal, para prevenir o excesso de peso e doenças cardiovasculares.
  • Consumir alimentos ricos em vitamina C e substâncias antioxidantes: as frutas cítricas, frutas vermelhas, vegetais de folhas verdes, frutas secas, peixes com alto teor de ômega 3 e 9, etc.
  • Reduzir os níveis de stress diários, com atividade física, meditação, ioga, algum hobby, etc.
  • Saber respeitar os momentos de descanso e entretenimento: sobrecarga de trabalho é prejudicial para a sua saúde e para sua capacidade cognitiva.
  • Dormir oito horas por dia e manter uma boa qualidade de sono.
  • Manter relacionamentos saudáveis e frequentar ambientes positivos.
  • Manter uma boa autoestima, evitar pensamentos negativos e não ter vergonha de procurar um tratamento psicanalítico, quando necessário.
  • Beber álcool moderadamente, não fumar e não consumir substâncias tóxicas.

As mulheres que estão na menopausa podem consultar o seu médico sobre uma reposição hormonal com estrogênio.

Estima-se que a redução na produção natural de hormônio pode favorecer o surgimento de um princípio de Alzheimer.