Princípio de Alzheimer: é possível deter o processo?

É possível frear o processo degenerativo causado pelo Alzheimer? Vamos rever os primeiros sintomas e as medidas para permitir um avanço mais lento.

Última atualização: 29 Dezembro, 2020

A doença de Alzheimer é uma das patologias cujo diagnóstico mais cresceu nas últimas décadas. Inicialmente, uma pessoa com Alzheimer pode sentir leve confusão e dificuldade para se lembrar de algumas coisas.

Então, com o tempo, ela pode esquecer pessoas importantes em sua vida e poderá até sofrer mudanças drásticas em sua personalidade. Na verdade, essa condição causa danos ao paciente e aos seus familiares. Por isso, muitas pessoas se perguntam se diante do início do Alzheimer seria possível frear o processo degenerativo.

O que é o Alzheimer?

O cérebro atua como uma central de controle do corpo: ele interpreta os estímulos internos e externos e transmite ordens que geram respostas. Dessa forma, ele é responsável por coordenar todas as suas funções, como sentir sede, caminhar, ficar em pé, lembrar, falar, entre muitas outras.

Alzheimer é uma doença neuronal degenerativa que inclui vários sintomas de demência. O termo “demência” se refere a um grupo de distúrbios cerebrais que causam perda das habilidades intelectuais e sociais.

Essas habilidades incluem a capacidade cognitiva e a memória, conforme indicado em um guia sobre a doença publicado pelo Centro de Alzheimer Fundação Reina Sofia.

À medida que envelhecemos, os neurônios se deterioram e morrem, o que significa a diminuição de muitas funções cerebrais. Por isso, os adultos mais velhos são mais vulneráveis ​​à demência.

No entanto, embora geralmente esteja associado ao envelhecimento, também pode afetar jovens com fatores de risco. De acordo com um estudo publicado em Cell, esses fatores incluem alterações genéticas, doenças neurodegenerativas e até distúrbios inflamatórios, que levam a um envelhecimento não saudável.

Leia também: Perdas de memória: o que é normal?

Sintomas associados ao Alzheimer

O Alzheimer inclui várias fases: é uma doença neurodegenerativa progressiva.

Com o avanço do processo degenerativo, muitos pacientes registram uma mudança profunda em seu comportamento cotidiano e sua personalidade.Alzheimer’s Association — AA — elaborou uma lista chamada Os 10 sinais, na qual alerta sobre os sinais mais frequentes nos pacientes. A seguir, enumeramos esses sintomas para que você possa reconhecê-los:

  1. Perda de motivação.
  2. Dificuldade para interpretar imagens.
  3. Perda da noção de espaço e tempo.
  4. Dificuldade para desempenhar tarefas habituais.
  5. Dificuldade para resolver problemas simples.
  6. Alterações de humor, comportamento ou personalidade.
  7. Problemas com a linguagem escrita ou com a fala.
  8. Alterações de memória que dificultam atividades cotidianas.
  9. Colocação de objetos em lugares estranhos e dificuldade para encontrá-los.
  10. Dificuldades para tomar decisões e perda do bom senso.

Causas associadas ao Alzheimer

Não há um consenso médico sobre as causas que dão início à doença. Contudo, além do envelhecimento, estão incluídos em um guia chamado Informação básica sobre a doença de Alzheimer e publicado pela AA os seguintes fatores de risco:

  • Maus hábitos alimentares.
  • Excesso de peso, diabetes e colesterol alto.
  • Tabagismo, alcoolismo e sedentarismo.
  • Problemas cardiovasculares, como hipertensão arterial.
  • Consumo de substâncias químicas tóxicas, como entorpecentes.
  • Antecedentes da doença na família. Nesse caso, as probabilidades aumentam se tiver havido mais de um parente com a doença.
  • Pouca ou nenhuma atividade social, levando a uma deterioração cerebral progressiva.
  • Danos cerebrais causados por acidentes, traumas ou doenças.

Leia também: 7 recomendações para ter um cérebro jovem

É possível frear o princípio de Alzheimer?

Quando se fala de frear um princípio de Alzheimer, geralmente, pretende-se evitar o avanço dos sintomas ou desacelerar o progresso da doença. Ao mesmo tempo, o objetivo é preveni-la limitando os fatores de risco.

A seguir, com base nos fatores de risco mencionados acima, listamos algumas mudanças de hábitos que ajudam a cuidar da mente e do corpo. Lembre-se, entretanto, de que essas modificações no estilo de vida não substituem o tratamento médico em nenhuma circunstância.

  • Adotar uma alimentação equilibrada, evitando os excessos alimentares e as calorias vazias.
  • Praticar exercícios físicos de forma regular, pelo menos 30 minutos diários, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
  • Manter uma boa gestão do peso corporal para prevenir o excesso de peso e as doenças cardiovasculares.
  • Consumir alimentos que contenham vitamina C e antioxidantes.
  • Reduzir os níveis de estresse, com atividades como meditação e ioga.
  • Respeitar os momentos de descanso e entretenimento.
  • Dormir oito horas por dia e manter uma boa qualidade de sono.
  • Manter relacionamentos saudáveis e frequentar ambientes positivos.
  • Manter uma boa autoestima e evitar pensamentos negativos.
  • Buscar um tratamento psicanalítico quando necessário.

O início do Alzheimer deve ser supervisionado por um profissional

Além das dicas mencionadas anteriormente para prevenir o avanço da doença, a orientação e supervisão de um médico são essenciais desde o momento em que os primeiros sintomas são detectados.

Na verdade, a consulta preventiva também é altamente recomendável. Dessa forma, seria possível ter a oportunidade de modificar hábitos que, na opinião do profissional, poderiam acelerar a deterioração cognitiva do cérebro.

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