Como reconhecer as diferenças entre um infarto, uma parada cardíaca e um ataque cardíaco

· 18 de abril de 2015
Infarto, parada cardíaca, acidente cerebrovascular, ataque cardíaco, apoplexia... descubra neste artigo as diferenças.

Infarto, parada cardíaca, acidente cerebrovascular, ataque cardíaco, apoplexia… escutamos essas palavras com certa frequência, porém, grande parcela de nós não sabe ao certo o que significam e quais são as diferenças.

Nesse artigo, explicaremos com detalhes em que consistem esses problemas de saúde, bem como os fatores de risco envolvidos em todas as doenças cardiovasculares.

Infarto

O infarto do miocárdio é um problema que acomete a artéria coronária, formando um coágulo devido ao desprendimento de uma placa de ateroma, que acaba por bloquear a circulação do sangue e do oxigênio que deveriam chegar ao coração.

Esse bloqueio causa, geralmente, irregularidades nos batimentos cardíacos (arritmias), dor no peito que pode irradiar para a parte esquerda do corpo, dificuldade de respirar, etc.

O bloqueio deve ser tratado com urgência, já que em poucas horas pode levar à morte do músculo cardíaco afetado.

Quem sofre um infarto não perde a consciência em nenhum momento, entretanto, sente dores agudas.

Parada cardíaca

Coração sofrendo infarto

Nesse caso, o coração para de bater subitamente. Quem sofre uma parada cardíaca perde a consciência de forma imediata, o que causa desmaio ou uma parada respiratória.

Por isso, o tratamento deve ser imediato, já que pode levar à mote. Requer uma ressuscitação cardiopulmonar imediata até que seja possível usar um desfibrilador, que enviará um choque elétrico para restabelecer o ritmo cardíaco normal.

Quem já sofreu uma parada cardíaca pode implantar um desfibrilador que diminuirá o risco de reincidência do problema.

Acidente cerebrovascular

O acidente cerebrovascular, também conhecido como infarto cerebral, apoplexia ou icto, ocorre quando o fluxo do sangue que chega ao cérebro é detido.

Se esse acidente dura mais de vários segundos o cérebro deixa de receber oxigênio e nutrientes, o que causa a morte de células cerebrais e, portanto, um dano permanente. Existem dois tipos de acidente cerebrovascular:

  • Isquêmico: é o mais frequente, com uma estatística de 85% do total de acidentes cerebrovasculares, e leva a uma situação irreversível, como comentado anteriormente. É um infarto cerebral, portanto, causado por um trombo que impede a irrigação correta do cérebro.
  • Hemorrágico: é menos frequente, e ainda que a taxa de mortalidade seja muito maior em comparação ao primeiro caso, em contrapartida, os sobreviventes a esse incidente geralmente apresentam sequelas menos graves do que aqueles que sofreram um acidente isquêmico. Trata-se de uma hemorragia ou derrame causado pela ruptura de um vaso sanguíneo.

Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco comuns para esses problemas coronários. Deveríamos conhecê-los para prevenir todos os tipos de doenças cardiovasculares, principalmente se apresentarmos alguns desses fatores ou tivermos antecedentes familiares:

  • Hipertensão arterial: é indispensável controlar regularmente a pressão arterial. O médico deverá determinar o tratamento mais adequado de acordo com os valores apresentados quando a pressão for medida e estudada.
  • Consumo excessivo de gorduras prejudiciais: a gordura é um nutriente indispensável para nossa saúde, mas deve ser de boa qualidade. Recomendamos o consumo habitual de gorduras de origem vegetal e de boa qualidade, como o azeite de oliva, o óleo de linhaça, de coco, o abacate, as oleaginosas, etc.

Abacate gordura de consumo vegetal

  • Colesterol e triglicerídeos elevados: exames nos manterão informados sobre esses níveis, que poderemos melhorar com uma boa alimentação e controlando nossa saúde emocional. O excesso dessas gorduras se deposita nas paredes das artérias, formando placas de ateroma, suscetíveis a se desprenderem e a formar trombos.

Mais fatores de riscos…

  • Diabetes: 20% das pessoas que já sofreram um acidente cerebrovascular são diabéticas.

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  • Sedentarismo: atualmente sabemos que é fundamental praticar exercícios. Podemos fazer um pouco todos os dias, por exemplo, nos acostumarmos a usar as escadas em vez de elevadores, ir aos lugares mais próximos caminhando ou praticar um esporte, duas ou três vezes por semana.
  • Tabagismo: é indispensável acabar com esse mau hábito, não apenas para nossa saúde coronária, como também para evitar muitos outros problemas de saúde.
  • Obesidade: o sobrepeso multiplica o risco de sofrermos problemas cardiovasculares e, por isso, devemos tratá-lo sem necessidade de fazer grandes sacrifícios. Há muitas dicas naturais que nos ajudarão a comer de forma mais saudável para que emagreçamos progressivamente, sem sacrifícios nem traumas.

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  • Estresse: o estresse influencia muito nossa saúde e agrava muito os problemas que já temos ou aqueles aos quais já somos propensos. Está diretamente relacionado, por exemplo, aos níveis de colesterol. Por isso, é recomendável buscar uma maneira de evitar ao máximo o estresse.