Calefação muito alta: como afeta nossa saúde?

A calefação muito alta nos ajuda a combater o frio durante o outono e o inverno, mas pode ser prejudicial à nossa saúde. Neste artigo mostramos que alterações podem ocorrer no corpo humano.
Calefação muito alta: como afeta nossa saúde?

Última atualização: 12 Novembro, 2019

É difícil definir o que consideramos como calefação muito alta. As sensações associadas à temperatura são muito variáveis ​​de pessoa para pessoa. O frio sofrido por alguém acostumado ao clima quente não é o mesmo de outro que vive em áreas geográficas onde a neve cai, por exemplo.

Mesmo assim, na variabilidade do ser humano, assim então pressupõe-se que, abaixo de 20 ° C de temperatura ambiente já exista uma sensação de frio. A mesma irá aumentando gradativamente essa temperatura.

Essa sensação também depende de outros fatores, como umidade e pressão do ar. Um registro de 10 ° C com alta umidade ambiente não é o mesmo que o frio em áreas secas.

Também não é igual a sensação, independentemente da temperatura exterior, se estamos parados ou em movimento. Quando não há atividade corporal, o frio é mais sentido, porque as células não estão em metabolização ativa e não geram calor.

Por isso, ante o frio, o ser humano usa calefação para se aquecer. Como qualquer método artificial que é usado em excesso, a calefação muito alta pode gerar alterações no organismo e alguns riscos à saúde.

O aquecimento adequado deve manter os ambientes entre 20 e 25 ° C, com uma umidade de cerca de 50%. Acima de 25 º C estaríamos falando de calefação muito alta.

Os riscos da calefação muito alta segundo cada tipo

Existem dois métodos de aquecimento que são usados ​​em excesso e têm efeitos nocivos notórios:

  • A lenha.
  • O ar condicionado reversível.

Quanto ao uso da lenha, a calefação muito alta com esse método é capaz de gerar gases tóxicos. Quando a madeira das árvores é queimada, é liberado o dióxido de carbono que esteve armazenado.

O dióxido de carbono é, para os seres humanos, um gás residual. Ou seja, o corpo expele o dióxido de carbono e precisa de oxigênio. Portanto, no caso de pouca ventilação, o aquecimento da madeira pode causar uma intoxicação.

A fumaça que vem da madeira também contém gases chamados de gases pesados. Esses gases são tóxicos para a inalação, causando dores de cabeça, náusea, vômito e até irritação do trato respiratório.

Sem dúvida alguma, é essencial que um sistema de aquecimento de madeira seja instalado corretamente com seu mecanismo de ejeção de fumaça. No entanto, mesmo nas melhores condições de instalação, a madeira pode transportar e liberar substâncias específicas da natureza associadas a alergias e asma, como o pólen.

O outro método que mencionamos como perigoso para a calefação muito alta é o ar-condicionado reversível. Esses dispositivos, em uso contínuo e intensivo, podem secar o ar ambiente removendo a umidade.

Sem umidade suficiente a pele e as mucosas, especialmente a mucosa respiratória, são afetadas. Ao mesmo tempo, o fluxo de ar gerado mobiliza partículas que, em pessoas asmáticas ou alérgicas, são capazes de aumentar os sintomas alérgicos.

Muita calefação pode provocar resfriados

Os efeitos negativos da calefação muito alta 

A calefação muito alta, qualquer que seja sua origem, pode causar:

  • Infecções respiratórias: o ambiente seco com falta de umidade e membranas mucosas respiratórias também secas são um ambiente propício para as bactérias e os vírus. As crianças são geralmente as mais afetadas por essa situação. Uma possibilidade de reverter o risco é o uso de umidificadores ambientais e filtros de microrganismos.
  • Mau descanso: a temperatura elevada durante a noite dificulta o descanso. Acima de 20 ° C o corpo não está nas melhores condições para relaxar os músculos e alcançar o agradável estado de sono. Da mesma forma, a umidade, quando é muito baixa, altera a frequência respiratória durante o repouso.
  • Alergias e dermatites: a calefação muito alta resseca a pele, aumentando os sintomas da dermatite. Por sua vez, o movimento do ar através da fonte geradora de calor carrega partículas alérgicas, como a poeira, o pólen e os ácaros.
  • Dor de cabeça: a dor de cabeça com calefação muito alta é bastante comum. Quando a temperatura está muito alta por um longo tempo, sentimos um embotamento que é resultante da vasodilatação. O calor excessivo diminui a pressão sanguínea e menos sangue chega ao cérebro, causando sintomas desagradáveis.
  • Ganho de peso: o fato de dormir à uma temperatura muito alta está associado ao ganho de peso. Isso acontece porque, em altas temperaturas, o corpo não queima sua gordura armazenada, mas, pelo contrário, a retém. Durante a noite, é hora de ativar esse mecanismo de catabolismo graxo, mas se o aquecimento for muito alto, este não fará o seu trabalho.
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O problema das substâncias tóxicas

Sem dúvida alguma, um dos maiores riscos para a saúde de uma calefação muito alta são as substâncias tóxicas. Essas substâncias são liberadas pelos mecanismos de aquecimento e constituem um perigo significativo para a saúde de quem a respira.

Por exemplo, uma dessas substâncias é o monóxido de carbono. Esse gás não tem cheiro e isso dificulta a sua detecção quando é gerado por uma combustão ruim. Lentamente, esse gás desloca o oxigênio do ambiente e do sangue, intoxicando o ser humano.

Na intoxicação por monóxido de carbono há tonturas, desmaios, náuseas e dor de cabeça. Além disso, a respiração aumenta dramaticamente como método de defesa para substituir o oxigênio. Se não for resolvido rapidamente pode ser uma condição mortal.

Por outro lado, outro gás perigoso é o dióxido de nitrogênio. Também provém da má combustão em aparelhos de aquecimento e também não tem cheiro. É extremamente irritante e altera a mecânica respiratória.

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