Ataques de pânico: o que são e como enfrentá-los?

· 2 de dezembro de 2013
Apesar de os ataques de pânico serem incontroláveis, é importante saber reconhecê-los para tentar nos acalmar, dizendo a nós mesmos que se trata de algo pontual.

Atualmente os ataques de pânico são mais comuns do que parece e afetam a todos os tipos de pessoas e em qualquer situação: caminhando pela rua, andando de ônibus, no trabalho ou simplesmente sentado.

Até que de repente, você começa a sentir uma série de sensações horripilantes se desencadeando:

  • taquicardia,
  • mãos e pés formigando,
  • os pelos do corpo e da nuca se eriçam,
  • tremores,
  • o pulso acelera,
  • impossibilidade de controlar o equilíbrio e a visão, que fica cada vez mais embaçada.

As mãos transpiram e a pessoa se sente num estado de alerta insuportável, como se acabasse de ver uma explosão ou algo terrível.

Além disso, sente dificuldade para respirar, dores abdominais, sensação de asfixia e de estar fora de si mesmo, medo de morrer subitamente.

Entretanto, por fora nada anormal está acontecendo

Não há explosões nem nada extremo que nos obrigue a estar num estado de alerta. Tudo parece tranquilo.

Então, o que acontece? A que se deve essa sensação de medo que parece nos invadir de repente, sem nenhum aviso e de maneira tão violenta, nos fazendo sentir terrivelmente mal?

Sim, se trata de um ataque de pânico.

Os ataques de pânico são períodos onde um indivíduo sente bruscamente uma sensação de medo, pânico e ansiedade que não pode controlar. Os sintomas são os que descrevemos anteriormente:

  • tonturas
  •  dores no peito
  • dor no abdômen
  • dificuldade para respirar
  • asfixia
  • suor excessivo
  • taquicardia, entre outros.

Muitas vezes, sentir que esses sintomas não podem ser controlados faz com que se acentue o medo durante esses quadros.

Às vezes, a pessoa pode sonhar que tem um ataque de pânico, portanto, são pesadelos muito reais e realmente perturbadores.

Os ataques de pânico são realmente mais comuns do que pensamos: se perguntamos aos nossos familiares, com certeza alguém já sofreu de um, ao menos uma vez.

Esses fatos podem se apresentar em um momento pontual da vida de um indivíduo, mas também, podem repetir-se várias vezes durante um período da sua vida.

Causas dos ataques de pânico

Causas dos ataques de pânico

 

Muitas vezes, os ataques de pânico se relacionam com situações sentimentais que podem atingir a uma pessoa. Geralmente são questões que não podem ser controladas.

Os fatores mais comuns que desencadeiam um ataque de pânico são, por exemplo:

  • uma separação,
  • a perda do trabalho ou de um ser querido,
  • o medo do fracasso,
  • o medo se tornar independente quando a pessoa ainda é jovem, etc.

Você já passou por isso? Como superar o medo de falar em público

Outras vezes, experiências traumáticas vividas na infância também podem contribuir para esses ataques.

Alguns medicamentos podem produzir quadros de ataques de pânico, como também as fobias, como o medo de altura, d’água e lugares fechados.

Outras causas são certas doenças relacionadas com transtornos biológicos, como o hipotireoidismo ou desordens obsessivas compulsivas.

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Os sintomas de abstinência e a superexposição a certas substancias, como por exemplo, a nicotina, maconha ou a cafeína, também podem desencadear os ataques.

O bom é que esses ataques podem ser controlados e claro, superados também.

Você sabe como?

Ajuda psicológica para ataques de pânico

  • Em primeiro lugar, é altamente recomendável que busque ajuda psicológica. Em muitos países não é comum fazer esse tipo de terapia. Entretanto, já foi comprovado que ajudam muitíssimo. Permitem aos pacientes aprender sobre seus próprios medos e saber identificá-los.
  • No momento em que uma pessoa tem um ataque de pânico, é importante saber reconhecê-lo e repetir a si mesmo que é somente um momento que já vai passar. Assim, poderá se acalmar e saber que o medo se deve a um quadro pontual, que certamente não o levará à morte nem a nada grave.
  • É bom tentar se distrair com coisas externas, como manter a visão fixa em algum objeto distante ou ler um cartaz: ajuda a recuperar o equilíbrio.
  • Aprender a controlar a respiração: respiração pausada e seguindo um ritmo que o coloque em um estado de relaxamento suave.
  • Não consumir substâncias que excitem o sistema nervoso, como a cafeína e a nicotina.
  • Aprender sobre os ataques de pânico para identificá-los e perder o medo deles.

Outras alternativas

  • Fazer terapias de exposição. Consiste em se expor àquelas coisas que nos dão fobia para pouco a pouco perder o medo delas. Entretanto, deverá ser de forma pausada e supervisionada por um profissional.
  • Check-ups gerais: provas médicas para averiguar se os ataques de pânico se devem a uma questão orgânica, como uma doença ou uma desordem hormonal.
  • Consulte um psiquiatra: ele poderá receitar calmantes que ajudarão a controlar a ansiedade.
  • Não se sinta um louco ou desequilibrado nem permita sentimentos constantes de depressão. Também não derrube sua autoestima pelo excesso de ansiedade.
  • Mantenha uma vida ativa, faça exercícios e tenha rotinas regulares de descanso.
  • Aprenda técnicas de relaxamento, porque servirão como ferramentas para controlar o medo antes de um ataque de pânico.

E lembre que a consulta com o profissional é indispensável, porque ele orientará com o tratamento mais adequado.

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