Anuscopia: quando é indicada para um paciente

21 Dezembro, 2019
A anuscopia é uma técnica utilizada para visualizar as estruturas que compõem o ânus. É especialmente útil caso haja fissuras, antecedentes de hemorroidas, etc.

A anuscopia é uma técnica utilizada para observar o interior do ânus. Também se pode examinar o canal anal e até mesmo a parte terminal do reto (último ramo do intestino grosso). Dessa maneira, o grupo de especialistas pode estudar a região final do tubo digestivo.

De qualquer forma, para realizar este método é necessário um anuscópio. Em suma, trata-se de um tubo flexível e fino que é introduzido no ânus do paciente. Junto com este instrumento costuma-se introduzir uma lâmpada de halogênio, que proporciona luz para a área. Além disso, pode-se acoplar um cabo de fibra ótica que oferece uma visão melhorada das paredes do tubo.

Em alguns casos clínicos, o médico correspondente aplica um composto químico nas paredes do canal. Posteriormente, ilumina a área com uma lâmpada fluorescente que identifica as regiões afetadas por alguma doença. Neste caso, trata-se de uma anuscopia de alta resolução.

Além disso, este procedimento pode ser utilizado com outros objetivos. Por exemplo, realizar uma biópsia, colocar ligaduras elásticas. No entanto, sua principal função é no diagnóstico de tumores do reto ou outras doenças relacionadas.

Como é realizada a anuscopia?

A anuscopia permite observar a última porção do tubo digestivo.

Reto e anus

Em primeiro lugar, o grupo de especialista informará ao paciente como o procedimento será realizado. É importante que o paciente informe alergias que possua, medicação que utilize usualmente, etc. Ademais, é possível que sejam recomendadas a administração de enemas ou laxantes para estudar com facilidade o trato retal.

Quando o paciente se colocar da forma adequada, o médico correspondente começará com um toque retal. Dessa forma, pode-se comprovar o estado do esfíncter. Ainda, costuma-se revisar a área externa do ânus para examinar a presença de lesões.

Em seguida, limpará a área e introduzirá suavemente o anuscópio. No geral, não é comum aplicar anestesia porque a intervenção não causa dor intensa nos pacientes.

Por outro lado, no caso da biópsia, é possível a ocorrência de incômodos e hemorragias leves nos pacientes. Contudo, trata-se de um transtorno transitório e a hemorragia desaparece em poucos dias. O paciente pode retornar para casa normalmente sem complicações.

Por fim, os resultados da anuscopia podem ser obtidos na hora, posto que é uma técnica de visualização. Dessa maneira, o médico pode identificar a causa dos problemas que afetam o trato retal.

Caso seja necessária uma biópsia, é provável que seja realizada durante outra consulta. Nesse caso, os resultados são obtidos poucas semanas após a intervenção.

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Quando a anuscopia é indicada para os pacientes?

Fisiologia do anus e do reto

Desde a observação de hemorroidas até tumores, estas são algumas das causas para o uso desta técnica.

Como dissemos anteriormente, a anuscopia é uma técnica que permite a visualização do interior do reto de um paciente. Portanto, a equipe médica a usará se o paciente apresenta uma série de alterações na área. Os transtornos mais frequentes são:

  • Pólipos.
  • Abscessos.
  • Desenvolvimento de câncer na área.
  • Vírus do Papiloma Humano ou HPV.
  • Outras alterações ou feridas localizadas no reto.
  • Fissuras. Também podem gerar incômodos e até mesmo hemorragias no paciente.
  • Hemorroidas. Costumam provocar incômodo e hemorragias no paciente. Normalmente este método é utilizado quando não é possível localizar o problema pelo lado de fora.

Os especialistas podem utilizar a anuscopia quando seja necessária uma biópsia do local. Também para colocar ligaduras elásticas no caso de hemorroidas, como forma de tratamento. No entanto, existem uma série de condições médicas em que este exame não é recomendado. Por exemplo, uma crise hemorroidal ou durante o desenvolvimento de uma infecção.

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Considerações finais

Quando um erro é cometido durante o exame, o paciente pode experimentar uma série de alterações, como por exemplo, dor intensa e contínua, hemorragia intensa, febre, calafrios, infecção na região, entre outros.

Por fim, mas não menos importante, é bom lembrar-se que ante os sintomas citados, o mais indicado é procurar o médico o quanto antes. Não se deve recorrer à automedicação, nem a nenhuma outra medida sem a autorização do profissional.