Anlodipino: precauções e efeitos secundários

29 de agosto de 2019
Em pacientes hipertensos, uma administração diária de anlodipino reduz de forma significativa a pressão arterial.

O anlodipino é o medicamento de primeira escolha para o tratamento da pressão arterial elevada e da angina de peito. Além disso, às vezes é combinado com outros medicamentos.

O que é a pressão arterial e a hipertensão?

Pessoa medindo a pressão

Em suma, a pressão arterial é a pressão que o coração exercer sobre as artérias para que levem o sangue. Seu valor é variável, podendo chegar a existir grandes diferenças em uma mesma pessoa ao longo do dia.

A pressão máxima ou sistólica, conhecida como “alta”, mede a força do sangue nas artérias quando o coração se contrai. No entanto, a pressão mínima ou diastólica, conhecida como “baixa”, mede a força do sangue nas artérias quando o coração está relaxado. 

A hipertensão arterial é uma elevação da pressão arterial de forma sustentada no tempo. Ainda mais, considera-se hipertensão quando os valores de tensão arterial são superiores a 140/90 mmHg.

Quando não tratada, pode causar danos no cérebro, no coração, nos vasos sanguíneos, nos rins e em outras partes do corpo. O dano gerado pode dar lugar a problemas como um infarto, assim como a insuficiência renal e cardíaca.

Como age o anlodipino?

O anlodipino pertence ao grupo dos medicamentos anti-hipertensivos que agem bloqueando os canais de cálcio. Por isso, inibem o fluxo de entrada de íons cálcio no interior do músculo liso vascular e cardíaco.

O anlodipino reduz a pressão arterial ao relaxar os vasos sanguíneos para que o coração funcione de forma mais eficiente.

Por outro lado, a ação do anlodipino também gera dilatação das artérias e das arteríolas coronárias. Por isso, aumenta o fornecimento de oxigênio para o miocárdio em pacientes com espasmo das artérias coronárias, como é o caso das pessoas que sofrem com angina.

Em pacientes hipertensos, uma administração diária de anlodipino reduz de forma significativa a pressão arterial.

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Posologia, forma de administração e precauções especiais

Insuficiência renal

O médico pode prescrever o anlodipino na forma de comprimido, que pode ser quebrado na metade. Em adultos com hipertensão ou angina, a dose inicial normalmente é de 5 mg, uma vez ao dia. Além disso, pode ser aumentada até uma dose máxima de 10 mg ao dia.

Para facilitar a adesão ao tratamento, os médicos geralmente aconselham tomá-lo todos os dias na mesma hora. Além disso, na hora de usar o anlodipino há que se considerar uma série de grupos de população como:

Pacientes com insuficiência cardíaca

Em resumo, deve-se tratar com precaução os pacientes com insuficiência cardíaca. Os antagonistas dos canais de cálcio, incluindo o anlodipino, devem ser utilizados com precaução em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, já que podem aumentar o risco de futuros eventos cardiovasculares e de mortalidade.

Insuficiência hepática

Nos pacientes afetados por esta doença, o tempo que o anlodipino demora para ser eliminado se prolonga. Por conseguinte, o tratamento com este fármaco deverá ser iniciado com a dose mais baixa.

No entanto, deve ser usado com precaução, tanto no início do tratamento como quando a dose é aumentada. Em pacientes com insuficiência hepática grave é requerida uma elevação lenta da dose e uma monitorização cuidadosa.

Pacientes com insuficiência renal devem ter cuidado com o anlodipino

Quando existe insuficiência renal, o anlodipino pode ser administrado em doses normais. No entanto, as variações das concentrações no sangue do medicamento não se correlacionam com o grau de afetação renal.

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Efeitos secundários do anlodipino

Comprimidos de anlodipino

Quando se administra o anlodipino, alguns dos efeitos secundários são, por exemplo:

  • Inchaço das mãos, pés, tornozelos ou pernas.
  • Dor de cabeça.
  • Mal-estar e dor de estômago.
  • Enjoos ou náuseas.
  • Sono e cansaço excessivo.

Ademais, alguns efeitos secundários podem chegar a provocar consequências graves para a saúde. Por isso, deve-se procurar um médico caso haja um aumento da frequência ou intensidade de dor no peito.

Também se deve procurar um médico caso a frequência cardíaca seja irregular, tenha batimentos fortes ou desmaios.

Conclusão

Além de tomar medicamentos para controlar a pressão arterial, é necessário fazer mudanças no estilo de vida.

Estas mudanças incluem seguir uma dieta baixa em gordura e sal, manter um peso saudável e fazer exercício ao menos meia hora quase todos os dias. Além disso, é melhor não fumar e consumir álcool com moderação.

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