8 causas de deficiência de magnésio e como solucioná-la

14 de fevereiro de 2017
O magnésio é um mineral fundamental para nosso organismo. Por isso, devemos procurar ingerir produtos que o contenham, assim como evitar os hábitos que nos façam perdê-lo.

O magnésio é um mineral essencial para nossa saúde, já que participa na regulação do sistema nervoso, no relaxamento e contração dos músculos e em mais de 300 reações químicas do corpo.

Há especialistas que sugerem que quase todas as doenças têm a ver com as deficiências desse nutriente.

Além de ser mais necessário para o equilíbrio elétrico do corpo, é um dos mais difíceis de absorver, dado que os rins excretam uma parte significativa.

Portanto, problemas de memória, dificuldades de aprendizagem e constantes câimbras musculares podem ser sinais da diminuição ou falta desse mineral.

Ainda que, no começo, possa parecer algo normal, o mais conveniente é tratar de identificar a causa e iniciar um tratamento oportuno.

Neste artigo então, reunimos 8 motivos pelos quais os níveis de magnésio baixam, e quais os alimentos que o contêm.

1. Pouca ingestão na dieta

Mulher consumindo magnésio com a comida

Uma das causas mais comuns desse tipo de deficiência é o baixo consumo daqueles alimentos que o contêm de forma natural.

Portanto, as dietas desequilibradas, e que se baseiam em alimentos pouco saudáveis, dificultam a absorção dos níveis adequados de magnésio.

2. Problemas intestinais

Doenças que afetam a saúde intestinal e do sistema digestivo são, além de outros motivos, responsáveis  pela diminuição deste mineral.

O magnésio termina se perdendo porque o corpo tem problemas para realizar os processos digestivos e a correta absorção dos nutrientes,

3. Consumo de álcool e laxantes

O álcool dificulta a absorção do magnésio

As toxinas que se acumulam por causa do consumo excessivo de álcool e das alterações que os laxantes causam também impedem uma boa filtração do magnésio.

O álcool altera o funcionamento dos rins e, além disso, também é um dos culpados do esgotamento deste mineral nos tecidos do corpo.

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4. Insuficiência renal

O déficit de magnésio é um dos sinais da insuficiência renal. No entanto, poucas vezes é detectada de forma oportuna, já que os médicos não incluem, geralmente, nos exames, a medição de seus níveis.

No entanto, ter o diagnóstico de qualquer falha no sistema renal indica que é preciso aumentar seu consumo.

5. Alguns medicamentos

Pílulas de magnésio

Medicamentos como o cisplatino e certos antibióticos alteram o funcionamento renal e, portanto, inibem a assimilação de magnésio.

Isso é mais frequente entre os pacientes que estão sob algum tratamento que implica ingeri-los durante um tempo prolongado.

6. Transtornos endócrinos

As doenças endócrinas, como a disfunção da glândula tireoide, da paratireoide e a diabetes também dificultam a absorção deste nutriente.

Suas reações no corpo levam a expulsá-lo em maiores quantidades, o que influi em sua notável diminuição.

7. Esforços físicos exagerados

É claro que o magnésio é um dos minerais essenciais para se ter um bom rendimento físico e mental.

No entanto, quando realizamos esforços de trabalho ou esportivos exagerados, é comum que seus níveis diminuam.

8. Abuso de diuréticos

Uma parte importante do magnésio é eliminada através da urina. Por isso, quando se consomem diuréticos em excesso, podem surgir deficiências importantes.

Aliás, não importa se são diuréticos convencionais ou naturais: seu consumo excessivo pode ser prejudicial para a saúde.

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Como solucionar a deficiência de magnésio?

Magnésio para a saúde

A quantidade diária recomendada de magnésio para os homens é de 350 mg, enquanto que, para as mulheres, é de 330 mg.

Ela pode ser obtida através de suplementos, banhos de sais e loções especiais; no entanto, a melhor forma de obtê-lo é através de alimentos saudáveis que o contenham.

Os que mencionamos a seguir são alguns dos mais recomendados. Cada quantidade equivale ao consumo de 100 g.

  • Cacau ou chocolate amargo: 420 mg
  • Castanhas-do-pará: 410 mg
  • Farinha de soja: 230 mg
  • Amêndoas: 230 mg
  • Castanhas de caju: 180 mg
  • Nozes: 180 mg
  • Avelãs: 180 mg
  • Feijões: 60 mg
  • Pistaches: 160 mg
  • Gengibre: 130 mg
  • Legumes: 120 mg
  • Cereais integrais: 120 mg
  • Sementes de girassol: 420 mg
  • Algas desidratadas: 770 mg
  • Farelo de trigo: 611 mg
  • Caviar: 300 mg
  • Sal comum: 290 mg
  • Orégano seco: 270 mg

Leve em conta que os níveis mencionados são aproximações e podem variar segundo a qualidade do alimento.

Além disso, essa quantidade corresponde a cada 100 gramas, e nem todos podem ser ingeridos a tais níveis.

Portanto, trate de equilibrar sua dieta para incluir vários alimentos que lhe ofereçam quantidades significativas.

E não se esqueça da importância de consultar o médico, porque somente ele dará as orientações para cada caso.

Então, as dicas foram úteis pra você? Sendo assim, continue na nossa página com mais sugestões para a sua saúde e bem-estar.

De Britto Pereira, M., Do Amaral Baruzzi, A. C., & Knobel, E. (1992). HIPOMAGNESEMIA. Revista Brasileira de Medicina. https://doi.org/10.1016/B978-84-9113-208-0/00084-X

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