As 5 piores mentiras que você pode dizer ao seu médico

· 1 de março de 2017
Já que nosso médico busca nos ajudar e não nos julgar, é inútil tentar ocultar informações, já que, assim, só estaremos prejudicando a nós mesmos.

Você está mentindo para o seu médico? Por quê? Acredita que as mentiras não fazem nenhum mal? Quais você acredita que são as piores?

As consultas frequentes com o médico de várias especialidades podem ajudá-lo a prevenir problemas no futuro e a controlar os que você já tem. Os exames de rotina são essenciais para prevenir e combater o avanço de doenças.

Ainda que você não acredite, existem alguns pacientes que preferem dizer alguma mentira ao especialista que cuida de sua saúde. Há casos em que os doentes escondem dores ou situações que põem em risco sua saúde, com medo de serem criticados ou julgados.

Fazem isso sem pensar que podem prejudicar o diagnóstico e até o tratamento de um determinado problema.

Saiba quais são as piores mentiras que você pode dizer a seu médico, porque podem ser perigosas para sua saúde.

1. “Eu me sinto bem”

A primeira das piores mentiras que você pode dizer a seu médico é falar que você está se sentindo bem quando não é bem assim.

Essa frase é muito comum em quem luta contra a depressão e não reconhece que precisa de ajuda. Alguns desses pacientes se sentem tristes e pensam que esse problema não pode ser resolvido por um especialista.

Sentimentos persistentes de culpa, desespero e irritabilidade são alguns dos sintomas da depressão e de problemas hormonais que nem sempre se solucionam por si mesmos.

Essa mentira também é comum entre aquelas pessoas que têm um problema de saúde específico, que requer um tratamento estrito, e não o seguem. Então, ainda que sintam algum incômodo, preferem calá-lo para que seu médico não as repreenda.

É muito importante contar a seu médico qualquer alteração significativa de humor, pensamentos ou comportamentos que afetem a capacidade de funcionar bem em casa ou no trabalho.

Pense que qualquer sintoma pode requerer uma mudança de medicamentos, dieta ou terapia.

Ver também: 5 sinais da depressão que você talvez esteja ignorando

2. “Sigo uma dieta saudável”

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A segunda das piores mentiras que você pode dizer a seu médico se relaciona com seus hábitos alimentares. As pessoas, geralmente, dizem que comem menos e melhor do que na realidade fazem.

Esse é o motivo pelo qual os nutricionistas recomendam escrever um diário alimentar. No entanto, quando um paciente conta esta mentira, também pode alterar seu registro de alimentos ingeridos. O motivo também é evitar uma repreensão do especialista.

Isso poderia parecer uma mentirinha sem importância, mas aumenta o risco de apresentar complicações. Além do mais, pode atrasar ou impedir o objetivo terapêutico desejado, como perder peso ou diminuir os níveis de glicose.

3. “Estou tomando a medicação receitada”

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Essa mentira pode dificultar o controle de doenças crônicas, como a hipertensão, a diabetes e a asma. É muito complicado tomar uma medicação para sempre, mas a ideia de seu médico pode ser você deixar o tratamento gradualmente.

Sabemos que, às vezes, pode ser incômodo lembrar-se de tomar aquele comprimido. Em outros casos, pode ser simplesmente que seja impossível enfrentar os custos dos medicamentos receitados, e você prefere mentir.

Não faça isso. É melhor conversar com seu médico. Ele poderá lhe ajudar a buscar algumas alternativas, como:

  • Utilizar amostras de medicamentos que ele recebe diretamente dos laboratórios.
  • Mudar os medicamentos que agora você toma por outros genéricos e mais econômicos.

4. “Só mantenho relações sexuais com meu marido ou esposa”

A omissão para o médico de uma infidelidade é muito frequente e se apresenta pelo temor de ser julgado pelo especialista.

Lembre-se de que seu médico é uma pessoa em quem você pode confiar completamente. Ele está lá para ajudá-lo, não para prejudicá-lo. Não se esqueça de que tudo o que você lhe disser está sob sigilo profissional.

Nesse caso, existe uma exceção à regra: quando uma pessoa tem uma doença de transmissão sexual e o médico sabe que ele tem relações sexuais sem proteção com outra pessoa que não está ciente disso.

O especialista tem a obrigação, nesse caso, de informar a essa pessoa cuja saúde sofre um grave risco, pois a vida sempre se sobrepõe ao valor do segredo profissional.

No entanto, não se deve esquecer que ser responsável com sua saúde e com a de seu parceiro é vital.

5. “Não bebo” ou “não fumo”

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São muitas as pessoas que dizem que bebem dois ou três copos ou que fumam apenas um cigarro, quando, na realidade, isso não é verdade. Em situações de consumo excessivo, são os familiares que podem ajudar seu médico a determinar um vício.

Antes de ficar com raiva ou negar a situação, analise qual é a realidade. O consumo excessivo de álcool traz repercussões físicas, psicológicas, sociais e morais. O tabaco, por sua vez, pode causar diversos tipos de câncer.

Em ambos os casos, você também pode dificultar o controle de doenças crônicas e de seus tratamentos. Se você é diabético, seus níveis de glicose se manterão em constante mudança.

Além disso, alguns medicamentos perdem seu efeito ou geram reações adversas ao serem combinados com outras substâncias.

Recomendamos ler: O tabaco desconta dias de sua vida

Não minta para seu médico

Ter segredos, omitir sintomas e informações sobre seu estilo de vida pode interferir com o diagnóstico médico.

É essencial que você fale com sinceridade sobre seus hábitos e sobre a forma como vive sua vida. É normal sentir-se fora de seu elemento e com vergonha de abordar certos assuntos. Talvez você tenha medo de ser criticado e julgado, mas o médico está lá para ajudá-lo.

Certamente você não quer sofrer alguma reação alérgica ou problemas médicos maiores apenas por falta de sinceridade.

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