5 perguntas sobre medicamentos genéricos

· 5 de maio de 2019
Os medicamentos genéricos apesar dos mitos sobre sua eficácia e segurança, têm demonstrado que são tão válidos quanto os remédios de marca conhecidos.  

Embora ao longo do artigo respondamos a mais perguntas sobre os medicamentos genéricos, devemos começar por saber o que são exatamente.

A definição de um medicamento genérico é: “qualquer medicamento que tenha a mesma composição qualitativa ou quantitativa em ingredientes ativos, e a mesma forma farmacêutica que um medicamento original ou de referência”.

Falemos sobre os medicamentos genéricos

Muitas pessoas têm dúvidas sobre os medicamentos genéricos.

Na rotulagem de medicamentos genéricos deve-se colocar a sigla EFG. Significa: Equivalente Farmacêutico Genérico; isso permite distingui-los.

Apesar de serem prescritos por lei em vez dos remédios de marca no Brasil desde 1999, os medicamentos genéricos ainda estão cercados por muita controvérsia, e alguns mitos que vamos explicar mais tarde.

Os medicamentos genéricos foram introduzidos no Brasil em 1999. O objetivo é economizar custos, mantendo a eficácia e a segurança dos medicamentos de marca.

A seguir, resolvemos 5 perguntas frequentes sobre os medicamentos genéricos.

  • Qual é a diferença entre um medicamento genérico e um medicamento de marca?
  • A qualidade dos medicamentos genéricos é a mesma dos medicamentos de marca?
  • Os medicamentos genéricos são realmente mais baratos?
  • Quais são as vantagens em comparação com os medicamentos de referência?
  • É verdade que os medicamentos genéricos contêm até 20% menos de substância ativa?

1. Qual é a diferença entre um medicamento genérico e um medicamento de marca?

A principal diferença que podemos encontrar é a aparência desses medicamentos em relação às marcas mais conhecidas. No entanto, isso não implica que o potencial dos medicamentos genéricos varie, como é comumente acreditado.

Outra diferença que podemos encontrar é o nome do remédio. O genérico será nomeado de acordo com o princípio ativo que ele contém. Um exemplo disso é encontrado no paracetamol.

Nas farmácias, podemos encontrar um medicamento chamado paracetamol. Isso corresponde ao medicamento genérico. Ou podemos encontrar, por exemplo, Gelocatil, que é o nome comercial de um medicamento que contém paracetamol como ingrediente ativo.

Fórmula química do paracetamol.Um dos genéricos mais utilizados.

No entanto, os genéricos não podem ser comercializados até que a patente do medicamento original tenha expirado.

Além disso, deve ser autorizado pelo Ministério da Saúde.

2. A qualidade dos medicamentos genéricos é igual à dos medicamentos de marca?

Sim, a qualidade é a mesma. As principais diferenças são as que temos visto, e não têm nada a ver com a eficácia do medicamento.

Que a qualidade é a mesma é garantida, uma vez que ambos os medicamentos genéricos e de marca estão sujeitos aos mesmos processos de controle. Além disso, ambos devem ser autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Produtos de Saúde (ANVISA).Eles também podem ser autorizados pela Agência Brasileira de Medicamentos (EBM).

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3. Os medicamentos genéricos são realmente mais baratos?

O Ministério da Saúde é a autoridade competente para estabelecer o preço máximo desses medicamentos. Garante que o preço é consideravelmente inferior ao da referência original.

Portanto, podemos afirmar com segurança que os genéricos são mais baratos que os fármacos de marca. Isso ocorre porque eles não exigem o reembolso de custos de pesquisa. Mas, como já sabemos, embora sejam mais baratos não significa que tenham menos qualidade, já que esta é a mesma em ambos.

4. Quais são as vantagens em comparação com os medicamentos de referência?

Os medicamentos genéricos significam um custo menor para a venda ao público da indústria

Com base na pergunta anterior, podemos dizer que a principal vantagem dessas drogas é a economia do preço final de venda ao público. Essa economia pode ser de até 60% em comparação com o preço da medicação original.

Essa diferença de preço deve-se ao fato de que os genéricos não repercutem nos investimentos feitos por cada empresa farmacêutica, para descobrir um novo medicamento.

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5. É verdade que os medicamentos genéricos contêm até 20% menos de substância ativa?

Não, não é verdade. Não há 20% de variabilidade na eficácia da medicação ou no conteúdo real do princípio ativo. É verdade que pode haver uma variação de 20% no que se refere à absorção.

No entanto, essa variação ocorre com qualquer medicação, seja ela genérica ou não. Isso ocorre porque, quando estudos de biodisponibilidade são feitos, é sempre admitido que esta varie em 20%. Isto corresponde à variabilidade farmacocinética individual de qualquer medicação.

Isso significa que, embora a quantidade total de ingrediente ativo seja exatamente a mesma, a absorção pode variar. E, é justamente isso, que é levado em conta em todos os estudos anteriores à comercialização de genéricos.

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