5 ervas medicinais para tratar a depressão

05 Outubro, 2020
As ervas medicinais não são um tratamento de primeira linha para a depressão. No entanto, alguns estudos sugerem que podem ajudar a melhorar o humor em casos leves ou moderados.

De acordo com a sabedoria popular, desde os tempos antigos, as ervas medicinais têm sido usadas para tratar a depressão, ou melhor, para contribuir para o alívio do mal-estar emocional e das tensões.

Embora não substituam o tratamento médico, seu uso parece melhorar o humor de algumas pessoas, pois ajudam a relaxar o corpo e conciliar o sono.

5 ervas medicinais para aliviar a depressão

A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou vários medicamentos para combater a depressão nos últimos anos. No entanto, eles não são necessários em todos os casos. Portanto, em primeiro lugar, a prioridade deve ser a consulta médica.

No entanto, existem ervas medicinais cujas propriedades podem ajudar a aliviar os sintomas da depressão. Embora não sejam um tratamento de primeira linha, alguns estudos defendem seu uso como adjuvantes para melhorar o repouso e o humor.

Além disso, cuidado! Apesar de serem produtos naturais, não estão isentos de causar interações e efeitos colaterais. Inclusive, são contraindicados em alguns casos. Portanto, antes de experimentar uma opção ou outra, você deve conhecer todas as informações a respeito.

Sabendo disso, vamos ver a seguir quais são as ervas medicinais indicadas para tratar a depressão ou, melhor, maximizar o bem-estar em geral. Use-as com cautela, seguindo as recomendações de consumo.

1. Hipérico (erva-de-São-João)

tratar a depressão

Dentro da gama das ervas medicinais, o hipérico ou a erva-de-São-João é indicada para o tratamento natural da depressão. Algumas pesquisas demonstram sua efetividade também para tratar a ansiedade.

Aparentemente, seu consumo ajuda a aumentar a liberação de serotonina, uma substância química associada ao bem-estar. Em uma revisão sistemática publicada em Cochrane, descobriu-se que poderia ajudar com depressão leve ou moderada.

Mas só deve ser usada em tratamentos completamente naturais. Ou seja, não deve ser combinada com nenhum outro medicamento antidepressivo ao mesmo tempo.

Ingredientes

  • 1 xícara de água (250 g)
  • 1 colher de sopa de hipérico (5 g)

Como usar?

  • Coloque a água no fogo e, quando ferver, adicione o hipérico e deixe em infusão durante 5 minutos antes de consumir.
  • Tome 3 vezes ao dia.

Lembre-se de que seus efeitos podem demorar até 3 semanas para aparecer, quase tanto tempo quanto os antidepressivos químicos.

2. Papoula

A papoula também é uma das ervas medicinais que você pode ter em casa para tratar a depressão.

Graças ao seu teor de alcaloides, seu princípio ativo, é muito adequada para aliviar a ansiedade e as depressões moderadas, de acordo com um estudo de Biochemistry Research International.

Nota: Seu consumo deve ser evitado em caso de gravidez e durante a amamentação.

Leia também: Ervas medicinais que nos dão energia

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de flores de papoula (10 g)
  • 1 xícara de água (250 ml)

Como usar?

  • Prepare-a em forma de infusão e deixe que se concentre durante 10 minutos.
  • Você pode tomá-la 3 vezes ao dia, considerando que também é um dos tratamentos com efeitos relativamente tardios.

 3. Angélica

tratar a depressão

A angélica pertence ao rol das ervas medicinais para tratar a depressão. De fato, um estudo publicado em Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine fala sobre seus efeitos antidepressivos.

Isso se deve ao fato de que conta com propriedades sedativas, úteis para aliviar os sintomas de ansiedade, insônia e, inclusive, falta de apetite como produto da depressão.

  • Só pode ser usada por pessoas maiores de 6 anos devido aos máximos efeitos de seu princípio ativo.
  • Não se deve expor a planta à pele, já que costuma provocar dermatite.

Ingredientes

  • 1 colher de chá de flores de angélica (5 g)
  • 1 xícara de água (250 ml)

Como usar?

  • Prepare a infusão de angélica com uma colher de chá de suas flores para cada xícara de água fervente e deixe repousar durante 5 minutos.
  • Consuma 3 vezes por dia antes das refeições. Você verá as mudanças depois de uma semana que começar a tomar.

4. Valeriana, a mais popular das ervas medicinais para tratar a depressão

A valeriana é uma das ervas medicinais mais populares para o tratamento da depressão.

No início de sua descoberta, a valeriana era mais usada devido ao seu efeito espasmolítico. Entretanto, com a constância de seu uso, foi possível apreciar as qualidades que tinha como sedativa. Assim, hoje em dia é usada em tratamentos para combater a insônia e aliviar a depressão.

Além disso, um estudo publicado em Journal of Traditional and Complementary Medicine sugere que pode ser eficaz contra os sintomas emocionais da síndrome pré-menstrual.

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de valeriana (10 g)
  • 1 xícara de água (250 ml)

Como usar?

Para preparar a infusão, leve em consideração que você precisa ter a planta e a sua raiz, pois é a raiz que contém a maioria de seus benefícios para a depressão.

  • Adicione uma colher de sopa para cada xícara de água fervente e deixe repousar durante 15 minutos.
  • O ideal é tomá-la 3 vezes ao dia e ter paciência para que em vários dias o efeito seja o indicado.

5. Ginseng

O ginseng é um estimulante natural que pode ajudar a combater a depressão. Essa erva medicinal exerce um efeito tônico no cérebro, ajuda a canalizar o relaxamento e, como consequência, desvia as sensações de ansiedade, depressão e perda de apetite.

Uma pesquisa publicada em Journal of Ginseng Research indica que esta planta pode ser um coadjuvante para amenizar a depressão derivada do estresse e da ansiedade constantes.

Leia também: Remédios naturais e eficazes para crianças sem apetite

Dentre os possíveis efeitos colaterais que dessa erva, se encontram o nervosismo e a hipertensão, mas normalmente só aparecem se excedermos a dose recomendada.

Ingredientes

  • ¼ colher de chá de ginseng (1,2 g)
  • 1 xícara de água (250 ml)

Como usar?

Ervas medicinais para aliviar a depressão: conclusões

Em conclusão, existem ervas medicinais que podem ajudar a reduzir os sintomas da depressão. Contudo, para que sejam mais úteis, é necessário modificar seu estilo de vida, sair, praticar esportes e cuidar do sono e da alimentação.

Por fim, lembre-se de que o ideal é consultar um psicólogo ou profissional de saúde. Nenhum suplemento de ervas deve ser considerado um substituto para o tratamento médico. Tenha isso em mente!

  • Yeung, K. S., Hernandez, M., Mao, J. J., Haviland, I., & Gubili, J. (2018). Herbal medicine for depression and anxiety: A systematic review with assessment of potential psycho-oncologic relevance. Phytotherapy Research. https://doi.org/10.1002/ptr.6033
  • Lakhan SE, Vieira KF. Nutritional and herbal supplements for anxiety and anxiety-related disorders: systematic review. Nutr J. 2010;9:42. Published 2010 Oct 7. doi:10.1186/1475-2891-9-42
  • Linde, K., Berner, M. M., & Kriston, L. (2008). St John’s wort for major depression. Cochrane Database of Systematic Reviews. https://doi.org/10.1002/14651858.CD000448.pub3
  • Fedurco M, Gregorová J, Šebrlová K, et al. Modulatory Effects of Eschscholzia californica Alkaloids on Recombinant GABAA Receptors. Biochem Res Int. 2015;2015:617620. doi:10.1155/2015/617620
  • Shen, J., Zhang, J., Deng, M., Liu, Y., Hu, Y., & Zhang, L. (2016). The Antidepressant Effect of Angelica sinensis Extracts on Chronic Unpredictable Mild Stress-Induced Depression Is Mediated via the Upregulation of the BDNF Signaling Pathway in Rats. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine. https://doi.org/10.1155/2016/7434692
  • Behboodi Moghadam Z, Rezaei E, Shirood Gholami R, Kheirkhah M, Haghani H. The effect of Valerian root extract on the severity of pre menstrual syndrome symptoms. J Tradit Complement Med. 2016;6(3):309–315. Published 2016 Jan 19. doi:10.1016/j.jtcme.2015.09.001
  • Lee S, Rhee DK. Efectos del ginseng sobre la depresión relacionada con el estrés, la ansiedad y el eje hipotalámico-pituitario-adrenal. J Ginseng Res . 2017; 41 (4): 589–594. doi: 10.1016 / j.jgr.2017.01.010