4 dicas para evitar que seu filho chupe o dedo

Uma criança que entre os 3 e 4 anos continua chupando o dedo é um mau hábito que merece atenção e deve ser tratado. Basta oferecer mais amor e ter paciência.
4 dicas para evitar que seu filho chupe o dedo

Última atualização: 05 Janeiro, 2021

Com frequência os pais se preocupam quando veem seus filhos pequenos colocando os dedos na boca, pois sabem que esse hábito pode ser causa de sérios problemas para a saúde bucal, por exemplo. Diante disso, os pais buscam diferentes métodos para evitar que o filho chupe o dedo.

Chupar o dedo é uma ação normal. Muitas crianças o praticam desde cedo e, é curioso saber que muitos fetos foram observados em ultrassonografias sugando o polegar.

Dedo ou chupeta?

O reflexo de sucção é natural no bebê. Ele precisa desse reflexo para sobreviver. A sucção sacia a fome e produz calma e tranquilidade. Um bebê que está mamando talvez não recorra ao dedo e não precise de chupeta. Ele tem o peito da mãe para se alimentar e se tranquilizar.

Porém, é normal que um bebê comece a introduzir um ou mais dedos na boca a partir dos 2 a 6 meses. É uma das formas que ele tem de se acalmar e é um gesto que faz parte das primeiras etapas de desenvolvimento.

Quando os pais observam esse comportamento, muitos deles decidem que é melhor recorrer à chupeta antes que o pequeno adquira o hábito de chupar o dedo.

Eles costumam argumentar que, quando chegar a hora, será mais fácil tirar a chupeta do bebê do que o hábito de chupar o dedo.

Porém, as consequências do uso da chupeta ou de chupar o dedo depois dos 2 anos de idade são praticamente as mesmas:

  • Má formação na arcada dentária.
  • Problemas na pronúncia.
  • Podem esconder transtornos emocionais mais severos.

Como evitar que seu filho chupe o dedo?

Assim como é normal que um bebê comece a colocar os dedos (e tudo o que está entre seus dedos) na boca, também é frequente que supere essa etapa depois dos 2 anos.  Portanto, não há nada com que se preocupar. No entanto, você pode tentar tomar medidas para acelerar esse processo, se isso te proporcionar mais paz de espírito.

Quando a criança completa 3 ou 4 anos e com frequência chupa um de seus dedos, é preciso observá-la e prestar atenção às razões que motivam a manutenção dessa conduta. Dessa maneira, será mais fácil encontrar as melhores soluções para evitar que seu filho chupe o dedo e para cuidar de sua arcada dentária.

Contudo, é necessário entender que nem todas as crianças são iguais e que cada uma tem seu ritmo. Portanto, um bom indicador de que é necessário tomar medidas, é quando já tiverem saído os dentes incisivos e os caninos.

Se além disso você começa a perceber que os dentes estão se separando para deixar espaço para o dedo, o momento de interferir terá chegado. A seguir, confira 4 recomendações fundamentais.

1. Identifique a causa e ofereça opções

Se seu filho chupar o dedo para conciliar o sono, ajude-o na hora de dormir. Acompanhe-o enquanto ele dorme. Conte uma história para ele. Ofereça a ele um urso ou boneco favorito como alternativa ao dedo.

Se ele chupa o dedo quando está estressado ou ansioso, talvez só precise que você passe um tempo com ele converse um pouco. Talvez precise que você o abrace e ofereça consolo para que ele possa encontrar a tranquilidade e vencer o medo que o perturba.

Se em contrapartida, seu filho recorre ao dedo quando está aborrecido, é hora de aplicar a criatividade e oferecer distrações. Iniciar um jogo, fazer um artesanato, dar um passeio, pode ser o que seu filho esteja te pedindo quando coloca o dedo na boca.

2. Explique as consequências

Às vezes, recorre-se a remédios caseiros ou consultas com especialistas antes de simplesmente sentar e conversar com a criança. Ofereça a ela uma explicação simples para por que não é conveniente continuar chupando o dedo.

Você vai se surpreender com a capacidade que as crianças têm de entender as explicações que lhes damos e agir de acordo com elas. Explique à criança que seus dentes podem sofrer deformações, que ela já não é mais um bebê e que chegou o momento de parar de chupar o dedo.

Evite ridicularizá-la em frente a outras pessoas, menos ainda gritar com ela ou castigá-la quando a vir com o dedo na boca. Talvez ela pare de chupar o dedo na sua frente, mas continue fazendo isso escondida. É muito melhor dar um reforço positivo sempre que ela conseguir superar as causas (sono, ansiedade, aborrecimento) pelas quais chupa o dedo.

3. Cubra o dedo

Talvez você considere necessário aplicar uma medida mais contundente para evitar que a criança chupe o dedo. É provável no dedo de seu filho tenha se formado um calo devido à sucção. Cubra o calo com um esparadrapo e explique ao seu filho que é necessário curar esse calo que se formou.

O esparadrapo deve estar bem colado mas não muito apertado. É necessário que seu filho não consiga tirar sozinho. Troque-o duas vezes por dia, deixe-o durante o dia e à noite por uns 15 dias.

Se a criança insistir em colocar o dedo na boca, será desagradável sentir o sabor e a textura do esparadrapo. Muitas mães também colocam vinagre ou limão no dedo. Avalie se isso funciona para vocês.

Depois de duas semanas, analise se foi possível evitar que a criança colocasse o dedo na boca. Você buscou minimizar as causas que motivam esse hábito? É muito provável que ela já consiga mudar a conduta.

4. Procure um especialista

Se nenhuma das opções que te demos para evitar que seu filho chupe o dedo tiver funcionado, com certeza terá chegado a hora de recorrer a um especialista. Um ortodontista poderá projetar um dispositivo que impeça a criança de colocar o dedo na boca.

Mas se a frequência e a intensidade do hábito for desproporcional e incontrolável, será necessário consultar um psicólogo. Uma sucção constante do dedo pode esconder um transtorno mais profundo ou um problema muito maior.

Pode interessar a você...
Como se produz o leite materno?
Melhor Com SaúdeLeia em Melhor Com Saúde
Como se produz o leite materno?

Uma vez que a produção de leite materno pode ser alterada por problemas físicos e psicológicos, é essencial ter acompanhamento médico para resolver quaisquer complicações.



  • Ellingson, S. A., Miltenberger, R. G., Stricker, J. M., Garlinghouse, M. A., Roberts, J., Galensky, T. L., & Rapp, J. T. (2000). Analysis and treatment of finger sucking. J Appl Behav Anal. https://doi.org/10.1901/jaba.2000.33-41
  • Stricker, J. M., Miltenberger, R. G., Anderson, C. F., Tulloch, H. E., & Deaver, C. M. (2002). A functional analysis of finger sucking in children. Behavior Modification. https://doi.org/10.1177/0145445502026003008
  • Pădure, H., Negru, A. R., & Stanciu, D. (2012). The class II/1 anomaly of hereditary etiology vs. thumb-sucking etiology. Journal of Medicine and Life.