Transtorno neurocognitivo maior    

14 de maio de 2019
O transtorno neurocognitivo, como conceito genérico, costuma afetar a memória, a percepção ou a resolução de problemas. Não existe uma cura para esta doença, mas os sintomas podem ser tratados.     

O transtorno neurocognitivo maior é uma doença na qual são afetadas as funções cerebrais superiores como consequência de danos neuronais. Com o tempo, o paciente terá sua autonomia afetada mesmo nas atividades mais cotidianas.

Os transtornos neurocognitivos, como conceito genérico, geralmente afetam a memória, a percepção ou a resolução de problemas. Ou seja, para as chamadas funções neurocognitivas.

Os distúrbios neurocognitivos mais diretos incluem amnésia, demência e delírio. O transtorno neurocognitivo maior, em particular, afeta pessoas mais velhas, geralmente acima de 60 anos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, existem aproximadamente 4,7 milhões de casos no mundo.

Transtorno neurocognitivo maior

Sintomas e estágios

Sempre consulte o médico para para obter o diagnóstico certo

Quando se trata de um transtorno neurocognitivo maior, os principais sintomas se manifestam através de afecções em diferentes áreas da função mental. O paciente experimenta um processo degenerativo em sua autonomia e capacidade de realizar atividades. Destacam-se os seguintes:

  • O comportamento emocional ou personalidade do paciente.
  • A linguagem e a percepção
  • A memória, o pensamento ou o juízo.

Além disso, há vários sintomas relacionados ao transtorno que o paciente pode sofrer. Estas são as alucinações, a depressão, a agressividade ou os delírios. No processo evolutivo do transtorno neurocognitivo maior, podem ser diferenciados três estágios, o que descreveremos a seguir.

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Estágio inicial da doença

Os primeiros sintomas consistem em leves e graduais manifestações. Acima de tudo, o paciente experimenta esquecimentos não muito frequentes, e episódios de desorientação no tempo ou no espaço.

Fase intermediária do transtorno neurocognitivo maior

Conforme a doença se desenvolve, as manifestações se tornarão mais evidentes. O paciente começa a precisar de ajuda mesmo para realizar atividades habituais, como por exemplo lavar-se, realizar compras, ou pagamento de contas.

Além disso, o esquecimento torna-se mais sério e frequente, bem como podem ficar desorientados em sua própria, casa com episódios leves de amnésia. Dificuldades na comunicação também podem ser experimentadas.

Estágio avançado

No estágio mais avançado do transtorno neurocognitivo maior, à medida que ocorre um progressivo agravamento, o paciente sofre cada vez mais dificuldade nas realizações das atividades. Inclusive pode até experimentar um comportamento agressivo. No final, podem ocorrer uma dependência e inatividade total.

O Alzheimer como forma de transtorno neurocognitivo maior

O Alzheimer como forma de transtorno neurocognitivo maior

O Alzheimer é a forma mais comum de demência. De fato, esta doença aparece em 60-80% dos casos em que o transtorno neurocognitivo maior é diagnosticado. Atualmente não há cura direta para a doença de Alzheimer, assim como não há para o transtorno neurocognitivo maior.

Sim, há uma série de tratamentos focados nos sintomas, para que eles melhorem a qualidade de vida do paciente. Além disso, esses tratamentos podem retardar o desenvolvimento da doença. Até hoje, a doença de Alzheimer é uma das prioridades da pesquisa biomédica.

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Tratamento do transtorno neurocognitivo maior

Deve ser lembrado que o transtorno neurocognitivo maior, até hoje, não tem cura. O desenvolvimento progressivo da doença é inevitável. O tratamento é focado na melhoria da qualidade de vida do paciente.

Em primeiro lugar, deve-se mencionar a importância do trabalho em equipe de enfermagem, médicos e assistentes sociais, pelo fato de ser esta é uma desordem multifatorial.

No tratamento desse transtorno é fundamental o papel do cuidador principal, pois é ele quem controla a evolução da doença. É muito importante evitar complicações, aderir aos tratamentos, e monitorar os efeitos colaterais dos medicamentos.

O apoio da família será essencial, de forma que o paciente esteja sempre acompanhado. Além disso, as terapias ocupacionais e redes de apoio podem ajudar muito o paciente.

Em muitos casos é interessante prevenir certas causas secundárias da doença, como a hipertensão, o colesterol ou a obesidade. A ideia é agir contra os fatores de risco que possam predispor a doença.

Em conclusão, há uma série de tratamentos usados ​​para certos sintomas, que podem estar associados ao transtorno cognitivo maior. Esses sintomas são as alucinações, os delírios, a depressão ou a agressividade, entre outros. Os medicamentos usados ​​nesses casos são antipsicóticos, antidepressivos e anticonvulsivantes.