Tal David Ben-Shahar, professor de psicologia em Harvard, revela o segredo da felicidade
Muitas vezes pensamos na felicidade como algo inatingível. Uma sensação passageira que escapa por entre os dedos como areia. Algo que ansiamos, mas que nunca se materializa completamente. No entanto, a felicidade, segundo Tal David Ben-Shahar, especialista em psicologia positiva, consiste em “focar em aproveitar a jornada”.
Para este professor de Harvard e autor de vários best-sellers sobre o assunto, a felicidade não é algo que buscamos, mas sim um sentimento pelo qual trabalhamos. Com o mesmo amor com que nos esforçamos para aperfeiçoar uma habilidade, devemos nos esforçar para apreciar e cultivar a felicidade em nossas vidas. Sempre há algo pelo qual ser grato e feliz.
Para apreciar a felicidade, devemos aproveitar a jornada
Muitos acreditam que a felicidade é um estado de realização que eventualmente alcançarão quando tudo o que desejam se realizar. Mas, segundo o professor Tal David Ben-Shahar, o primeiro passo para a felicidade é aceitar que nem sempre seremos felizes. A vida é cheia de altos e baixos, mas, apesar dos obstáculos, é nossa escolha valorizar o presente.
Tanto Ben-Shahar quanto a psicóloga Sonja Lyubomirsky concordam que 50% da nossa felicidade é determinada pela nossa genética. Os 40% restantes dependem de escolhas pessoais e os 10% restantes estão ligados ao nosso ambiente e às situações externas. Portanto, quase metade da nossa felicidade está em nossas mãos.
Segundo o especialista, “há evidências científicas que mostram que, quando valorizo meu parceiro, quando valorizo meu trabalho, quando valorizo minha vida, as coisas boas da minha vida aumentam de valor e eu as possuo em maior quantidade”. Cultivar a gratidão nos ajuda a melhorar nossa atitude em relação à vida e a nos tornarmos conscientes de nossas oportunidades e bênçãos.
Os “três R’s da mudança” de Tal Ben-Shahar para trabalhar pela felicidade
Em uma conversa recente com a plataforma de conferências Mentes Expertas, Tal David Ben-Shahar enfatizou que a felicidade deve ser trabalhada todos os dias e não vista como algo inatingível. Para isso, ele recomendou praticar os “três Rs da mudança” diariamente, o que ajudará você a reconhecer a força que existe dentro de você e o quanto você tem a agradecer.
1. Lembre-se
Algo tão simples como manter um diário de gratidão e anotar cinco coisas pelas quais você é grato todas as noites é uma ótima maneira de alcançar esse primeiro ponto. Lembrar que você tem um teto sobre a cabeça, comida no prato, um emprego estável e pessoas queridas que o amam são ótimos motivos para ser feliz.
Precisamos nos lembrar das coisas importantes. A maioria das pessoas, na maior parte do tempo, toma como certas todas as coisas boas da vida.
2. Repita
Anotar as coisas boas que acontecem com você uma vez por mês não fortalecerá sua felicidade e gratidão. Nas palavras do especialista: ” Não basta fazer isso uma ou duas vezes. Você precisa se lembrar disso toda semana, todos os dias. Repita o que realmente importa.” Assim, você cultivará o hábito de identificar todas as coisas boas da sua vida.
3. Ritualize
“Em termos científicos, um ritual é um comportamento que cria caminhos neurais profundamente enraizados em nosso cérebro”, explica o professor Ben Shahar.
Ou seja, quando repetimos certas ações intencionalmente (como escrever algo pelo qual devemos ser gratos todos os dias), elas se tornam parte da nossa rotina e moldam a maneira como pensamos e sentimos. Portanto, ao praticar a gratidão todos os dias, ajudamos nosso cérebro a se concentrar no positivo e a melhorar nosso bem-estar emocional.
Lembre-se de que a felicidade é como uma borboleta: é difícil pegá-la se você a perseguir o tempo todo, mas se você parar para apreciar todas as coisas boas que acontecem com você, é mais provável que ela pouse em você. Como sugere Tal David Ben Shahar: “Quando aprendemos a valorizar e saborear as coisas boas da vida, nos tornamos mais felizes, saudáveis e bem-sucedidos.”
Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.







