Rasagilina: apresentação e indicações

07 Dezembro, 2019
Hoje em dia se desconhecem os mecanismos precisos de ação da rasagilina. Acredita-se que seus efeitos possam estar relacionados à sua atividade inibitória da MAO-B, o que causaria um aumento nos níveis extracelulares de dopamina.   

A Rasagilina é um medicamento que pertence à família de inibidores irreversíveis da enzima monoamina oxidase (MAO). Pode ser utilizado sozinho ou como terapia adjuvante para o tratamento de Parkinson. Quando a doença já está mais avançada, é usada em combinação com outros medicamentos.

Em primeiro lugar, embora vejamos mais adiante e com mais detalhes, observe que a Rasagilina é seletiva da MAO tipo B versus tipo A. Por isso, causa um aumento das substâncias naturais do cérebro, como as monoaminas.

Por outro lado, a apresentação deste medicamento pode ser na forma de comprimidos para serem administrados por via oral. A dosagem é geralmente uma vez ao dia, com ou sem alimentos.

A Rasagilina tem melhores propriedades neuroprotetoras do que outros medicamentos usados para a mesma indicação, como a selegilina. A razão para isso é que o último medicamento é metabolizado em uma substância tóxica, e a Rasagilina não.

O que é a doença de Parkinson? 

rasagilina para parkinson

A doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que afeta o sistema nervoso. Está presente na segunda doença mais prevalente, depois da doença de Alzheimer, e pertence aos chamados transtorno do movimento.

É uma doença que se caracteriza pela perda de neurônios na substância negra, uma estrutura encontrada na parte média do cérebro. Quando a substância negra é perdida, os níveis de dopamina diminuem consideravelmente. A dopamina é um neurotransmissor necessário para a transmissão de informações do cérebro para o resto do corpo, para a realização de movimentos.

Dessa forma, por não ter dopamina suficiente, que é uma das monoaminas do cérebro, essa transmissão é afetada e, junto com ela, o controle do paciente sobre os movimentos. Tudo isso desencadeia uma série de sintomas motores, como tremor em repouso, ou rigidez.

Qual é a causa do Parkinson? 

Embora sejam conhecidos uma série de fatores que favorecem o desenvolvimento desse transtorno, a causa exata que o desencadeia ainda não é conhecida. Assim, entre os fatores contribuintes, podemos citar o seguinte:

  • Idade: é um claro fator de risco. Por exemplo, a doença geralmente começa entre 50 e 60 anos. Agora, se ocorrer antes dos 50 anos, a doença é conhecida como Parkinson de início precoce.
  • Genética: 90% dos casos de Parkinson não estão relacionados à uma alteração genética. No entanto, existem de 15 a 25% dos pacientes que têm um membro da família que o desenvolveu.
  • Fatores ambientais: o consumo continuado de água de poço ou a exposição à pesticidas e herbicidas podem ser fatores de risco para o desenvolvimento desta doença.

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Como a Rasagilina exerce seu efeito no organismo? 

Rasagilina para os neurônios

A Rasagilina, como vimos, é um medicamento que inibe a monoamina oxidase B. Essa enzima é encontrada nas mitocôndrias das células nos terminais nervosos de todo o corpo, especialmente no cérebro, fígado, e mucosa intestinal.

Primeiramente, a MAO regula a degradação de catecolaminas, como dopamina e serotonina do sistema nervoso central e dos tecidos periféricos. Por exemplo, no cérebro, a MAO predominante é o tipo B.

Hoje em dia, os mecanismos precisos de ação deste medicamento são desconhecidos. Porém, acredita-se que seus efeitos possam estar relacionados à sua atividade inibitória da MAO-B. Certamente, isso causaria um aumento nos níveis extracelulares de dopamina.

Por outro lado, o aumento das concentrações de dopamina e, consequentemente, o aumento da atividade dopaminérgica, provavelmente serão responsáveis pelos efeitos benéficos da Rasagilina observados nos modelos de disfunção motora dopaminérgica.

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Conclusão sobre a Rasagilina 

Em conclusão, a Rasagilina é um medicamento usado para tratar o mal de Parkinson. Se apresenta na forma de comprimidos para administração oral. Geralmente, é recomendável tomá-la sempre na mesma hora, com ou sem alimentos.

Finalmente, sempre siga as instruções do médico, e consulte com ele qualquer coisa que não entenda. Você não deve diminuir a dose ou a frequência de administração por conta própria. O uso indevido deste medicamento pode ter sérias consequências para a saúde do paciente.

  • Linazasoro, G. (2008). Rasagilina en la enfermedad de Parkinson. Neurologia.
  • Pagonabarraga, J., & Kulisevsky, J. (2010). Rasagilina: Eficacia y protección en la enfermedad de Parkinson. Revista de Neurologia.
  • Pagonabarraga, J., & Rodríguez-Oroz, M. C. (2013). Rasagilina en monoterapia en pacientes en fases tempranas de la enfermedad de Parkinson y en terapia combinada y coadyuvante a levodopa en fases moderada y avanzada. Revista de Neurologia.