Prolopa: para que serve?

04 Outubro, 2020
Prolopa é uma combinação de levodopa e benserazida. É um medicamento usado no tratamento da doença de Parkinson com resultados eficientes no controle dos sintomas.

Prolopa é um medicamento usado no tratamento da doença de Parkinson. É composto por dois princípios ativos, 200 miligramas de levodopa e 50 miligramas de benserazida. A apresentação é em forma de comprimidos ranurados em forma de cruz, oferecendo ao paciente a possibilidade de obter quatro doses.

Como funciona o Prolopa e para que serve?

A levodopa é uma substância precursora da dopamina, que é usada porque a dopamina, sozinha, não pode atingir o cérebro. No entanto, a levodopa pode atingir a área cerebral, e é ali que se converte em dopamina e aumenta os níveis dessa substância no cérebro.

A levodopa é o ingrediente ativo mais eficaz no tratamento de sintomas relacionados ao movimento e rigidez na doença de Parkinson.

Se alguém estiver fazendo tratamento com Prolopa, não deve deixar de tomá-lo repentinamente, pois podem ocorrer reações adversas como febre, rigidez muscular e confusão.

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Por que a levodopa é combinada?

A Prolopa é uma combinação de 2 drogas
O tratamento da doença de Parkinson tem sua expressão máxima na levodopa.

Se a levodopa fosse administrada sozinha, ela seria extensivamente metabolizada antes de atingir o cérebro. Por esse motivo, é combinada com outros ingredientes ativos, como carbidopa e benserazida.

Esses ingredientes ativos fazem com que uma quantidade suficiente de levodopa chegue ao cérebro, melhorando sua eficácia e reduzindo seus possíveis efeitos colaterais.

A combinação presente na composição do Prolopa está na proporção de 4:1 dos dois ativos. Dessa maneira, é conseguido um efeito praticamente idêntico ao obtido com altas doses de levodopa, mas com uma melhor tolerância.

Em geral, todos os sintomas da doença de Parkinson melhoram significativamente depois de um tempo após o tratamento com este medicamento.

Como o Prolopa deve ser administrado?

Prolopa é um medicamento que é tomado por via oral 30 minutos antes das refeições ou 2 horas depois. Se você sentir desconforto no estômago, pode tomá-lo junto com a comida, embora seja preciso ter cuidado para que o alimento não seja rico em proteínas.

A precaução de evitar tomar este medicamento juntamente com alimentos ricos em proteínas é porque eles podem diminuir a absorção da levodopa.

Os comprimidos de Prolopa são liberados gradualmente, proporcionando uma ação duradoura. Enquanto você tiver que tomar este medicamento, tenha cuidado ao dirigir, pois ele pode afetar os reflexos.

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Dosagem de Prolopa

A dose diária de Prolopa é definida individualmente, e sempre será decidida pelo médico que acompanha o caso. No entanto, em geral, as doses mais comuns são as seguintes:

Tratamento inicial

Geralmente, ao princípio, a dose indicada é de meio comprimido três vezes ao dia, aumentando a dose diária em meio comprimido por semana, até atingir a dose efetiva em cada paciente. Quando o paciente pode ser monitorado de perto, a dose pode ser aumentada mais rapidamente e pode ser administrado um comprimido por semana em vez da metade.

Assim, a dose efetiva leva menos tempo para ser alcançada. Esta dose eficaz é entre 2 e 4 comprimidos por dia divididos em três ou quatro doses.

Imagens cerebrais
Como a dopamina não consegue atingir o cérebro sozinha, a levodopa é usada como medicamento.

Dose de manutenção

De qualquer forma, a dose diária deve ser dividida em três partes, pelo menos. No entanto, o fracionamento da dose de manutenção diária será baseado no que for mais apropriado para cada paciente.

Outra opção para estabelecer a dose de manutenção pode ser manter a dose diária, com a possibilidade de alterar a ingestão de qualquer uma das doses por quartos de comprimidos, e tomá-los com mais frequência.

O Prolopa não cura, mas ajuda

Atualmente, não existe tratamento capaz de curar a doença de Parkinson, mas é possível aliviar os principais sintomas, aumentando a qualidade de vida dos pacientes.

Prolopa é uma boa opção de tratamento consumida por milhares de pessoas com Parkinson no mundo. Entretanto, é importante que o médico monitore e ajuste as doses à realidade individual de cada paciente.

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