Primeiros socorros de um AVC

7 de janeiro de 2020
Ante um AVC, o primeiro a se fazer é discar o número de emergências correspondente, já que cada minuto que passa é vital. Depois disso, existe um par de sugestões que devem ser seguidas.

Um acidente cerebrovascular (AVC) se deve a uma hemorragia no cérebro, ou pode ocorrer, ademais, quando o fluxo sanguíneo não circula de forma adequada até o órgão. Por conseguinte, ao longo de alguns minutos, o cérebro começa a falhar porque os neurônios não conseguem obter os nutrientes essenciais. Os primeiros socorros de um AVC e buscar atenção médica imediata são os primeiros passos que devemos dar ante essa situação, já que é uma emergência grave. Quanto antes se administra o tratamento, maiores chances de minimizar o dano.

Exame “FAST”

Tocar o olho da pessoa

O exame FAST é usado para um diagnóstico rápido em primeiros socorros.

No caso de estar frente a frente de um possível AVCuse o exame “FAST” para lembrar os sinais de advertência:

  • Rosto (Face): o rosto da pessoa cai para um lado quando tenta sorrir?
  • Braços (Arms): um braço fica mais baixo quando o indivíduo tenta levantar ambas extremidades?
  • Fala (Speech): a pessoa pode repetir uma oração simples? Balbucia ou é difícil entendê-la?
  • Tempo (Time): durante um acidente cerebrovascular, cada minuto é importante. Disque imediatamente o número da emergência.

Além destes sintomas, existem outros sinais característicos de um acidente cerebrovascular que se apresentam de forma repentina. Alguns deles são:

  • Fraqueza ou adormecimento em um lado do corpo.
  • Visão borrada ou perda de visão, principalmente de um só olho.
  • Dor de forte de cabeça sem causa aparente.
  • Tonturas, instabilidade ou desmaios.

Primeiros socorros em caso de infarto

Se a pessoa estiver inconsciente e não responde quando a toca ou quando fala com ela, deve-se colocá-la de barriga para cima e elevar o queixo com uma mão. Além disso, há que comprovar se a pessoa está respirando, aproximando o ouvido na boca, escutando seu peito e sentindo a respiração. No caso de não respirar, há que começar o processo de reanimação.

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RCP ou reanimação cardiopulmonar

Fases da reanimação cardiopulmonar

No caso de parada cardiorrespiratória, a RCP pode ajudar a salvar vidas.

A reanimação cardiopulmonar é um procedimento realizado quando nos encontramos ante uma vítima em parada cardiorrespiratória. Cabe dizer que às vezes é necessário fazer um curso de primeiros socorros para saber quais manobras devem ser aplicadas. No entanto, saber as técnicas básicas da RCP será útil para todos, já que uma emergência com estas características pode acontecer no momento mais inesperado e todo mundo pode ser uma vítima.

A RCP tem duas fases que vão se alternando:

Em primeiro lugar, faça as compressões torácicas para que o sangue siga fluindo pelos órgãos. Para isso, fique de joelho junto ao paciente e coloque a palma da mão – o carpo – no centro do peito da vítima. Em seguida, coloque a outra mão sobre a primeira e entrelace os dedos. Com um ritmo de 100 a 120 compressões por minuto, faça 30 compressões.

Posteriormente, faça a respiração boca a boca ou insuflação de resgate. Devem ser realizadas duas e ver como o peito infla para avaliar se o procedimento está sendo realizado corretamente.

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Primeiros socorros de um AVC

Muitas vezes, com a finalidade de ajudar a vítima, fazemos coisas que pioram a situação. Não devemos tratar de acalmar os sintomas vistos previamente, já que estaremos perdendo o tempo, caso sejam sinais de um AVC. Além disso, tampouco devemos dar algum tipo de alimento ou bebida para a pessoa que possa estar passando por um potencial acidente cerebrovascular.

Como prevenir um AVC?

Como sempre quando se trata de saúde, a prevenção é um fator fundamental. Alguns fatores de risco para um acidente cerebrovascular são:

  • Ter a pressão arterial alta.
  • Ter tido um AVC antes.
  • Fumar.
  • Sofrer diabetes de qualquer tipo.
  • Sofrer com doenças cardíacas.
  • Idade.

Portanto, a principal maneira de prevenir os ataques cerebrovasculares será evitar os fatores de risco que mencionamos antes e também outras práticas prejudiciais. Por exemplo, além de evitar o tabaco, é recomendado não abusar do álcool nem se automedicar.

Ademais, é sugerido manter um peso saudável, fazer atividade física diária – de pelo menos 30 minutos – e seguir uma dieta equilibrada. Outro conselho é controlar a pressão arterial com frequência, assim como os níveis de glicose e do colesterol no sangue.

Como recomendação final, é bom realizar um controle médico anual ou a cada seis meses para as pessoas de idade avançada. No caso de o médico indicar um tratamento, há que o cumprir conforme a indicação.

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  • Moyano Vera, A. (2010). El accidente cerebrovascular desde la mirada del rehabilitador. Hospital Clínico Universitario Chile.