Conselhos para agir no trabalho diante de uma emergência cardíaca

· 15 de abril de 2018
Saber proceder diante de uma emergência cardíaca enquanto o socorro chega, tratando-se de um infarto do miocárdio ou de um ataque súbito, pode ser determinante para superar a inércia.

A emergência cardíaca pode acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar.

Há conselhos médicos que podem alertar sobre os riscos de algumas pessoas de sofrer problemas deste tipo de situações.

Porém, em linhas gerais, trata-se de eventos que são quase impossíveis de antecipar.

O ritmo de vida moderno levou a maioria da população a ocupar a maior quantidade de tempo diário em seu posto de trabalho. Por isso, as probabilidades de que estes episódios tenham lugar em oficinas e empresas são muito altas.

As emergências cardíacas ocorrem com mais frequência do que muitas vezes se quer admitir.

  • Nos Estados Unidos, a cada 34 segundos se produz um ataque cardíaco.
  • Na Espanha, anualmente há em média 30 mil vítimas por morte súbita e até 20 mil episódios de tentativas de reanimação.
  • Já no Brasil, o infarto é responsável por quase 30% de todas as mortes registradas, e a morte súbita atinge de 250 mil a 300 mil pessoas por ano.

Diferenças entre ataque cardíaco e parada cardíaca súbita

Um ataque cardíaco e uma parada cardíaca súbita são duas coisas diferentes.

  • No primeiro caso, costuma-se contar com uma margem de tempo maior para reverter o problema.
  • Na parada cardíaca súbita, apenas alguns minutos podem ser suficientes para causar a morte dos afetados.

Ataque cardíaco ou infarto do miocárdio

Homem sentindo dor no peito

Acontece quando se reduz ou se interrompe completamente o fluxo da corrente sanguínea a uma parte do coração devido, na maioria dos casos, à ruptura de uma placa das artérias coronárias.

Também podem se derivar de um coágulo sanguíneo ou obstrução ou por um espasmo de uma artéria coronária. Os ataques cardíacos não implicam necessariamente que o coração deixe de bater.

O principal sintoma é uma dor repentina e muito intensa no peito, que pode se estender a outas áreas do corpo como braços, ombros, mandíbula, pescoço ou nuca.

Podem-se apresentar igualmente outros sinais tais como:

  • Fatiga
  • Enjoos
  • Dificuldade para respirar
  • Náuseas
  • Suor
  • Ardor estomacal
  • Desvanecimentos repentinos

É importante levar em consideração que a sintomatologia não é igual em todos os casos.

Em ocasiões, os ataques acontecem sem que o afetado perceba alguns destes sinais de alarme ou pode chegar a confundi-los com outras coisas e deixar passarem despercebidos.

Parada cardíaca súbita

Dor no peito é uma emergência cardíaca

Acontece quando o coração se paralisa completamente de forma repentina. Priva-se do fluxo sanguíneo e do oxigênio incluído no cérebro e no resto dos órgãos do corpo.

Os episódios do que também se conhece como morte cardíaca súbita não costumam permitir aos afetados pedir ajudar às pessoas ao seu redor.

Quando o coração se detém, a pessoa desmaia repentinamente, perdendo por completo a consciência. A respiração também pode chegar a suspender.

Só em um número reduzido de casos, os afetados podem advertir enjoos nos instantes prévios ao desvanecimento.

Medidas rápidas a tomar diante da emergência cardíaca

Mulher agindo diante de uma emergência cardíaca

  • Chame imediatamente aos serviços de emergência e solicite ajuda.
  • Nos casos de ataque cardíaco, deve-se sentar a pessoa em um sofá o mais cômodo possível, procurando fazer com que ela fique tranquila.
  • É vital que o afetado trate de manter a normalidade ao respirar. Cintos e camisas devem ser desabotoados e afrouxados.
  • Nos casos de parada cardíaca súbita, deve-se revisar as funções corporais (respiração e pulso). Se não houver resposta, deve-se começar de imediato a aplicar massagem cardíaca ou reanimação cardiopulmonar (RCP):
  • Para isso, colocam-se ambas as mãos sobre o esterno do paciente e se exerce pressão para baixo, mantendo os braços estendidos.
  • Deve-se empurrar o esterno pelo menos 4 centímetros, com uma frequência não menor do que 100 compressões por minuto.
  • Da mesma forma, deve-se estabelecer um ritmo uniforme, com as mínimas interrupções possíveis.
  • A respiração boca a boca só deve ser aplicada por pessoas que conheçam a técnica. Do contrário, sua utilidade é nula.
  • Caso se disponha de um desfibrilador externo automático (DEA), devem-se aplicar descargas para tratar de reiniciar a atividade do coração do zero. Estes dispositivos não requerem treinamento especial para serem usados, pois seu funcionamento é muito simples.

Quanto mais rápido atuemos, maiores serão as probabilidades para as vítimas de poder superar o ocorrido.

Os casos de parada cardíaca súbita requerem ações de resposta ainda mais rápidas.

Para cada minuto que transcorra, as possibilidades de sobreviver diminuem 10%, por isso depois de 10 minutos essas possibilidades serão zero.

Se as pessoas que estão ao redor do afetado não agem e só se limitam a esperar a chegada dos serviços de emergência, as possibilidades de um desenlace trágico são de até 95%.