Pressão arterial baixa: como proceder?

· 23 de setembro de 2013
Algumas alterações na pressão arterial são normais, uma vez que ela sobe quando praticamos algum tipo de exercícios e cai quando descansamos

Algumas alterações na pressão sanguínea são normais, uma vez que ela sobe quando praticamos exercícios e cai quando descansamos.

Mas algumas vezes, a pressão pode cair demais, produzindo enjoos, palidez, fatiga e desmaios; esses efeitos são conhecidos como hipotensão ou pressão arterial baixa.

O coração envia sangue para as artérias exercendo pressão nas mesmas para que o sangue circule pelo organismo.

O sangue por sua vez transporta o oxigênio e os nutrientes pelo corpo, e neste momento, quando medimos a pressão, encontramos a tensão arterial maior ou sistólica, que nos indica a força com a qual o sangue passa pelas artérias durante as contrações cardíacas, e a menor, ou diastólica, é a fase de repouso entre cada batimento cardíaco.

Os tipos de pressão são medidos em milímetros de mercúrio, sendo normais valores entre 105-130 máximo e de 60-80 mínimo. 

Quando essa última cai de maneira considerável, é quando sentimos enjoos e desmaios, pois as células deixam de ser alimentadas.

O que deve ser esclarecido é que a hipotensão não é uma doença, é uma característica pessoal que oferece certas vantagens, como a de ter menores riscos de sofrermos doenças cardiovasculares à medida que a idade avança.

Mas essa característica também pode alterar a vida e a saúde se não soubermos como controlá-la.

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Como regular a pressão arterial?

Nosso organismo possui alguns sensores que estão localizados no pescoço e no tórax e se encarregam de controlar de maneira constante a pressão arterial.

Quando detectam um bombeamento muito lento e uma quantidade de sangue baixa, realizam as mudanças convenientes para que a pressão se mantenha estável. Os nervos também levam sinais por meio desses mecanismos e por meio do cérebro até os seguintes órgãos:

CORAÇÃO

É indicado a regular a frequência e a força de seus batimentos para controlar a quantidade de sangue bombeada.

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RINS

Devem nivelar a quantidade de água para que aumente a quantidade de fluido sanguíneo na circulação, visto que a pouca quantidade de água diminui a quantidade de sangue.

VASOS SANGUÍNEOS

Devem ser estabilizados para aumentar a frequência das pulsações, o que permite que aumente a expulsão de sangue.

Dessa maneira, a pressão arterial sofre poucas mudanças, mas quando existem enjoos, vertigem ou desmaio, desidratação ou hemorragias, é impossível que esses sinais de alerta se sincronizem e façam o corpo trabalhar adequadamente.

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Hipotensão ortostática

É um tipo de pressão arterial baixa, que costuma ocorrer quando nos levantamos muito rápido após longo tempo de repouso, pois diminui o fluxo sanguíneo até o cérebro.

É importante lembrar que a hipotensão não se caracteriza como doença, mas sim como uma incapacidade de regular a pressão de forma rápida, o que por fim produz vertigem, leves enjoos, visão turva ou desmaios.

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O que fazer quando a pressão arterial cai?

– Tomar entre dois e três litros d’água por dia, incluindo caldos, sucos e bebidas reidratantes.

Incluir hidratos de carbono no café da manhã, tais como cereais, pão de leite, iogurte.

Nunca começar o dia sem comer.

– Comer bem e incluir frutas entre as refeições.

– Escolher alimentos nutritivos, como frutas, verduras, cereais, lácteos, macarrão, arroz, ovos e carnes magras.

Jamais fazer dietas sem consultar um especialista antes.

Evitar bebidas alcoólicas, pois dilatam os vasos sanguíneos fazendo com que a pressão arterial caia.

– Recorrer a complementos alimentares, sobretudo os que contenham ginseng, que ajuda a evitar a fadiga física e mental.

– No momento em que sentir enjoos e fatiga, umedeça a testa com água fria, repouse um pouco e tome qualquer bebida reidratante.

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A pressão arterial baixa não deve limitar sua vida, nem tirá-la da normalidade, já que é possível controlá-la de maneiras muito simples. Basta seguir as recomendações anteriores e poderá levar uma rotina normal e sem contratempos.

  • Conceição, T. V. da, Gomes, F. A., Tauil, P. L., & Rosa, T. T. (2006). Valores de pressão arterial e suas associações com fatores de risco cardiovasculares em servidores da Universidade de Brasília. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. https://doi.org/10.1590/S0066-782X2006000100005
  • Lopes, L. S., Valente, M., Grizante, P., Lima, N. C. P. de, & Mürrer, G. (2007). Hipotensão ortostática em pacientes idosos ambulatoriais TT - Orthostatic hypotension in elderly ambulatory patients. Arq. Méd. ABC.