Os quatro problemas que as filhas únicas enfrentam

· 19 de agosto de 2018
A filha única faz parte de um grupo de pessoas com características especiais. Por não terem irmãos, elas podem enfrentar alguns problemas durante o crescimento.

Uma filha única, desde o nascimento, torna-se o centro das atenções da casa, como a princesa do papai e da mamãe. Por isso, sem perceberem, os pais acabam a criando de maneira superprotetora, esforçando-se ao máximo para suprir todas as suas necessidades, já que ela é o bem mais importante e precioso de suas vidas.

Por não terem irmãos, elas carregam uma grande responsabilidade nas costas. Na idade adulta, elas se veem na obrigação de retribuir todos os investimentos que seus pais fizeram na infância. Isso afeta seu desenvolvimento de maneira direta e cria conflitos de personalidade.

Os problemas que as filhas únicas enfrentam

1. Dificuldade para se relacionar

A filhas únicas geralmente têm dificuldade de se relacionar com outras pessoas, já que estão sempre centradas em suas próprias necessidades, o que dificulta para elas a prática da empatia. Como resultado, isso gera uma dificuldade de trabalhar em equipe e, ao mesmo tempo, reconhecer o bom trabalho dos outros integrantes do grupo.

O melhor exemplo seria ao começar a frequentar a escola, um ambiente onde ela não é mais o centro das atenções. Ela não se sentirá confortável em um ambiente onde todas as crianças são iguais e não sentirá vontade de voltar.

2. Gestão de conflitos

Os problemas fazem parte da nossa rotina. No entanto, para as filhas únicas, esses episódios são reduzidos, já que elas não têm irmãos para se desentenderem e colocar em prática as ferramentas de resolução de conflitos.

Por outro lado, os pais são geralmente quem resolvem seus problemas, o que faz com que elas não lutem pelo que desejam, pois conseguem tudo com mais facilidade, quando comparadas às meninas que têm irmãos. Também é mais difícil fazê-las admitirem suas derrotas.

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Mãe dando bronca na filha única

3. Egoísmo

Toda criança até os 10 ou 12 anos é egoísta e egocêntrica. Porém, as meninas que têm irmão conseguem trabalhar essas características porque são constantemente obrigadas a compartilhar.

As filhas únicas não têm a oportunidade de colocar a habilidade diária de compartilhar em prática, já que todos os recursos financeiros dos pais são geralmente usados para satisfazer suas necessidades e, como resultado, elas acabam acreditando que têm o direito de conseguir sempre o que querem sem pensar nas outras pessoas.

4. Dependência mútua

Independentemente da idade, os pais colocam todas as suas esperanças nas suas filhas únicas. Isso gera a pressão de serem perfeitas e realizar os sonhos dos seus pais.

Uma filha única em idade adulta se converte na base que move o lar. Cria-se uma dependência direta porque recai nela a responsabilidade de cuidar dos pais.

Os pais desejam tê-la por perto durante toda a vida, cultivando nela um sentimento de culpa. Isso acaba criando obstáculos no momento em que for necessário sair de casa para desempenhar novos papéis.

O lado positivo da filha única

Maturidade precoce

Na maior parte do tempo, as filhas únicas estão cercadas de adultos. Essa convivência faz com que elas participem de atividades para pessoas mais velhas. Isso gera um incentivo à leitura, desenho ou outras atividades que exijam concentração e silêncio. Isso faz com que elas alcancem um grau de maturidade maior em comparação com as outras crianças da sua idade.

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Mãe com filha única

Desenvolvimento da imaginação

Como os adultos geralmente não têm tempo, resta às filhas únicas recorrerem à criação de irmãos, colegas ou amigos imaginários para brincar. Da mesma maneira, elas também experimentam brincadeiras em que possam se divertir sozinhas, sem levar em conta se alguém ganhou ou perdeu, pois o importante é apenas se divertir de uma maneira diferente.

Senso de responsabilidade mais apurado

Durante sua criação, as filhas únicas devem realizar todas as obrigações atribuídas por conta própria, pois não têm ninguém para dividi-las. Por outro lado, elas não têm irmãos para culpar das coisas que fizeram e devem assumir suas responsabilidades.

Finalmente, a vida de uma filha única é como pertencer a um grupo de pessoas completamente exclusivas. Surgem perguntas em relação às pessoas que têm irmãos porque elas não entendem como são suas vidas 9que podem parecer secretas e diferentes.

Não é fácil entender essa vida porque o compromisso que adquirem com seus pais quando se tornam adultas é transcendental, pois essa dependência se converte em algo mútuo.