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O que é febre Q?

Na maioria dos casos, a febre Q é uma doença sem complicações. No entanto, algumas pessoas desenvolvem sintomas graves que podem até se transformar em hepatite, pneumonia, endocardite ou meningite.

O que é febre Q?

Última atualização 26 Janeiro, 2020

Febre Q é o nome dado a uma doença causada por bactérias transmitidas de animais para homens. Foi detectada pela primeira vez em 1935 e recebeu o nome de febre Q porque, em princípio, não era possível estabelecer o que era. A letra “Q” vem de “query”, ou seja, “em pesquisa”.

Após investigações, descobriu-se que o agente que causa a febre Q é a bactéria Coxiella burnetii. Esta bactéria inicialmente se aloja em animais domésticos, como vacas, cabras, ovelhas e outros mamíferos. No entanto, em animais, geralmente não causa problemas de saúde.

Embora a febre Q possa ocorrer em qualquer época do ano, foi observado que ocorre principalmente na primavera e nos primeiros meses do verão. O maior número de casos ocorre entre abril e maio.

Origem da febre Q

Mulher com febre

A febre Q é geralmente uma doença leve muito semelhante à gripe. No entanto, existe também uma forma mortal desta doença que causa danos ao cérebro, coração, fígado e pulmões. Por outro lado, há pessoas que não apresentam sintomas.

A bactéria Coxiella burnetii, responsável por essa patologia, é encontrada principalmente nos produtos do parto de animais, isto é, na placenta e no líquido amniótico. Também está presente no leite, urina e fezes de animais infectados.

Algumas pessoas são infectadas mesmo sem ter contato direto com os animais. Simplesmente o fato de inalar a poeira que foi contaminada por fezes, urina ou produtos do parto dos animais infectado, é suficiente para o contágio.

Da mesma forma, a bactéria é transmitida através do consumo de leite não pasteurizado, extraído de animais que possuem a bactéria.

Características e sintomas da febre Q

Estima-se que de cada 10 pessoas que recebem a bactéria, apenas cinco terão sintomas. Normalmente, eles ocorrem duas ou três semanas após a exposição às bactérias. As manifestações mais comuns da doença incluem:

  • Febre com calafrios e suor.
  • Dor de cabeça e dores musculares.
  • Náusea, vômito e / ou diarreia.
  • Fadiga.
  • Dor no peito e / ou dor abdominal.
  • Tosse seca.
  • Perda de peso.

Todos esses sintomas podem ser leves ou graves. Se a infecção estiver alojada nos pulmões ou no fígado, pode causar pneumonia ou hepatite, respectivamente. Por outro lado, se uma mulher grávida contrair a doença, existe o risco de aborto espontâneo.

Pouco menos de cinco pessoas, para cada 100, desenvolvem uma febre Q crônica. Isso se manifesta meses ou mesmo anos após a infecção inicial. É um problema sério que pode ser fatal, pois geralmente envolve a infecção de uma ou mais válvulas cardíacas.

Fatores de risco da febre Q

Pessoa com febre alta

É claro que a bactéria está presente em alguns animais domésticos, mas sua presença também foi detectada em alguns animais selvagens e em carrapatos.

Portanto, o principal fator de risco é o contato direto ou indireto com todos esses animais.

Obviamente, aqueles que correm maior risco de infecção são trabalhadores agrícolas ou de matadouros, além de veterinários, pesquisadores e processadores de alimentos. Da mesma forma, foi detectado que os homens são mais propensos que as mulheres a contrair a doença.

A grande maioria dos casos de febre Q ocorre em pessoas entre 30 e 70 anos de idade. É muito raro que esta doença apareça em crianças; quando isso ocorre, os sintomas iniciais são de pneumonia.

Outros dados de interesse

Existe muito mais risco de desenvolver a doença em sua modalidade crônica naqueles que possuem:

No momento, não há vacina contra a febre Q. Portanto, é apropriado tomar as medidas preventivas do caso. Para a comunidade em geral, é importante não consumir leite não pasteurizado de qualquer tipo de animal.

Para quem deve trabalhar com animais ou viver em fazendas, é necessário que estejam atentos a qualquer manifestação desta doença e procurem o médico em caso de sintomas. Pessoas que fazem parte do segmento de alto risco não devem ter contato com animais.

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  • Roca, B. (2007, November). Fiebre Q. In Anales de medicina interna (Vol. 24, No. 11, pp. 558-560). Arán Ediciones, SL.