O mito do retinol no verão: quando você pode usá-lo e quais cuidados tomar

Assim que chega o calor, começa a circular a recomendação de parar de usar o retinol até a próxima estação. A ideia parece ter certa lógica, mas, na prática, é bastante simplista.
Na verdade, o problema não é usar retinol no verão, mas sim fazê-lo sem adaptar sua rotina, sem proteção solar adequada ou sem prestar atenção à forma como sua pele reage.
Se você já incorporou esse ingrediente ativo à sua rotina de cuidados faciais, não há motivo para abandoná-lo por meses. O que você pode precisar é ajustá-la.
Por que o retinol é associado ao outono e ao inverno
O retinol é uma forma de vitamina A que aumenta a renovação celular e pode tornar a pele temporariamente mais sensível à radiação ultravioleta. Isso não significa que ele faça com que a pele receba mais radiação solar, mas sim que uma pele em processo de renovação ativa requer mais cuidados caso seja exposta.
Daí a recomendação de aplicá-lo sempre à noite e de usar protetor solar diariamente. Uma dica que, aliás, deve ser seguida o ano todo, independentemente de se usar retinol ou não.
O mito sobre o uso do retinol vem da crença de que usá-lo no verão causa danos à pele, quando na verdade não é exatamente assim. O princípio ativo não altera seu comportamento com as estações; o que muda é o nível de exposição solar.
Quem pode continuar usando e quem deve adaptar sua aplicação
Há pessoas que já usam retinol há algum tempo e cuja pele está adaptada. Para elas, continuar no verão com a mesma rotina geralmente não representa nenhum problema, desde que mantenham a aplicação diária do protetor solar e a hidratação.
Outras podem notar, no verão, mais ressecamento, vermelhidão ou sensibilidade do que o habitual, especialmente se a pele já estiver mais exposta a agressões como calor, cloro ou sol. Nesses casos, faz sentido espaçar as aplicações. Passar de três noites por semana para uma ou duas, ou reduzir a concentração até que a pele o tolere melhor.
O que não faz sentido é abandoná-lo completamente na primavera e recomeçar do zero em setembro, especialmente se a pele já tivesse alcançado um bom nível de tolerância.
O que não se deve fazer no verão com o retinol
Alguns erros comuns que devem ser evitados:
- Aumentar a quantidade ou a frequência de aplicação com a chegada do calor, pensando que “é preciso aproveitar” o ativo antes do verão.
- Combinar o retinol com outros ingredientes irritantes na mesma rotina noturna, como ácidos esfoliantes ou vitamina C em altas concentrações, sem que a pele já tenha se acostumado a eles.
- Aplicá-lo e depois passar um tempo prolongado ao sol sem proteção, sob o argumento de que ele é usado à noite.
- Negligenciar a hidratação. O retinol pode ressecar um pouco a pele, e no verão esse ressecamento pode se acentuar por outros fatores, como o ar-condicionado ou a exposição à água do mar.
O que realmente importa, independentemente da estação
O protetor solar com FPS 30 ou 50 aplicado todas as manhãs é a medida mais importante, independentemente de você usar ou não retinol. No verão, além disso, é recomendável reaplicá-lo a cada duas horas se houver exposição direta ao sol.
A hidratação da pele antes de aplicar o retinol — ou mesmo misturado ao seu hidratante habitual para melhorar a tolerância caso surja sensibilidade — ajuda a manter a barreira cutânea em melhor estado. E observar como a pele responde semana a semana continua sendo o guia mais confiável para ajustar sua rotina.
Cuidar da pele no verão não significa eliminar todos os ingredientes ativos até que o calor diminua. Significa usá-los com mais cuidado, manter a proteção solar sem exceções e adaptar a rotina às necessidades da sua pele naquele momento.
Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.







